Claudinei reclama do time, do árbitro e cobra reação do Avaí

São Paulo, SP

17-06-2017 23:13:53

A derrota por 1 a 0 para o Vasco na abertura na oitava rodada do Campeonato Brasileiro tirou Claudinei Oliveira do sério. O técnico do Avaí deixou São Januário, no Rio de Janeiro, irritado com seus jogadores, com a arbitragem e com a postura da sua equipe, que agora é lanterna da competição, na campanha até aqui. Em relação ao seus comandados, novamente as chances desperdiçadas incomodaram o treinador. Nesse sábado, o goleiro Martín Silva deixou o campo ovacionado pela torcida local.

“Em comparação com o que jogamos na quarta (derrota para o Atlético-GO), voltamos a jogar um futebol competitivo, que poderia ser de empate na pior das hipóteses. Lamentamos, temos que melhorar a questão ofensiva. Sem gols não ganhamos de ninguém. Temos que criar e fazer, porque os rivais não estão criando tanto, mas estão marcando gols. Quando temos chance, precisamos fazer. Não é crítica especifica a ninguém, é só caprichar um pouco mais na finalização”, cobrou Claudinei, aparentemente cansado de ver seu time desempenhar bem dentro de campo, mas não sair dele com os três pontos.

“Não interessa jogar bem, tem que ganhar. Claro que jogando bem a chance de vencer é melhor. Mas cinco pontos é pouco pelo que apresentamos até agora. Temos que trabalhar. Nada resiste ao trabalho. Uma hora a bola vai começar a entrar. Quarta vamos sair dessa”, projetou, tentando se manter otimista.

O árbitro paranaense Rafael Traci também não escapou da fúria do comandante do Leão. A falta de critério em faltas dentro do jogo e principalmente os acréscimos concedidos revoltaram Claudinei Oliveira, já que a partida chegou a ficar 27 minutos parada por causa de um apagão nos refletores do estádio quando o relógio marcava 13 minutos jogados no primeiro tempo.

“Dos seis árbitros que apitaram contra o Vitória, cinco estavam aqui. Último lance antes de apagar a luz, o Jean deu uma pancada no Tavares, e não recebeu nada. Ele (o árbitro) deu quatro minutos de acréscimos. Foram cinco substituições só no segundo tempo, dois minutos e meio só de alterações, mais vários jogadores deles caindo na área e o árbitro conversando. Não precisa dar pênalti para prejudicar um time. Não gosto de transferir para ninguém, assumimos nossas responsabilidades, mas é de doer”, esbravejou.

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Por fim, ficou evidente que o Avaí tem encarado as grandes equipes de igual para igual, mas não tem repetido as boas atuações nos desafios teoricamente mais fáceis. E essa é uma postura no Campeonato Brasileiro que Claudinei Oliveira quer mudar imediatamente.

“Foi o que comentei de novo, não podemos jogar de acordo com adversário, nos motivar mais ou menos em cima do rival. Ano passado a agente jogava igual contra todos, chegamos a ter menos posse de bola do que o Tupi e Paraná na Ressacada, equipes que brigavam contra o rebaixamento. Tem que ser igual agora. Ficamos abaixo exatamente contra Chapecoense e Atlético-GO. Talvez, se estivéssemos jogado contra ele como jogamos com Flamengo, Vasco... talvez estaríamos melhor”, concluiu o treinador.

 

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