COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA


O Barcelona jogou a International Champions Cup nos Estados Unidos, na pré-temporada (Foto: Lachlan Cunningham/Getty Images/AFP)

Um acordo fechado entre a liga que controla o futebol espanhol e uma multinacional em Miami, a Relevant, resultou na realização de partidas fora de território europeu pela primeira vez na história. A parceria será válida, inicialmente, por 15 anos e já neste ano poderão haver alguns duelos, talvez de Real Madrid ou Barcelona, em solo americano, conforme informou o jornal El Pais.

A iniciativa, que chamará La Liga North America e terá os direitos divididos entre a federação e a multinacional, objetiva expandir o futebol para aumentar a popularidade desse esporte, assim como já funciona com as ligas da NFL, NBA, MBL e NHL. Ainda segundo o jornal espanhol, esse tipo de ação ajudará durante a realização da Copa do Mundo de 2026, que terá como sede Estados Unidos, Canadá e México.

“Estamos voltados a fomentar a paixão do futebol por todo o mundo. Esse revolucionário acordo, sem dúvidas, dará um impulso fundamental para a popularidade deste lindo esporte nos Estados Unidos e Canadá”, afirmou o presidente da La Liga, Javier Tebas.

A Relevant, multinacional localizada em Miami, foi a mesma empresa que comandou a International Champions Cup, torneio pré-temporada que contou com grandes equipes europeias, como Real Madrid e Barcelona.



A atual campeã da Copa do Mundo assumiu a liderança do ranking da Fifa, divulgado pela entidade nesta quinta-feira de manhã. Ganhando seis posições a partir de um novo método de cálculo, agora a França está à frente de Bélgica (2º), Brasil (3º), Croácia (4º) e Uruguai (5º). Esta é a primeira vez desde 2002 que os Bleus chegaram ao topo, a apenas três pontos do segundo colocado.

Um dos fatos que chama atenção é a posição da campeã de 2014, Alemanha: eliminada ainda na fase de grupos em 2018, perdeu 14 pontos e agora ocupa a 15ª colocação. A Itália, que não se qualificou para a competição da Rússia, figura na 21ª posição, atrás de Peru, País de Gales, Polônia e Holanda.

Croácia, Uruguai, Inglaterra e Dinamarca integram agora o top 10, enquanto Argentina, Chile, a própria Alemanha e Polônia saíram da primeira parte da lista. O Brasil caiu uma posição, enquanto a seleção egípcia foi a que mais perdeu pontos (77), perdendo 20 posições. Dessa forma, os dez primeiros colocados são: França, Bélgica, Brasil, Croácia, Uruguai, Inglaterra, Portugal, Suíça, Espanha e Dinamarca (empatadas na pontuação). Para conferir a lista completa, clique aqui.

O novo cálculo da Fifa, aprovado pelo conselho em junho, dá maior peso às partidas oficiais, objetivando evitar manipulações do ranking, além de oferecer as mesmas oportunidades para todas as seleções melhorarem sua classificação. Um novo ranking será divulgado em 20 de setembro.

 




Moses anunciou aposentadoria da seleção nigeriana (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

Nesta quarta-feira, o meio-campista Victor Moses anunciou a aposentadoria da seleção nigeriana. Por meio de suas redes sociais, o jogador do Chelsea revelou que pensou muito para tomar a decisão, mas citou o peso da família e o foco no futebol de clubes como fatores importantes para a escolha.

“Quero anunciar que, depois de pensar muito, tomei a decisão de me aposentar da seleção. Passei por alguns dos melhores momentos da minha vida vestindo a camisa das ‘Super Águias’ e tenho lembranças que guardarei para sempre. Nada poderá competir com o que senti ao representar a Nigéria em nome do nosso país”, disse o jogador de 27 anos em texto divulgado em sua conta no Twitter.

“No entanto, acredito que é o momento de me afastar para me focar unicamente no meu clube e na minha família e para dar lugar às futuras gerações de estrelas das ‘Super Águias’. Somos um país abençoado com muitos jovens talentosos e agora chegou a vez deles”, completou.

Por fim, Moses elegeu os momentos mais marcantes de sua trajetória na seleção e revelou uma conversa com o alemão Gernot Rohr, treinador da Nigéria. “Há muitos momentos que se destacam para mim ao longo dos anos, desde o dia em que estreei até jogar duas Copas do Mundo e ser parte do time que ganhou a Copa Africana de Nações pela primeira vez desde 1994”, escreveu o jogador em referência ao título da Nigéria na edição de 2013 da competição africana.

