Aguirre: "O dia que o treinador não colocar suas convicções em campo, acho que não pode mais treinar" (Bruno Cantini/CAM)
Vice-campeão mineiro neste domingo, após o empate por 1 a 1 que deu o título ao América-MG, o técnico Diego Aguirre, mais uma vez na temporada, teve que explicar as diversas mudanças feitas na equipe titular atleticana, que impediram que o Galo entrasse com força máxima para a finalíssima do Estadual.
Ao comentar a decisão de poupar jogadores importantes, como Robinho e Leonardo Silva (este último nem no banco de reservas ficou), o treinador uruguaio defendeu as suas convicções, salientando ter ele todas as informações para decidir pela utilização ou não de um atleta. O comandante alvinegro ainda destacou o desgaste sofrido pela equipe, no meio da semana passada, contra o Racing e ressaltou a necessidade de ter um time forte para o primeiro duelo das quartas de final da Libertadores, contra o São Paulo, na próxima quarta-feira.
“O dia que o treinador não colocar suas convicções em campo, acho que não pode mais treinar. Seguindo as convicções, às vezes se ganha e isso faz com que dê certo. Se ganhássemos hoje e fossemos campeões, seria espetacular, diriam ‘que opções, que inteligência, que conhecimento’. E se não, ‘como foi fazer isso?’. Lamentavelmente, o resultado condiciona as decisões que você toma. Como não ganhamos, parece que não foram boas, mas estou muito tranquilo, porque colocamos o melhor time possível e repito, quando tomo as decisões não tenho que ficar sempre as explicando, porque ninguém melhor que eu tem acesso a todas as informações para pôr o time em campo”, disse Aguirre.
“Não podemos esquecer que viemos de um jogo de quarta-feira e que teremos outro mais intenso ainda agora quarta que vem. Os jogadores apresentam algumas dificuldades, alguns riscos que me fazem tomar as decisões”, completou.
Treinador destacou atitude dos jogadores atleticanos contra o América-MG (Bruno Cantini/CAM)
Perguntado se a equipe atleticana relaxou após a expulsão do zagueiro Alison, do América-MG, quando o Galo ainda vencia por 1 a 0, Aguirre rechaçou esta possibilidade e enalteceu a atitude mostrada por seus comandados, que chegaram a abrir o placar, mesmo com um a menos após o justo cartão vermelho recebido por Tiago no final do primeiro tempo.
“Não relaxou. A expulsão foi um erro nosso. Acho que o juiz foi bem. E depois não é um tema de relaxar ou não. Tomamos o gol, porque acontece no futebol, assim como tivemos opções depois para fazer o segundo gol. Uma delas com Pratto muito clara, ele errou e não deu para ganhar”, destacou.
“Os jogadores lutaram, avançaram mesmo com um jogador a menos, marcaram o gol e não tenho nada para recriminá-los. A única coisa ruim é o resultado, mas quero que Atlético jogue sempre com esta intensidade, com esta atitude e hoje não deu. Quarta passada (contra o Racing) deu certo e espero que na próxima quarta (diante do São Paulo) dê certo outra vez.