Por Felipe Leite
Até os 40 minutos do segundo tempo, a partida contra a Venezuela teve roteiro idêntico ao jogo anterior da Seleção Brasileira nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, contra o Peru.
Na última quinta-feira (12), após dominar a posse de bola e não conseguir furar a retranca rival, o time de Fernando Diniz contou com a bola parada e um gol de cabeça de um zagueiro para marcar o primeiro gol do confronto. Só que, ao não 'matar' o jogo na Arena Pantanal, o Brasil deixou brecha para que o time 'vinotinto' chegasse ao empate aos 40 minutos da etapa final, com tento de Bello.
O Brasil começou bem a partida, tentando impor ritmo e toque de bola, com postura agressiva. Era uma tarefa difícil, porém: a Venezuela, afinal, mostrava-se organizada defensivamente, com as linhas baixas. Participativo, Neymar chamou a responsabilidade, arriscando dribles e chutes.
Pouco a pouco, a retranca da equipe visitante foi tornando-se cada vez mais incômoda para o time de Fernando Diniz — que cometia, por vezes, erros técnicos.
Além disso, a Seleção demonstrou falta de criatividade e de repertório. Abusando do 'chuveirinho' e dos chutes de fora, faltou contundência para acabar com o ferrolho rival. O '1 contra 1' de Rodrygo e Vinícius Jr. poderia mostrar-se uma arma para isso, mas os dois pontas demonstravam certa timidez.
O início do segundo tempo mostrou que, talvez, a bola parada pudesse mais uma vez safar o Brasil. Gabriel Magalhães, aproveitando cabeceio após escanteio de Neymar, abriu o placar e confirmou a superioridade mandante no confronto.
Só que erros técnicos impediram o time de Fernando Diniz de marcar mais gols e concretizar o triunfo. De maneira até de certa forma apática, a Seleção cedeu chances a Venezuela.
As falhas nas transições defensivas cobraram seu preço aos 40 minutos do segundo tempo. Aproveitando um contra-ataque e gozando de muito espaço, a Venezuela armou boa jogada e Bello, com uma linda 'puxeta', deixou tudo igual: 1 a 1.
O empate, claro, não significa cenário de terra arrasada. É um início de novo ciclo, as Eliminatórias estão no começo — e o Brasil certamente irá se classificar para o Mundial. No entanto, o 'tropeço' acende o sinal amarelo: é necessário prestar atenção na (im)produtividade ofensiva e nos vacilos defensivos, que voltaram a acontecer.
Foco no Uruguai.