COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Seleção Brasileira não pode virar o rosto para o favoritismo total no confronto contra o México, nesta segunda-feira, às 11 horas (de Brasília). Os números – seja na história da Copa do Mundo ou na comparação da atual edição do Mundial, na Rússia – dão total vantagem à equipe sul-americana comandada por Tite.

A tradição mostra um gigante em Copas quando se fala no Brasil; São cinco títulos mundiais – em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 -, enquanto os mexicanos têm como melhor resultado apenas a disputa das quartas de final na competição e nunca figuram como protagonistas do torneio.

Na análise apenas da Copa da Rússia, o Brasil também está melhor. O time canarinho fez mais pontos (7 a 6), foi líder de seu grupo e traz desempenho melhor em praticamente todas as estatísticas (gols, chutes certos, cruzamentos certos e finalizações certas). O México só está melhor nos desarmes completos (42 a 37).



No jogo em que existe a maior diferença técnica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, a Bélgica tenta se impor contra o Japão nesta segunda-feira, às 15h (de Brasília), na Arena Rostov, em Rostov, na Rússia. Os belgas terminaram a primeira fase na primeira colocação do Grupo G, com nove pontos conquistados, cem por cento de aproveitamento e direito a vitória de 1 a 0 sobre a Inglaterra. Além disso, com nove gols (média de três por partida), são os donos do ataque mais positivo da competição até aqui.

Por outro lado os japoneses avançaram com derrota de 1 a 0 para a Polônia no Grupo H. Os asiáticos fizeram apenas quatro pontos e têm saldo de gols zerado. Apesar de admitir o favoritismo, o técnico Roberto Martínez adotou um discurso cauteloso.

Romelu Lukaku, poupado contra a Inglaterra, retorna para o confronto das oitavas diante do Japão (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

“O favoritismo existe pelas campanhas até aqui, porém, em um jogo eliminatório, noventa minutos, tudo pode acontecer. Uma noite ruim coloca no lixo o trabalho de quatro anos. Portanto, temos que entrar em campo entendendo que se trata de uma decisão e que o jogo só pode vir a ser fácil se demonstrarmos alguma facilidade”, disse.

Os belgas prometem uma postura ofensiva, pois acreditam que o Japão vai vir muito fechado. “Vamos precisar de muita velocidade e de muita movimentação para não pagarmos um preço alto contra o Japão, já que eles vão jogar por uma bola e podem nos surpreender”, observou o meia Kevin de Bruyne.

Porém, surpresa mesmo os belgas devem ter com o estilo de jogo do Japão. Isso porque o técnico Akira Nishino promete um time ofensivo. “Não jogamos recuados e isso não foi visto na maior parte desta Copa do Mundo. Nos fechamos apenas no fim do jogo contra a Polônia porque o resultado, mesmo sendo de derrota, nos interessava. Meu estilo de jogo é ofensivo. Sempre digo aos meus jogadores para serem ofensivos e com posse da bola. Sempre passei essa mensagem aos jogadores, e eles correspondem sempre”, disse o treinador do Japão, que vai manter a base que vem jogando.

O time belga será o mesmo que atuou nas duas primeiras partidas, quando atropelou Panamá por 3 a 0 e Tunísia por 5 a 2. Os poupados diante da Inglaterra retornam, incluindo o centroavante Romelu Lukaku, recuperado de um incômodo muscular.

Caso a partida termine empatada após os dois tempos, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade no tempo extra, o classificado será conhecido apenas na disputa de pênaltis.

Ao contrário do que muitos pensam, o Japão de Akira Nishino deve vir com muita ofensividade contra a Bélgica (Foto: Benjamin Cremel/AFP)

FICHA TÉCNICA
BÉLGICA X JAPÃO

Local: Arena Rostov, em Rostov (Rússia)
Data: 2 de julho de 2018 (segunda-feira)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: não divulgado
Assistentes: não divulgado

BÉLGICA: Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Dedryck Boyata e Jan Vertonghen; Thomas Meunier, Kevin de Bruyne, Alex Witsel e Yannick Ferreira-Carrasco; Dries Mertens, Eden Hazard e Romelu Lukaku
Técnico: Roberto Martínez

JAPÃO: Eiji Kawashima, Gotoku Sakai, Maya Yoshida, Tomoaki Makino e Yuto Nagatomo; Hiroki Sakai, Gaku Shibasaki, Hotaru Yamaguchi e Takashi Usami; Yoshinori Muto e Shinji Okazaki
Técnico: Akira Nishino



A Seleção Brasileira encara o México nesta segunda-feira, às 11h (de Brasília), na Arena Samara, em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Tentando evitar se juntar ao grupo de grandes seleções já eliminadas do torneio, o técnico Tite apostará na sequência de seus titulares para bater o surpreendente México, que na primeira fase venceu a Alemanha logo na estreia, por 1 a 0.

