Este é o quarto episódio da segunda temporada da série “Who We Are” (Quem nós somos, em tradução livre), produzida pelo Borussia Dortmund. Em parceria com o OneFootball, a Gazeta Esportiva terá acesso a todos episódios, que mostrarão o dia a dia de um dos maiores clubes do futebol alemão.
O quarto episódio aborda a ligação entre o clube e a cidade de Dortmund, que possui três bases: siderúrgicas com produtos a base de aço, mineração de carvão e fabricação de cerveja.
Fundado em 1909, o Borussia conta frequentemente com mosaicos dos torcedores, que remetem às origens tanto do clube como da cidade.
“As exibições da torcida organizada geralmente têm referências históricas. O Borussia é um clube que não esqueceu suas raízes. Isso sempre nos lembra que sabemos de onde viemos e isso deve continuar”, explica o ex-diretor de mídia do time, Josef Schneck.
“Todos nós conhecemos alguém ou algumas pessoas que trabalharam no calor intenso da siderurgia. A indústria era a realidade para todos, e ninguém dizia que não queriam-na. Mas, para mim, o trabalho na indústria de mineração foi ainda mais impressionante. Este era um trabalho que não apenas desafiava a pessoa, como também a moldava”, acrescenta.
Já o lateral belga do Borussia, Thomas Meunier, diz que a mudança de Paris a Dortmund foi rápida: “Temos três filhos. Eles já falam alemão agora, já se adaptaram à situação. Para nós, é como descobrir uma nova vida”.
Após visitar uma siderúrgica antiga, uma mina de carvão abandonada e uma fabricante de cerveja, o defensor falou sobre a sua chegada ao clube, que foi impactada por conta da pandemia de covid-19.
“A cultura do futebol é provavelmente a maior razão pela qual assinei com o Dortmund. Sinto que perdi um ano da minha vida futebolística. [O primeiro ano] foi uma porcaria, difícil para todos. Foi como um período de transição para mim, e durou muito. Tive dificuldades em me expressar como fazia no passado”, revela.
Por fim, Schneck não deixou de salientar a importância da cerveja para a cidade. Segundo ele, trata-se de um elemento fundamental para compreendê-la.
“Dortmund era a cidade da cerveja, por excelência. A cerveja de Dortmund era um item de exportação. Independente do país em que estivesse, todos conheciam a cerveja de Dortmund. Pode não haver mais carvão ou aço, mas ainda fabricamos cerveja. Este elemento ainda está ancorado em Dortmund”, conclui.