Em entrevista coletiva nesta quarta-feira , em Brisbane (Austrália), Bruno Guimarães admitiu que ainda sofre com a lembrança do pênalti desperdiçado na eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 diante da Noruega, mas afirmou que tem buscado transformar o episódio em aprendizado para a sequência da carreira.
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"Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante", afirmou.
Após a eliminação, surgiram questionamentos sobre o fato de Vini Júnior não ter cobrado a penalidade. Bruno esclareceu que a decisão havia sido tomada antes mesmo da partida. Apesar da dor causada pelo lance, o jogador do Arsenal deixou claro que não pretende se esconder em futuras oportunidades.
"Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu", explicou Bruno.
"Se tiver outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida", disse.
Renovação da Seleção
Presente nas convocações da Amarelinha desde 2020, Bruno Guimarães está próximo de alcançar a marca de 50 partidas pela Seleção Brasileira. O volante falou sobre sua responsabilidade como um dos jogadores mais experientes do grupo convocado para a Data Fifa e da responsabilidade de guiar os atletas mais novos.
"Acho que o mais importante quando cheguei aqui foi que todos os mais velhos me passaram confiança para que eu pudesse me sentir o mais à vontade possível para desempenhar o meu melhor futebol. Agora estou nessa missão de passar confiança para os mais jovens, para que eles possam se sentir o melhor possível", comentou.
Com 48 jogos pela Seleção, Bruno vive um momento de transição dentro do grupo, assumindo um papel de liderança ao lado dos atletas mais rodados do elenco. A convocação atual conta com nove estreantes: Rayan, Matheuzinho, Breno Bidon, Pedro Morisco, Mauro Júnior, Martinelli, Jair, Arthur Dias e Gabriel Bontempo.
Para Bruno Guimarães, a chegada de novos nomes é importante para o início de um novo ciclo da Seleção Brasileira.
"Acho que a renovação é sempre importante. Obviamente não dá para mudar tudo da noite para o dia. Tem muitos grandes jogadores que permaneceram, outros grandes jogadores que estão vindo. É importante o professor também, nesse começo, ter um leque maior de opções, descobrir outros jogadores e ver como eles se comportam no dia a dia", destacou.
Próximos jogos da Seleção
A Seleção Brasileira enfrenta a Austrália na próxima sexta-feira, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, às 7h (de Brasília). As equipes voltam a se enfrentar no dia 29, no Suncorp Stadium, em Brisbane, também às 7h.
Por fim, o Brasil encara a Índia no dia 3 de outubro, às 11h (de Brasília), no estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, conhecido como Salt Lake Stadium, em Calcutá.