O Brasil não entrará em campo com mudanças em relação ao time que já vinha sendo utilizado na primeira fase do Mundial. A única mudança é a entrada de Filipe Luís como titular na lateral esquerda, já que Marcelo, após lesão sofrida na região lombar, ainda não tem condições físicas de atuar em alto nível por 90 minutos ou mais, caso o jogo se encaminhe para a prorrogação.

Fagner, que substituiu Danilo nas duas últimas partidas da Seleção Brasileira por conta da lesão que o jogador sofreu no quadril, continuará entre os 11 iniciais. As atuações seguras diante da Costa Rica e Sérvia acabaram convencendo Tite em deixar o jogador do Manchester City, mais acostumado a jogos de alto nível, na reserva. Quem realmente está descartado do confronto é Douglas Costa, ainda se recuperando de um incômodo na região posterior da coxa direita.

Thiago Silva, que será o capitão da Seleção Brasileira pela segunda vez nesta Copa do Mundo, comentou sobre a equipe do México e deixou o alerta ligado para que o time canarinho não repita as campanhas vexatórias de Alemanha, Argentina e Espanha.

“Acredito que agora você tem que errar o menos possível. Um erro pode custar a eliminação, todo o trabalho que vem sendo feito durante esses quatro anos. Então, toda a concentração é válida para que a gente não perca a concentração com outro tipo de situação. É um jogo difícil, o México, pelo o que apresentou na primeira fase, tem méritos para estar aqui, como nós também merecemos. Que a gente possa fazer o nosso melhor e merecer essa classificação”, disse o zagueiro.

Mexicanos se mostram bastante tranquilos antes do duelo com o Brasil (Foto: Benjamin CREMEL/AFP)

O México, confiante apesar da derrota por 3 a 0 na última rodada da fase de grupos para a Suécia, não quer se limitar a apenas se defender. O técnico Juan Carlos Osorio assegurou que sua equipe irá agredir a Seleção Brasileira e tentará manter a posse de bola apesar da grande qualidade que haverá do outro lado do campo.

“Será uma grande oportunidade para o futebol mexicano enfrentar nas oitavas de final a melhor equipe do mundo. Creio que se jogarmos o que sabemos, será uma grande partida de futebol”, afirmou Juan Carlos Osorio, parecendo não sentir o grande peso do jogo e a possibilidade de o México acabar fora da Copa do Mundo.

Satisfeito com o desempenho de sua equipe nos primeiros três jogos do Mundial, o técnico Osorio, apesar de ser conhecido por mudar constantemente sua equipe, não deve fazer grandes alterações em relação à formação usada anteriormente. Carlos Vela, Chicharito Hernández e Lozano são as grandes apostas do comandante para vencer Neymar e companhia.

FICHA TÉCNICA
BRASIL X MÉXICO

Local: Arena Samara, em Samara (RUS)
Data: 2 de julho de 2017, segunda-feira
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Gianluca Rocchi (ITA)
Assistentes: Elenito Di Liberatore (ITA) e Mauro Tonolini (ITA)

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite

MÉXICO: Ochoa; Álvarez, Salcedo, Rafa Márquez e Gallardo; Guardado, Herrera, Layún, Vela e Lozano; Chicharito
Técnico: Juan Carlos Osorio



Renato Augusto já chegou a rotular a Copa do Mundo da Rússia como “Copa louca”. A alcunha dada pelo meio-campista da Seleção Brasileira se explica pelas quedas ou mesmo pelas dificuldades das grandes seleções nos duelos contra equipes de pouca tradição em Mundiais. O cenário abre caminho para o sexto título do Brasil, que avançou às quartas de final ao superar nesta segunda-feira o México por 2 a 0

Convidado especial do Mesa Redonda, da TV Gazeta, nesse domingo, Júnior, ex-lateral esquerdo, reserva de Roberto Carlos na campanha do penta, em 2002, enxerga semelhanças entre o que tem acontecido na Copa da Rússia e como se desenrolou o torneio há 16 anos.

