Em série, Borussia Dortmund revive dificuldades enfrentadas sem público durante a pandemia

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Foto: Divulgação/Borussia Dortmund

Este é o segundo episódio da segunda temporada da série “Who We Are” (Quem nós somos, em tradução livre), produzida pelo Borussia Dortmund. Em parceria com o OneFootball, a Gazeta Esportiva terá acesso a todos episódios, que mostrarão o dia a dia de um dos maiores clubes do futebol alemão.

O segundo episódio aborda as dificuldades causadas pela pandemia de covid-19 em diferentes âmbitos. Torcedores, pessoas do clube e o jogador Julian Brandt falaram sobre o impacto das arquibancadas vazias.

Torcedora fanática do Dortmund, Petra Brüse explicou, ao lado de seu marido Thomas Korduan, as alterações provocadas na rotina futebolística: “Havia um buraco em nossas vidas. Nós nunca esperamos isso, e não podíamos imaginar que a pandemia do coronavírus atingisse a todos tão brutalmente, e que muitas coisas simplesmente fechariam”.

Já o atacante Brandt mencionou o desempenho dentro de campo: “Não importa o quanto tentemos nos ajustar, é um sentimento ruim para mim. No fim do dia, é o seu trabalho. Você tem de ser profissional. Mas aquilo de divertido, que te faz amar o futebol, você compartilha com muitas pessoas. E não foi a mesma coisa, é claro. Agora, no final, posso dizer que foi a temporada em que mais aprendi”.

Com apoio de 25 mil torcedores, o Dortmund estreou na Bundesliga 2021/22 em 14 de agosto deste ano, com goleada sobre o Eintracht Frankfurt, por 5 a 2, no Signal Iduna Park.

O papel fundamental da torcida, no entanto, ficou ainda mais evidente no terceiro jogo, quando o Borussia perdia para o Hoffenheim, por 2 a 1, em casa. Nos minutos finais, com forte apoio vindo das arquibancadas, a equipe virou o placar para 3 a 2. O analista-chefe de vídeo do clube, Daniel Ackermann, destacou esse momento.

“Olhando para a análise do físico e do tempo de jogo, vimos que os jogadores já estavam exaustos, não sobrou energia. Doando-se tanto e criando tanta energia no estádio, acho que não teria realmente funcionado na maioria dos jogos sem torcida”, pontuou.

Por fim, o diretor-gerente Carsten Cramer também citou os problemas financeiros causados pelos jogos com portões fechados durante a pandemia.

“Não teve nada de normal em estarmos sozinhos no estádio. Tentamos lidar com isso por conta própria. Não tomamos quaisquer empréstimos ou garantias governamentais. Não dispensamos nenhum funcionário. Um clube como o Borussia Dortmund perde de 3 a 5 milhões de euros direta e indiretamente por meio de jogos com pouco ou sem espectador”, concluiu.

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