Em julho, Patric assinou um pré-contrato com o Osmanlispor, mas se arrependeu e renovou com o Galo na última terça (Divulgação/Osmanlispor)
O diretor de futebol do Atlético-MG, Eduardo Maluf, falou pela primeira vez, de maneira mais contundente, sobre a situação do lateral-direito Patric, que vive um imbróglio com o Osmanlispor, da Turquia, que pode ter desdobramentos para o clube mineiro.
Isto, porque o lateral renovou seu vínculo, nessa terça-feira, com o Galo até o final de dezembro de 2018, mesmo tendo assinado um pré-contrato de dois anos com o Osmanlispor, em julho. Diante desta situação, o clube turco pode cobrar a validade do compromisso firmado por Patric e exigir o pagamento da multa rescisória, avaliada em aproximadamente 1 milhão de dólares (cerca de R$ 3,8 milhões).
A possível ação jurídica da equipe europeia, no entanto, não incomoda o Atlético-MG que alega aliciamento do Osmanlispor junto ao lateral atleticano. É o que afirma Eduardo Maluf, que entende que não existe nada de ilegal na renovação de contrato de Patric com o Galo.
“No nosso entendimento, o Patric é jogador do Atlético, e os direitos são do Atlético. Nós entendemos que houve um assédio ao Patric e, a partir daí, só o jurídico do Atlético vai falar. Exercemos aquilo que entendemos ser direito nosso e renovamos o contrato com o Patric até dezembro de 2018”, colocou o dirigente.
Emprestado ao Sport na temporada passada, Patric retornou ao Atlético-MG neste ano e se tornou uma espécie de “jogador coringa” nas mãos do técnico Levir Culpi. Utilizado até como ponta-esquerda pelo treinador atleticano, o lateral-direito chegou a ser afastado do elenco em julho, após assinar o pré-contrato com o Osmanlispor, mas foi reintegrado ao plantel principal, em outubro, participando ativamente dos jogos do Galo durante a reta final do Brasileirão.