Tirando os amistosos do começo do ano, Hyuri soma apenas um gol em 2016 (Bruno Cantini/CAM)
Hyuri está devendo no Atlético-MG e quem afirma isto é o próprio jogador. Bastante sincero, o jogador reconheceu a má fase vivida no clube mineiro e evitou associar o momento ruim a uma eventual falta de sequência na equipe atleticana, entendendo estar recebendo oportunidades suficientes da comissão técnica.
“Em relação às oportunidades, eu não tenho o que reclamar. Admito que minha autoconfiança tem ficado bastante baixa do que preciso para atuar em alto nível. Tento buscar isso nos treinamentos, converso muito com os jogadores, hoje (segunda-feira) mesmo conversei com o Léo (Silva)”, destacou.
“Não tenho desculpas para dar. Tenho que entrar no campo e treinar mais, tentar acertar mais. Sei do que posso fazer, eu me cobro muito, todo os dias quando chego em casa e aqui no CT. Então, com relação às oportunidades, não tenho desculpas. Vou continuar me cobrando, sei que tenho o apoio dos jogadores, da comissão técnica e da diretoria, e não vai ser uma fase ruim que vai me abater”, acrescentou.
Os números reforçam a autocrítica feita por Hyuri. De acordo com o Footstats, o atacante atleticano contabiliza dados ruins para um atleta do setor ofensivo, acumulando apenas um gol marcado e duas assistências distribuídas nos 17 jogos que fez pelo Galo nesta temporada – sem considerar as partidas disputadas pela Florida Cup.
Hyuri destaca apoio do elenco e comissão técnica em fase difícil (Bruno Cantini/CAM)
Perguntado qual seria o maior ponto de insatisfação quanto ao seu desempenho no Atlético-MG, Hyuri desconversou, mas deixou escapar que ainda sente a mudança da China, onde atuava no ano passado, para o futebol brasileiro.
“Basicamente é uma coisa interna minha. Tento pensar isso a partir do momento que eu acordo e só termino na hora de dormir. É um ambiente completamente diferente do que eu estava vivendo e sei que tenho que mudar para melhor. Não deixo que abaixe minha moral, não chego de cabeça baixa, chego conversando com todos, até porque eles que vão me ajudar e vice-versa”, salientou.
“Esta autocrítica vem desde o dia que cheguei aqui e vai continuar até o dia que eu sair. Mas tenho absoluta certeza que sou capacitado para ajudar os companheiros, como já fiz neste ano, e não fico desesperado. Me critico muito, sabendo que posso dar mais”, completou.