A Seleção Brasileira segue em contagem regressiva para a estreia na Copa do Mundo. Nesta segunda-feira, Bruno Guimarães concedeu entrevista coletiva e afirmou que o grupo chega preparado para o primeiro compromisso no torneio, além de comentar o corte do lateral Wesley, que sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda e foi substituído por Ederson na lista de convocados.
O volante do Newcastle revelou que a notícia da lesão foi recebida com tristeza pelos jogadores, já que disputar uma Copa do Mundo representa o momento mais importante da carreira para muitos atletas.
“Todos receberam a notícia com muita tristeza. Acho que, para nós jogadores, estar em uma Copa é o ápice da carreira e você perder uma Copa em cinco dias é muito triste. Desejamos ao Wesley uma pronta recuperação, temos mil motivos para correr e agora ganhamos um a mais: correr por ele”, afirmou.
Bruno também deu boas-vindas a Ederson, convocado por Carlo Ancelotti para ocupar a vaga deixada pelo lateral. Segundo o meio-campista, o jogador da Atalanta pode contribuir em diferentes funções dentro da equipe.
“A gente não sabia de nada, recebemos a notícia juntamente com vocês. O Ederson pode jogar em mais de uma função. É um grande jogador e tem vivido um grande momento na carreira dele”, acrescentou.
Além da mudança na lista, a comissão técnica ainda avalia qual formação utilizará na estreia contra o Marrocos. A entrada de Ederson aumenta as opções para o meio-campo e pode reforçar a utilização de um sistema com três jogadores no setor, alternativa testada no amistoso contra o Egito.
Bruno avaliou positivamente o desempenho da equipe nos dois últimos compromissos preparatórios e garantiu que o elenco está pronto para iniciar a caminhada no Mundial.“A sensação é a melhor possível. Nesses dois amistosos a gente jogou, ganhou, tivemos grandes momentos. Estamos cada vez mais prontos e focados, temos uma semana para trabalhar para zerar todas as dúvidas do mister. Nos sentimos prontos e mal podemos esperar para começar”, declarou.
O volante também falou sobre o favoritismo brasileiro, mesmo sobre desconfianças, e ressaltou que a tradição da Seleção não garante resultados dentro de campo.
"Muita gente faz coisas para aparecer. O Brasil, em qualquer competição que vai, é um dos favoritos. Temos cinco estrelas no peito, mas isso não entra em campo. Estamos fazendo o nosso melhor e temos jogadores atuando nos principais clubes do mundo, como Raphinha e Vini. Todas as pessoas com quem converso no meu time respeitam o Brasil. Dentro de campo tudo pode acontecer. O Brasil é sempre favorito, mas nem sempre o favorito ganha. A gente pensa jogo a jogo", disse.
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Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsAppPor fim, Bruno destacou a importância do aspecto mental em uma competição como a Copa do Mundo e citou um dos ensinamentos de Carlo Ancelotti durante a preparação.
“Ancelotti foi feliz quando disse que a seleção que vence é a mais resiliente. Você tem que trabalhar duro, jogar com os 11, defender, atacar. É um mix de tudo, acreditar até o final. A Argentina não era favorita na última Copa, mas venceu. A cabeça vai decidir tudo”, concluiu.
O Brasil estreia na Copa do Mundo no próximo sábado, diante do Marrocos, em Nova Jersey. A bola rola às 19h (de Brasília) deste sábado.