“Já falei por telefone com o treinador e gostaria agradecer a ele e à comissão técnica, à NFF (Federação Nigeriana de Futebol) e a todos os meus companheiros por todo o apoio ao longo dos anos. Mais importante, gostaria de agradecer ao povo nigeriano por acreditar em mim e por me apoiar durante esse tempo. Serei sempre um nigeriano orgulhoso”, finalizou.

 



 

Subasic foi imprescindível na campanha de prata da seleção croata na Copa do Mundo da Rússia (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Após Mandzukic, nesta quarta-feira foi a vez do goleiro Subasic se despedir da seleção da Croácia após a conquista do vice-campeonato da Copa do Mundo, que terminou há exatamente um mês, na Rússia. Por meio de uma longa carta no site da Federação Croata de Futebol (HSN, na sigla em servo-croata), o arqueiro relembrou os dez anos servindo o país e agradeceu torcedores croatas.

“Chegou a hora de me despedir da nossa camisa favorita depois de dez anos na seleção. Foi uma longa jornada desde a primeira convocação em 2008, quando um jovem goleiro de Zadar fez seus sonhos se tornarem realidade”, inicia Subasic. “Muito esforço e trabalho duro, incluindo anos de paciência entre os reservas, até tomar a posição número 1, com meu número favorito 23 nas costas”.

Aos 33 anos, o goleiro atuou em 44 oportunidades distribuídas em duas Eurocopas (2012 e 2016) e duas Copas do Mundo (2014 e 2018). Na última edição do Mundial, o croata teve ótimas atuações, quando pegou três pênaltis da Dinamarca nas oitavas e um da anfitriã Rússia nas quartas, mesmo com problemas físicos que chegariam a atrapalhá-lo na grande final contra a França.

“Tomei esta decisão muito antes da Copa do Mundo de 2018, pois queria fechar esse capítulo internacional aparecendo no cenário mundial. Este foi um dos meus sonhos. Todos nós temos uma data de expiração e precisamos avaliar quanto tempo podemos jogar. Talvez eu pudesse ter durado mais uma campanha, mas isso provavelmente seria demais. Desta forma, quero permitir que os meus colegas de equipe, que esperam a sua oportunidade como eu, façam os seus sonhos e joguem pela Croácia. Eles são o futuro da Croácia”, diz outro trecho da publicação.

O jogador é natural de Zadar, clube que o descobriu. Depois, rumou para o Hajduk Split e desde 2012 defende o Monaco. Na carta, o jogador ainda afirma que estar na seleção foram os melhores momentos de sua carreira, com bastante patriotismo em todo o texto. Para conferir a publicação na íntegra (em inglês), é só entrar aqui.



Lionel Messi pediu afastamento da seleção argentina na última terça-feira (Foto: GABRIEL BOUYS/AFP)

Já são 33 títulos pelo Barcelona, um recorde que coloca Lionel Messi no topo do ranking de atletas vencedores do clube catalão, na frente até mesmo do ídolo Andrés Iniesta. Se o sucesso chegou no time que defende profissionalmente desde 2004, o mesmo não se pode dizer sobre sua seleção: depois de anunciado seu afastamento da seleção argentina, Hristo Stoichkov, ex-jogador do Barça e amigo do jogador, cravou: os hermanos não vencerão por um bom tempo.

“Primeiro, temos de saber qual será o modelo do futebol argentino: se querem depender de Messi ou de 22 jogadores. É muito fácil, sem Messi a Argentina não ganhará um único jogo durante três anos”, profetizou o búlgaro à SuperDeportivo Radio. “Por isso, o futebol argentino tem que ter uma estrutura e não é claro o projeto desejado pelo novo presidente. O que a Argentina quer jogar? Esta é a grande questão”.

Ele ainda se exaltou quando perguntaram se era necessário passar pelo aval de Messi a escolha do novo treinador da seleção. “É uma p…. mentira que alguém inventou. Então, eu teria que ser o treinador da Argentina, já que sou amigo de Lionel. É pura mentira! Tem muito argentino quem nem sabe quem é Messi, nem o conhecem. Eu o conheço muito bem e posso dizer que ele nunca teve nada a ver com a montagem da equipe”, garantiu.