Júnior foi convocado em 2002, jogou a Copa do Mundo e marcou um gol contra a Costa Rica (Foto: Gazeta Esportiva)

“Está estranha essa Copa, lembrando 2002, quando as seleções com mais nome estavam caindo fora. Vimos a Alemanha não fazer gol na Coreia (do Sul). É um absurdo. O Brasil está bem, está voltando à forma. O Brasil precisa do Neymar, a equipe está jogando muito, mas o México tem um ataque rápido, tem de ter atenção”, comentou.

Na Copa do Mundo da Ásia, França e Uruguai caíram logo na primeira fase em um grupo que acabou classificando Dinamarca e Senegal. Argentina e Portugal também sequer chegaram às oitavas de final. Além disso, Itália e Espanha foram eliminadas pela a Coreia do Sul na sequência.

Dessa vez, na Rússia, já vimos a Alemanha ficar pelo caminho ainda na fase de grupos, Argentina ser eliminada pela França nas oitavas de final depois de passar muito sufoco contra croatas, islandeses e nigerianos, e a Espanha cair perante aos anfitriões, que nunca haviam chegado tão longe. Ainda teve Portugal, atual campeão europeu, despachado no embate contra o Uruguai. Tanto espanhóis quanto portugueses, antes, correram risco de eliminação frente a Marrocos e Irã.

Para Júnior, que chegou a marcar um gol na vitória do Brasil sobre a Costa Rica, em 2002, a lamentação fica por conta das saídas precoces de grandes craques do principal torneio de futebol do planeta.

“Do meio para frente a Argentina é muito boa, mas a zaga deixa a desejar. A gente fica triste, um Messi fora da Copa, um Cristiano Ronaldo, uma pena, esses caras dão espetáculo. Eu mesmo fico maravilhado vendo eles, e sem eles a Copa não é a mesma coisa”, concluiu o ex-palmeirense.

 



Modric comemorou a classificação na companhia dos filhos (foto: Martin Bernetti/AFP)

Camisa 10 e jogador mais renomado da Croácia, Luka Modric poderia ter saído do Estádio de Níjni Novgorod como vilão neste domingo. O meio-campista do Real Madrid ganhou a chance de definir a partida contra a Dinamarca, empatada por 1 a 1, no segundo tempo da prorrogação, mas teve um pênalti defendido pelo goleiro Kasper Schmeichel. Na disputa da marca da cal, porém, ele bateu no meio do gol, converteu a sua cobrança e colaborou com a suada vitória por 3 a 2.

“Estava muito quente, e muito difícil para correr. Perder o pênalti foi difícil para mim porque passei toda a manhã estudando como marcar o gol contra o Schmeichel”, contou Modric, que esteve apagado em campo na maior parte do tempo. Foi dele, contudo, o bom lançamento para Rebic, que resultou na penalidade sofrida pelo companheiro durante a prorrogação.

Aliviado após a partida, Modric comemorou bastante com outro goleiro, o compatriota Danijel Subasic, que defendeu os pênaltis cobrados por Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen e assegurou a classificação da Croácia às quartas de final da Copa do Mundo. Depois, buscou os seus filhos na arquibancada e continuou a festejar com eles em campo.

Do lado da Dinamarca, ao contrário, o sentimento era de frustração. “Os nossos três melhores cobradores de pênalti perderam”, lamentou o técnico Age Hareide, que é norueguês, antes de se referir a Kasper Schmeichel. “Sinto muito pelo Kasper e por todo o time. Mas é isso que pode acontecer nos pênaltis. Essa é a brutalidade do futebol”, acrescentou, ponderando que a sua seleção teve o controle do jogo a partir do segundo tempo, mesmo enfrentando “o melhor time na Europa para contra-atacar”.



Philippe Coutinho e Hirving Lozano são os grandes destaques de Brasil e México na Copa (Arte: Gazeta Esportiva)

Desde que Brasil e México foram sorteados nos grupos E e F, respectivamente, da Copa do Mundo da Rússia, um possível confronto entre as duas seleções nas oitavas de final era considerado um cenário natural e até mesmo plausível de ser concretizado. Pois então, nesta segunda-feira, na Arena Samara, os times comandados por Tite e Juan Carlos Osorio medem forças com destaques individuais que, anterior e teoricamente, seriam apenas coadjuvantes: Philippe Coutinho e Hirving ‘Chucky’ Lozano.

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Antes do Mundial, um “confronto” particular entre as duas principais estrelas das seleções Canarinho e La Tri (Tricolor) reservaria um comparativo de Neymar com Javier ‘Chicharito’ Hernandez. Porém, a dupla de mais alarde e badalada acabou ofuscada pelas atuações de seus respectivos companheiros, autores de gols importantes e de atuações consistentes para ajudar em ambas a alcançar as classificações.

