Rodrigo Santana revela estratégia para decisão e espera resposta de Cazares para definir equipe

Do correspondente Marcellus Madureira - Belo Horizonte , MG
19/04/2019 16:59:53

Em: Atlético-MG, Bastidores, Campeonatos
Rodrigo Santana prepara o Galo para a final do Campeonato Mineiro (Foto: Bruno Cantini)

O técnico Rodrigo Santana fechou os treinamentos dos últimos dias. Nem o fotografo Bruno Cantini pôde colocar seu trabalho no Flickr do clube, com as fotos desfocadas para não mostrar nada. Todavia, nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, o treinador atleticano mostrou parte da estratégia para o jogo contra o Cruzeiro, neste sábado, às 16h30 (de Brasília), no Independência, partida válida pela grande final do Campeonato Mineiro.

O treinador acredita que o Galo não pode atacar pressionado e tem que cuidar muito bem da defesa para não sofrer sustos no decorrer da partida.

“Essa decisão são duas grandes batalhas. A primeira já foi, o Cruzeiro reverteu a vantagem. A gente sabe que o Cruzeiro também sabe fazer um jogo reativo, a gente viu isso na Copa do Brasil. A maioria das vitórias foi fora de casa. O Mano sabe jogar muito bem (assim). A gente não pode ter euforia. A gente sabe que estamos enfrentamos um adversário duríssimo, que sabe contra-atacar muito bem, tem jogadores experientes. A gente não pode desorganizar, entrar nessa pressa de querer sair fazendo gol. Não adianta fazer o segundo gol antes do primeiro. Temos que ter muita cautela, equilíbrio, para atacar no momento certo e, se o Cruzeiro contra-atacar, a gente estar preparado para atacar marcando”, destacou.

O meia Cazares deixou o gramado do Mineirão, no último fim de semana, acusando dores na coxa. O atleta, porém, treinou com o grupo nesta sexta-feira e deu esperanças para o técnico Rodrigo Santana.

“A gente conta muito com o Cazares, é um jogador que desequilibra no meio-campo, muito habilidoso, tem uma boa bola parada, conhece muito bem o clássico. A gente tem a opção do Vina, que, quando entrou, entrou muito bem. Nos jogos que saiu jogando, participou, dá muita intensidade, ajuda até a marcar e compor um pouco mais o meio-campo, também tem boa bola parada. Tem Geuvânio, que vem entrando, tem o Bolt… A gente treinou algumas variações, mas estamos aguardando o departamento médico para ver os 11 iniciais, que saem jogando”, alertou o comandante que espera essa resposta para definir o restante dos homens de frente.

“Depende de quem joga por dentro, por isso a gente não consegue definir quem vai sair jogando. Eu também não abriria de forma alguma o time antes do clássico. São dois jogadores importantíssimos. A gente sabe que o Geuvânio consegue atacar mais o espaço, o Bolt já vem mais com a bola dominada, tanto que criou a situação do gol e o quase gol com o Ricardo. São peças que a gente vai procurar encaixar dependendo do meia, de quem vai jogar por dentro”, finalizou.