O consagrado técnico Luiz Felipe Scolari quer seguir a carreira de técnico de futebol quando as atividades forem retomadas. O experiente e vitorioso treinador, em entrevista à 'Rádio Transamérica', revelou propostas de diferentes seleções, clubes e uma em especial: o Boca Juniors. Segundo o ex-comandante do Palmeiras, o acordo com o clube argentino estava muito próximo de acontecer.
“Uma situação que estava praticamente encaminhada era a do Boca Juniors, com o Batistuta. Já havíamos conversado várias vezes sobre como iríamos trabalhar. Mas não venceu a chapa que defendia essa situação”, comentou.
Felipão recebeu propostas e esteve perto de acerto com o Boca Juniors (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Felipão chegou a receber propostas de seleções após deixar o Verdão. Ele confirma o contato e a negociação, mas alega não ter chegado a um acordo: “Depois que saí do Palmeiras tive duas oportunidades de trabalhar em seleções. Uma na América do Sul e outra na Coreia. Por questões de valores, por uma razão ou outra, não seguimos em frente".
Após ter exercido a profissão em mais de sete países, de diferentes parte do mundo, Felipão tem as portas abertas em muitos lugares. Segundo o treinador, brasileiros e asiáticos foram os que mais o procuraram para que assumisse um novo trabalho. O pentacampeão diz ter ouvido as propostas, e não tem preferência por um país específico.
“Hoje em dia tenho recebido algumas propostas de clubes brasileiros e da Ásia. Tenho pensado, conversado, se há possibilidades. Nesse momento a possibilidade de os clubes investirem e contratarem é mais remota, por conta do vírus. Eu não tenho predileção em trabalhar no Brasil ou fora, trabalhei em sete países e tenho liberdade para dizer que sou bem aceito fora do país. Mas se fosse uma boa equipe daqui, trabalharia".
Felipão pretende seguir como treinador pelos próximos anos (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
O que é certo é o desejo de Scolari em se manter ativo no futebol, e como técnico. Conta que está aberto a propostas, e que analisará os projetos junto a sua comissão. O que está fora de cogitação é a aposentadoria. O treinador acredita que tanto ele, quanto os profissionais com quem trabalha, ainda são muito qualificados para o mercado atual.
“Não tenho nada definido, depende da oportunidade. Se tiver um bom projeto, uma coisa definida, que possamos conhecer e trabalhar, claro que eu trabalharia em qualquer lugar do Brasil ou do mundo. Pretendo continuar por mais uns dois, três anos, dentro do futebol como técnico. Isso sim eu vou continuar”.