Com ressalva a meias, Dunga se cita como exemplo para valorizar a China

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A Seleção Brasileira contará com um jogador que atua no futebol chinês – o atacante Diego Tardelli, agora no Shandong Luneng – nos amistosos contra França e Chile, no final de março. Para o técnico Dunga, a falta de tradição do país asiático não é empecilho para a convocação.

“É a primeira vez em que estamos chamando alguém da China, mas eu, o Sampaio e tantos outros fomos para a Seleção quando estávamos no Japão”, comparou Dunga, que defendeu o Júbilo Iwata entre 1995 e 1998. “Conversei com o Tardelli, que queria saber o que eu pensava sobre a ida dele para a China. Não me comprometo com ninguém. Não posso dizer para ele não ir. E, se eu falar para ir, acabo me comprometendo. Vou analisar rendimento. Se estiver rendendo, vai jogar, sem problema algum”, completou.

Dois meio-campistas que também saíram do futebol mineiro para regiões de menor prestígio, contudo, ficaram fora da relação divulgada nesta quinta-feira. Everton Ribeiro, hoje no Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, e Ricardo Goulart, agora no chinês Guangzhou Evergrande, foram preteridos diante de França e Chile.

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dasdfsdfsdfsd - Credito: Rafael Ribeiro/CBF

“Eles estão iniciando a temporada. A gente não tem observado diariamente como está sendo o desenvolvimento. É normal que não estejam no auge. Chamar três jogadores de campeonatos que estão começando agora já é quase 30% de uma equipe. Então, escolhemos um que já era titular para enfrentar uma seleção europeia, que está em ritmo de competição”, ressalvou Dunga, referindo-se a Tardelli.

Até mesmo o atacante, porém, ouviu alguns conselhos. “Ele deve conversar com o seu clube porque terá que fazer muitas horas de voo. Em alguns momentos, será bom vir um ou dois dias antes para estar preparado para enfrentar um jogo de Seleção Brasileira, uma Eliminatória, que é muito competitiva”, disse. “No meu tempo, respeitava a Seleção Brasileira, o clube que me pagava e os torcedores. É preciso preservar o seu corpo, que é a sua máquina, com repouso e boa alimentação”, receitou.

Dunga ainda lembrou que os seus eventuais convocados de países além do Brasil e dos europeus enfrentarão uma cobrança maior por parte do público, apesar de lembrar que os clubes chineses possuem melhores condições financeiras em relação a alguns europeus atualmente.

E até o treinador terá que se adaptar à nova realidade do futebol. “Fico com certa inveja dos técnicos de seleções da Europa, que não precisam viajar para analisar os seus jogadores. O do Brasil vai ter que voar muito mais”, brincou Dunga.

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