Avaí e Figueirense fizeram mais um clássico muito acirrado na tarde deste domingo, que terminou com empate por 1 a 1 na Ressacada. Além do gramado pesado, que limitou a qualidade técnica do duelo, e do golaço de Anderson Lopes, que igualou o marcador para o Leão, chamou atenção um lance polêmico no fim da partida. Já nos acréscimos da segunda etapa, Eduardo Costa foi agarrado por Dener na área alvinegra e caiu. Os donos da casa ficaram reclamando da penalidade, mas o árbitro Wagner Reway nada marcou e ambas as equipes somaram um ponto.
Após o apito final, o meia Marquinhos, autor do cruzamento que originou o lance na área rival, saiu de campo irritado com o árbitro e, questionado a respeito do lance “polêmico”, disparou também contra a imprensa.
“Espera aí, polêmica? Vocês não vão me perguntar se foi polêmica, fala logo que foi pênalti e o juiz não deu, porque aí vocês estão puxando demais”, reclamou o experiente capitão avaiano ao canal Sportv.
Eduardo Neto também seguiu o discurso do meia e sentiu que a equipe foi prejudicada pela não marcação do pênalti. Mas o volante também citou o gramado pesado, que impediu as trocas de passes do Avaí, e valorizou o ponto somado em casa apesar das dificuldades climáticas e polêmicas do clássico.
“O último lance nos prejudicou. Foi pênalti claro, vocês vão ver no replay. Mas foi um jogo bom, clássico é isso ai. O gramado dificultou bastante para nós, nosso time é de qualidade, trabalha a posse de bola. Mas, considerando que era um clássico, o resultado foi bom. Agora vamos trabalhar para conquistar os três pontos lá contra o São Paulo”, disse, já projetando o duelo do próximo domingo contra o Tricolor no Morumbi, pela oitava rodada.
Já o treinador Gilson Kleina foi mais longe e, além de reclamar do lance, pediu que a arbitragem seja cobrada da mesma forma que técnicos e jogadores.
“Hoje nós fomos prejudicados, sim. Não deram um pênalti que todo o estádio viu que aconteceu. Era um lance crucial, definiria a partida. Se não pode haver agarra-agarra dentro da área, independentemente do minuto que for, isso é pênalti. Se o Avaí jogar em São Paulo, em Itaquera, no Maracanã, duvido que não marcariam um lance desse contra nós. Se eu não posso errar, os jogadores não podem errar, então a arbitragem também não pode”, disparou o treinador.