Apesar do protagonismo que Philippe Coutinho e Hirving Lozano têm mostrado em suas seleções, são jogadores de características diferentes e isso fica evidente no posicionamento de cada um. Mesmo com variações, ambos os times tem tido o 4-2-3-1 como alternativa, algo que para o Brasil é mais natural, mas não para o México, que pouco atuou dessa forma nas Eliminatórias. Enquanto Coutinho joga pelo meio, teoricamente atrás do centroavante, Lozano é um típico jogador de lado de campo, que possui a velocidade e o drible como pontos fortes.

Philippe Coutinho

Posição: meia
Camisa: 11
Altura: 1,72m
Data nascimento: 12/06/1992 (26 anos)
Clubes: Vasco da Gama, Internazionale, Espanyol, Liverpool, Barcelona

Depois de três rodadas e a fase de grupos findada com seus respectivos classificados, é quase unânime a opinião de que Philippe Coutinho é o melhor jogador da Seleção Brasileira em solo russo e um dos melhores da competição. Além das boas atuações, o camisa 11 tem se tornado um desafogo nos momentos mais difíceis do time, seja com gols ou com assistências.

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Na estreia diante da Suíça, o meia fez o primeiro gol da Amarelinha no Mundial. Depois, contra a Costa Rica, abriu o placar da vitória por 2 a 0 em um jogo que se desenhou difícil. Na partida derradeira contra a Sérvia, o Brasil precisava vencer para garantir uma vaga nas oitavas de final e, no momento em que o adversário começava a esboçar uma reação, o jogador revelado no Vasco da Gama assistiu Paulinho com um passe preciso em profundidade, que o volante colocou para o fundo da rede.

Não só nos lances decisivos e que culminaram em gols que o meia do Barcelona apareceu de forma efetiva. Apesar da camisa 11 às costas, Coutinho faz a função de “10” no time de Tite, atuando centralizado em uma linha de três ao lado de Neymar e Willian, e atrás de Gabriel Jesus. Mesmo assim, no momento defensivo, desempenha uma função de dar os primeiros combates e equilibrar as linhas.

Esse posicionamento, porém, é uma novidade para Philippe Coutinho na Seleção. Durante boa parte das Eliminatórias, ele foi concorrente de Willian por um lugar no flanco direito do campo, já que Tite escalava o time com uma trinca de meio-campo formada por Casemiro, Renato Augusto e Paulinho. Diante da condição física de Renato na Rússia, o meia foi deslocado para essa função, na qual tem se destacado ao ponto de tomar para si o protagonismo de uma seleção estrelada e pentacampeã.

Hirving Lozano

Posição: meia-atacante
Camisa: 22
Altura: 1,76m
Data nascimento: 20/07/1995 (22 anos)
Clubes: Pachuca-MEX, PSV Eindhoven

Nas últimas Copas do Mundo, o México teve em Javier Hernandez sua principal referência técnica e esperança para um possível sucesso. Em 2018, na Rússia, o momento instável de ‘Chicharito’ se tornou uma preocupação em relação a quem “levaria” o time comandado por Juan Carlos Osorio. Coube ao treinador, aliás, confiar seu desempenho a um jovem de 22 anos, considerado a grande promessa do país: Hirving ‘Chucky’ Lozano.

O cartão de visitas do camisa 22 foi o melhor possível diante de um cenário que se desenhava hostil. Contra a Alemanha, a seleção mexicana fez uma partida que saltou aos olhos pela forma como a qual conseguiu conter a atual campeã mundial e se armar nos contra-ataques. E na pessoa de Lozano conseguiu não apenas jogar bem, como vencer. Aos 34 minutos do primeiro tempo, o meia-atacante cortou Hummels e furou a meta de Neuer.

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A primeira partida deixou clara a função de ‘Chucky’, apelido dado ainda na infância, no time mexicano: com sua velocidade, ser a principal válvula de escape nos contra-ataques que chamaram atenção pela forma com a qual são desempenhados. Tanto que na vitória sobre a Coreia do Sul, na segunda rodada, foi Lozano quem puxou o contra-golpe que ‘Chicharito’ completou para mercar o segundo gol.

