Danilo, o "protegido" de Ancelotti: as funções que o meia pode exercer na Seleção

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Danilo Santos, meio-campista do Botafogo, na Seleção Brasileira. (Foto por MAURO PIMENTEL / AFP)

A confiança demonstrada por Carlo Ancelotti em Danilo Santos na Seleção Brasileira não é por acaso. Convocado para a Copa do Mundo, o jogador do Botafogo rapidamente passou a ser tratado como uma alternativa importante dentro do elenco brasileiro graças a uma característica cada vez mais valorizada no futebol moderno: a versatilidade.

Ao longo dos últimos treinamentos e amistosos preparatórios, Danilo recebeu atenção especial da comissão técnica e respondeu em campo. Entrou bem contra a França, marcou diante da Croácia e Panamá e voltou a ter participação positiva contra o Egito. Mais do que os números, chamou atenção pela capacidade de desempenhar diferentes funções no meio-campo.

Primeiro volante: intensidade e saída de bola

Embora não seja um volante de características exclusivamente defensivas, Danilo pode atuar como o chamado camisa 5.

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Sua formação como jogador ofensivo contribuiu para desenvolver qualidade técnica acima da média na saída de bola. Além disso, possui capacidade física para cobrir espaços e pressionar adversários.

Caso Ancelotti opte por preservar Casemiro em algum momento da competição ou necessite de uma equipe mais dinâmica na circulação da bola, Danilo surge como alternativa natural.

Segundo homem de meio: a função mais confortável

É provavelmente onde o jogador se sente mais à vontade. Atuando como camisa 8, Danilo consegue explorar sua principal característica: o jogo box-to-box. Ou seja, participa tanto da construção ofensiva quanto da recomposição defensiva.

Meio-campista Danilo, pela Seleção Brasileira. (Foto por MAURO PIMENTEL / AFP)

Foi justamente nessa função que se destacou no Botafogo e chamou atenção da comissão técnica da Seleção. Sua chegada na área, capacidade de pressionar a saída adversária e presença física fazem dele uma alternativa para dividir responsabilidades com Bruno Guimarães ou Lucas Paquetá.

Meia avançado: herança dos tempos de atacante

Pouca gente lembra, mas Danilo iniciou a carreira como ponta e meia ofensivo.

Dispensado pelo Bahia ainda na base, ele chegou ao Palmeiras atuando pelos lados do campo. A mudança definitiva para o meio-campo aconteceu durante um torneio na República Tcheca, quando recebeu a orientação para abandonar os dribles excessivos e acelerar a circulação da bola.


Essa formação ofensiva explica a facilidade que possui para atuar mais adiantado. Em determinadas situações, pode funcionar como um meia de chegada, explorando espaços entre as linhas adversárias e atacando a área.

O coringa de Ancelotti

Se Casemiro e Bruno Guimarães parecem ter lugar garantido entre os titulares, Danilo surge como uma peça capaz de mudar a configuração da equipe sem exigir alterações profundas na estrutura coletiva.

Pode reforçar a marcação, aumentar a intensidade da pressão alta, qualificar a saída de bola ou até atuar mais próximo dos atacantes.

Em um torneio curto como a Copa do Mundo, ter um jogador capaz de desempenhar tantas funções costuma ser um diferencial. E é justamente por isso que Danilo Santos vem ganhando cada vez mais espaço com Carlo Ancelotti.

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