Meia detona passagem de Dudamel pelo Atlético-MG

São Paulo, SP

10-04-2020 19:03:05

A passagem de Rafael Dudamel pelo Atlético-MG foi extremamente curta. Com apenas 10 jogos, o venezuelano desagradou a torcida, a diretoria e alguns jogadores do Galo. Entre eles, o meia Nathan, que em entrevista à Record, não poupou o treinador e fez duras críticas a seu trabalho, dentro e fora de campo.

"Ele chegou e, do dia para a noite, mudou tudo. A gente não entendia muito bem o esquema tático. Ele falava para fazer uma coisa. Aí a gente fazia. E depois ele falava para fazer outra, depois outra. Não deixava muito claro para a gente", comentou.

Nathan detona Dudamel e reclama do treinador dentro e fora de campo. (Foto: Carl de Souza/AFP)

No que diz respeito ao extracampo, a relação de Dudamel com o elenco também não era agradável. Com muitas regras e até multas, o técnico não conseguiu ganhar o vestiário, o que acabou contribuindo para sua demissão precoce, além das eliminações na Copa do Brasil e Sul-Americana.

“A gente era acostumado a só jogar de um jeito. Aí chega um técnico e quer que a gente jogue de outro. Alguns jogadores já começam a não gostar, e o técnico gostava de bater de frente. O Dudamel era um cara que às vezes queria muito mandar, mandar, mandar, deixava a gente trancado no CT e tal. Tem alguns jogadores que não gostam disso e acabavam ficando de saco cheio: pô, o cara quer mandar em tudo".

Sampaoli assumiu o Galo após saída de Dudamel (Foto: Divulgação/Atlético)

Quanto às reclamações em relação às posturas do treinador no trato com os atletas, Nathan foi além: “Só podia almoçar no horário que ele queria. E tem alguns jogadores que gostavam de fazer academia depois do treino. Acabava o treino, e queriam ir para a academia, mas não podiam, porque tinham que estar meio-dia na hora do almoço. Só que o treino acabava tipo 11h40, por exemplo. Tinha que tomar banho rapidão para subir e almoçar. Se não chegasse meio-dia, era multa”

Após a passagem de Dudamel, o Galo investiu em outro estrangeiro: Jorge Sampaoli. O argentino chegou a Belo Horizonte com apenas o Brasileirão e o Estadual para disputar, e traçou objetivos altos, como chegar à Libertadores e, quem sabe, brigar por títulos. Entretanto, o novo técnico teve pouquíssimo tempo de trabalho antes da paralisação das competições devido à pandemia do coronavírus.

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