Retomando alguns pontos da partida especificamente contra a Alemanha pode-se ter uma ideia de qual deve ser o local de atuação do meia-atacante contra o Brasil. Na estreia, Osorio colocou Lozano justamente para atuar nas costas do lateral direito Kimmich, que demorava a conseguir recompor. Ao mesmo tempo, o camisa 22 não só conteve os avanços do adversário, como soube utilizar as costas do alemão para disparar nos principais contra-ataques.

O desempenho expressivo de Hirving Lozano não é uma novidade, haja visto a temporada de sucesso e a participação efetiva que teve na campanha do título holandês do PSV Eindhoven. Em 33 jogos, foram 19 gols marcados pelo meia-atacante formado nas categorias de base do Pachuca, do México, que agora já começa a despertar o interesse dos principais times da Europa.

 





Schmeichel defendeu três pênaltis neste domingo e, ainda assim, acabou eliminado (foto: Martin Bernetti/AFP)

O goleiro Kasper Schmeichel quase deu sobrevida à Dinamarca na Copa do Mundo da Rússia. Nas oitavas de final contra a Croácia, neste domingo, em Níjni Novgorod, ele defendeu um pênalti de Modric no segundo tempo da prorrogação e outros de Badelj e Pivaric na disputa da marca da cal. Ainda assim, acabou eliminado.

“É uma sensação estranha”, comentou Schmeichel, após o empate por 1 a 1 com derrota por 3 a 2 nos pênaltis. “Existe uma decepção enorme, mas também um grande orgulho da nossa performance. Tivemos chances, e acho que formos melhores no segundo tempo. É difícil descrever todas as nossas emoções neste momento”, acrescentou.

De fato, a Dinamarca entusiasmou os seus torcedores diante dos croatas. Abriu o placar logo no primeiro minuto de partida, com gol de Mathias Jorgensen, mas levou a virada em seguida, vazada por Mandzukic. Após ficar pouco tempo com a bola nos pés no restante do primeiro tempo, melhorou consideravelmente a partir da etapa complementar.

O orgulho de Kasper Schmeichel, filho do renomado goleiro Peter Schmeichel, é ainda maior se toda a campanha da Dinamarca for levada em consideração. A sua seleção se despediu invicta da Copa do Mundo. Antes, pelo grupo C, tinha derrotado o Peru por 1 a 0 e empatado por 1 a 1 com a Austrália e por 0 a 0 com a França.



Subasic fez a alegria de Modric, que havia desperdiçado um pênalti na prorrogação (foto: Martin Bernetti/AFP)

Tudo indicava que o dinamarquês Kasper Schmeichel, filho do renomado Peter Schmeichel, seria eleito o craque do jogo entre Croácia e Dinamarca, neste domingo, em Níjni Novgorod – foi assim para os internautas participantes da votação da Fifa, encerrada antes do término da partida. No final, porém, quem destoou foi outro goleiro: o croata Danijel Subasic.

O jogo começou mal para Subasic. Com menos de um minuto, Knudsen cobrou lateral para a área, onde Delaney dominou, protegeu da marcação e rolou para Mathias Jorgensen chutar rasteiro. A bola desviou na mão do goleiro, que estava encoberto, e entrou.

A Croácia reagiu rapidamente, com um gol de Mandzukic, e viu o seu goleiro ter uma atuação segura no restante da partida. No segundo tempo da prorrogação, inclusive, os croatas criaram uma grande chance para assegurar a classificação. Rebic foi derrubado dentro da área por Michael Jorgensen. Pênalti. Modric bateu, e Schmeichel defendeu.

Àquela altura, Kasper Schmeichel se credenciava a ser o maior destaque do último jogo da Copa do Mundo da Rússia deste fim de semana. As câmeras focalizavam o seu pai, Peter Schmeichel, em êxtase em um camarote do estádio. Eram o goleiro dinamarquês e os seus companheiros que iniciariam a disputa de pênaltis com a confiança em alta.

Subasic, contudo, saiu-se ainda melhor do que Schmeichel. Ele conteve as cobranças da marca da cal de Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen e só não conseguiu segurar os chutes de Kjaer e Krohn-Dehli. Do outro lado, o goleiro dinamarquês parou Badelj e Pivaric, mas não Kramaric, Modric e Rakitic.

Ao término da partida, Danijel Subasic se tornou o centro das atenções. Enquanto Schmeichel lamentava porque as suas defesas não haviam sido suficientes para a sobrevivência da Dinamarca no Mundial, o goleiro croata de 33 anos, com passagens por Zadar e Hajduk Split antes de se transferir para o francês Monaco, era muito festejado por seus compatriotas como o verdadeiro craque do jogo.