O Botafogo ficou na bronca com a arbitragem de Ramon Abatti Abel (Fifa-SC) na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, neste sábado, na Arena MRV, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro. A reclamação carioca é em relação ao gol anulado de Diego Costa.
Aos 43 minutos do segundo tempo, após cruzamento para a área, Diego Costa, originalmente em impedimento, fica com o rebote da rebatida de Maurício Lemos, zagueiro do Galo, e marca. A arbitragem, contudo, aponta a infração.
Para o Botafogo, a rebatida de Maurício Lemos caracteriza um novo lance. Contudo, para a arbitragem, segundo a diretoria carioca, o zagueiro foi atrapalhado pelo centroavante do Fogão.
Antes da coletiva de Bruno Lage, o diretor de futebol do Botafogo, André Mazzuco, fez uma reclamação contra a arbitragem.
"Infelizmente, de novo, mais uma vez, a gente vê um erro capital, inaceitável, da arbitragem. Por mais que o Bruno Pires (assistente), com toda educação, tentou explicar, não nos convence. Nós tivemos um lance contra o Flamengo, no qual o gol não foi anulado, do Marlon, em que o Bruno Henrique estava impedido. Conversamos com a CBF e hoje é outro critério. A gente tem um gol legal anulado, onde a explicação é que o zagueiro se preocupa com o Diego Costa. Vocês podem olhar o lance. Diego Costa está parado no lance. O zagueiro estava marcando o Janderson, ele tira a bola como tinha de tirar e a bola sobra no pé do Diego, que faz o gol. Então, isso é inaceitável", iniciou Mazzuco.
"O Botafogo vai brigar até o fim no campeonato. Eu estou aqui em respeito à comissão técnica, aos jogadores, aos torcedores, mas falando que a gente está cansado disso, sendo que de repente, aqui na coletiva, deveriam estar o Ramon (árbitro), tinha de estar o Guarizo (VAR), o Bruno, para dar explicação, porque sempre é a gente que tem de vir aqui, colocar a cara e reclamar. É triste porque os clubes têm reclamado e toda rodada acontece alguma coisa. Os clubes vão à CBF e a gente vê que nada acontece e mais uma vez o Botafogo é prejudicado, em um erro capital da arbitragem", emendou o dirigente. "A gente não vai aceitar isso. A gente vai reclamar, fazer o que for preciso, apesar de que a gente não vê resultado das reclamações dos clubes. Não é só o Botafogo. Não estou aqui justificando a derrota. A questão é o desrespeito aos profissionais que participam do Campeonato Brasileiro com este tipo de erro, que são fáceis e não devem acontecer. O que a gente viu hoje foi lamentável. É desrespeitoso ao Botafogo. Um erro que não deveria ter acontecido, um gol legal, em que mais uma vez a gente vai brigar até o fim, mas só espera que o campeonato tenha lisura adequada para chegar à última rodada e ter o mérito, o Botafogo, quem for, de finalizar o campeonato. Ficam as palavras em respeito aos nossos jogadores, à comissão técnica, aos torcedores, que isso é inaceitável. Mais uma vez, repito, é lamentável a gente ver um erro tão grosseiro da arbitragem como a gente viu hoje e como a gente viu também contra o Flamengo", encerrou.
O técnico Bruno Lage também protestou contra a arbitragem na derrota do Botafogo para o Atlético-MG.
"Reforço a posição do diretor André Mazzuco e vou colocar o dedo na ferida. Eu cheguei aqui há dois meses e sinto que há critérios muitos diferentes em outros tipos de jogo que dão a sensação que se quer que o campeonato fique animado até o fim. Já vi muitos lances em outros jogos um critério completamente absurdo e quando aconteceu nos dois últimos jogos, em que fomos prejudicados, estamos aqui, André e eu, quisemos fazer este início. O VAR, penso eu, veio para ajudar, aqui e em qualquer parte do mundo, e lamentavelmente tem acontecido muitos erros e não apenas nos nossos jogos. Nos nossos jogos, de alguma forma, têm contribuído para a classificação ficar equilibrada. Muitas coisas duvidosas, de lances inexplicáveis, que têm ajudado e prejudicado equipes e que permitem neste momento estarmos na classificação", declarou Lage.
O Botafogo amargou a segunda derrota seguida pelo Brasileirão - já havia perdido para o Flamengo. A vantagem para o Palmeiras é de sete pontos.