A seleção argentina foi muito criticada durante a última Copa do Mundo, na Rússia. Sob comando de Jorge Sampaoli, ficou em segundo lugar no grupo D, atrás da vice-campeã Croácia, com uma campanha de uma vitória, um empate e uma derrota. Eliminada nas oitavas de final para a França, Sampaoli foi demitido do cargo e Lionel Messi teria pedido afastamento da seleção até o resto do ano.



Dia 15 de julho deste ano, exatamente há um mês, a França derrotava a Croácia no Estádio Lujnik, em Moscou, e vencia a Copa do Mundo pela segunda vez. O placar de 4 a 2 foi construído com gols de Griezmann, Pogba, Mandzukic (contra) e Mbappé, em favor dos franceses, e Perisic e Mandzukic para os croatas.

De lá para cá, algumas coisas mudaram. Na defesa francesa, Pavard teve seu gol contra a Argentina considerado como o mais bonito do Mundial e, após a disputa, foi fortemente rumorado como reforço do Bayern de Munique. Entretanto, a negociação não se concretizou e o atleta permanece como membro do Stuttgart, também do futebol alemão.

Companheiro do lateral na zaga, Varane conquistou lugar na seleção do campeonato, “fazendo parceria” com Godín e Thiago Silva. As boas atuações do francês na Copa garantiram-lhe um espaço entre os 10 concorrentes finais ao prêmio de melhor jogador do mundo na temporada.

Mais à frente, Pogba voltou ao Manchester United e já teve que lidar com a personalidade do treinador português José Mourinho, que fez críticas ao desempenho do francês no clube inglês. A relação conturbada entre os dois abriu brecha para que rumores cercando o destino do camisa 6 aparecessem, com o Barcelona surgindo como potencial comprador do passe do meia.

Mbappé, por outro lado, retornou ao PSG com status de principal destaque, superando até mesmo o brasileiro Neymar, cuja imagem foi muito desgastada durante a disputa do Mundial na Rússia. A jovem estrela também conquistou espaço na seleção da Copa.

Pelo lado da Croácia, Mandzukic, autor do segundo gol do país na decisão, anunciou nesta última terça-feira sua aposentadoria da seleção, que perdeu um de seus principais atacantes na década.

Quem também mudou de ares, mas em outro sentido, foi o meia Kovacic. Ex-Real Madrid, o jogador, que não entrou em campo na disputa da final, manifestou seu desejo de se transferir do clube merengue e acertou empréstimo com o Chelsea, da Inglaterra.

Já Modric, principal nome da Croácia e vencedor do prêmio de melhor jogador da Copa, retornou ao Real Madrid cheio de dúvidas quanto ao seu futuro. A Inter de Milão surgiu, logo após o Mundial, como principal interessada em contar com o camisa 10, que não vê a transferência com maus olhos.

Quanto ao Brasil, o impacto do revés para a Bélgica nas quartas de final, por 2 a 1, será conhecido de maneira mais profunda nesta sexta-feira, quando o técnico Tite fará sua primeira convocação após o final da Copa do Mundo.

A tendência é que o comandante brasileiro dê espaço aos jovens atletas que vêm se destacando em território nacional e estrangeiro. Nomes como Pedro (atacante do Fluminense), Rodrigo Dourado (meia do Internacional), Arthur (meia do Barcelona), Vinícius Júnior (ponta do Real Madrid), Malcom (ponta do Barcelona), entre outros, podem ter um espaço entre os convocados do treinador gaúcho.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 4 x 2 CROÁCIA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 15 de julho de 2018, domingo
Horário: 12 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Belatti (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: Kanté e Hernández (França); Versaljko (Croácia)
Gols: FRANÇA: Mandzukic (contra), aos 17, e Griezmann, aos 37 minutos do primeiro tempo; Pogba, aos 13, e Mbappé, aos 19 minutos do segundo tempo; CROÁCIA: Perisic, aos 27 minutos do primeiro tempo, e Mandzukic, aos 23 minutos do segundo tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté (N’Zonzi), Pogba, Mbappé, Griezmann e Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir)
Técnico: Didier Deschamps

CROÁCIA: Subasic; Versaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pjaca); Brozovic, Rakitic, Rebic (Kramaric), Modric e Perisic; Mandzukic
Técnico: Zlatko Dalic