Botafogo registra Boletim de Ocorrência após invasão de CT

Gazeta Press - Rio de Janeiro,RJ

16-06-2022 10:43:53

O clima de tensão no Botafogo aumentou nesta semana após a invasão do Espaço Lonier. Membros de uma organizada entraram no local e cobraram jogadores que estavam em tratamento.

Além disso, o mesmos botafoguenses tiveram conversa com o técnico Luís Castro e fizeram cobranças ao elenco. O principal alvo foi o meia Chay.


Pelas redes sociais, a organizada afirmou que não invadiu o local e teve autorização. No entanto, o Botafogo negou o fato e registrou um Boletim do Ocorrência.

Segundo a imprensa carioca, um funcionário foi rendido e havia pessoas armadas no grupo.

Confira trechos do Boletim do Ocorrência:

"Quando o comunicante abriu o portão para uma ambulância UTI móvel – praxe quando há treino de futebol – os autores do fato viram que o comunicante possuía as chaves do portão.

Dessa forma, depois de o comunicante fechar novamente o portão, os autores do fato seguraram as grades, ordenando que o comunicante abrisse o portão, ameaçando que iriam arrebentá-lo.

Diante da recusa do comunicante, dois dos autores de fato pularam o portão de ferro e, utilizando de ameaça verbal e violência física, seguraram os braços do comunicante e abriu o portão para que os demais entrassem.

Depois que abriram o portão, invadiram o CT Lonier, acessando todos os setores, externos e internos, até chegarem ao refeitório, rouparia e Departamento Médico.

O comunicante reitera que em nenhum momento permitiu a entrada dos autores do fato às dependências do CT Lonier.

Uma das prestadores de serviço do clube informou ao comunicante que viu dois autores do fato portando armas.

De acordo com o relato de outros funcionários do clube, os autores do fato, que imaginavam que todos os jogadores profissionais do clube se encontravam, começaram a esmurrar as portas das habitações, proferindo insultos, injúrias e ameaças.

Diversos funcionários, colaboradores e prestadores de serviço terceirizados, como limpeza, cozinha e obras civis, se sentiram extremamente inseguros e ameaçados com a truculência e agressividade dos autores do fato, tendo alguns se escondido durante a ação criminosa e outros pedido dispensa do horário de serviço, temendo pela sua segurança e integridade física. Muitos deixaram o local antes do fim do expediente.

Na sala do Departamento Médico, os autores do fato encontraram cerca de cinco jogadores profissionais e proferiram ameaças, injúrias, palavras de ordem e de baixo calão.

Após tal fato, a Polícia Militar chegou ao local e retirou os autores do fato, conforme consta no BO PM 4102101, do 31º Batalhão da PM.

Os autores do fato ficaram, então, ao longo da rua que dá acesso ao CT Lonier.

Os autores do fato, depois que perceberam que não haveria treino na parte da manhã, mas somente à tarde, permaneceram por algumas horas no entorno do CT Lonier, aguardando a chegada de jogadores e comissão técnica.

Quando percebeu-se que os autores do fato se aglomeravam na entrada e havia uma ação organizada para abordar os jogadores, foi requerido reforço no policiamento e reforço de segurança privada.

A chegada do reforço de segurança inibiu nova invasão dos torcedores ao CT Lonier. No entanto, os torcedores passaram a impedir o acesso dos atletas e demais profissionais do Departamento de Futebol da SAF Botafogo às dependências do CT Lonier, local onde exercem sua profissão. Tal fato se iniciou cerca de 13h.

Todos os veículos que chegavam ao CT Lonier eram parados pelos autores do fato e recebiam abordagem agressiva e não podiam seguir adiante caso não baixassem os vidros, para ouvir as cobranças e protestos, que eram compostos por ameaças de ações violentas futuras, caso os resultados de campo não fossem favoráveis e/ou o comportamento pessoal e profissional dos atletas não fosse alterado, de modo a ficr ao agrado dos autores do fato.

A todo momento, os autores do fato diziam que voltariam e se utilizariam de ações mais violentas, caso “as coisas não mudassem”.

Os autores do fato ameaçavam alguns atletas de violência física em caso de derrotas do time profissional masculino do Botafogo.

Os autores do fato afirmavam, a todo momento, que iriam “quebrar” e “encher de porrada” os jogadores profissionais e que a violência que estava ocorrendo naquele momento não seria nada comparada à violência futura".

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