Árbitro relata ‘intimidação’ de diretor do Avaí em súmula, após polêmica

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Mais uma vez, o clássico entre Avaí e Figueirense não terminou sem que uma polêmica, ao menos, foi instaurada: o time da Ressacada reclama de um pênalti não marcado no último minuto de partida. Na súmula do jogo, o árbitro Wagner Reway relata que o quarto árbitro, Braulio da Silva Machado, teria sido pressionado pelo diretor de futebol avaiano, Carlos Augusto Arini.

Aos 50 minutos do segundo tempo, Marquinhos mandou a bola no segundo pau, mas Eduardo Costa não conseguiu cabecear por ter sido agarrado por Dener, o árbitro não marcou o pênalti, e o jogo terminou empatado em 1 a 1, tendo sido este o primeiro ponto somado pelo Figueirense.

Arbitragem foi muito questionada após a partida, pela não marcação de um pênalti em Eduardo Costa

Arbitragem foi muito questionada após a partida, pela não marcação de um pênalti em Eduardo Costa - Credito: Carlos Amorim/Divulgação/Figueirense

Confira o relato do ocorrido na súmula online divulgada pela CBF:

Informo que o quarto árbitro ao retornar dos vestiários das equipes após ter entregue a comunicação de penalidades relatou o que segue:

“Ao me dirigir ao vestiário da equipe Avaí Futebol Clube fui abordado nos corredores de acesso por um senhor que questionava a arbitragem da partida proferindo as seguintes palavras: “estais satisfeito com a arbitragem de hoje, tu não viu o pênalti”. Neste momento pedi que se identificasse.

O mesmo informou que era o Sr. Carlos Augusto Arini, diretor de futebol do Avaí Futebol Clube, e que tinha todo o direito de protestar contra as decisões da arbitragem, persistindo em questionar as decisões referentes as marcações de faltas.

Neste momento pedi ao senhor Carlos que permitisse minha passagem, pois minha função como 4º árbitro naquele momento era de recolher a assinatura do capitão da equipe e entregar os documentos pertinentes a partida ao supervisor Vinícius Peixoto de Almeida.

Ainda assim, o senhor Carlos manteve-se por todo o tempo que permaneci no vestiário caminhando ao meu lado como forma de intimidação, me questionando sobre a não marcação de um suposto pênalti.

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