Petraglia pede união e aluga o Couto, mas se preocupa com a Arena

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Em mais uma ação que mostra a reaproximação da dupla Atlético Paranaense e Coritiba, o Alviverde aceitou alugar o Couto Pereira ao rival no dia 17 de setembro, data na qual a Arena da Baixada será utilizada pelo cantor Rod Stewart para sua apresentação nem Curitiba. O valor fixado ficará em tono dos R$ 70 mil, com a contrapartida de, futuramente, o Coxa poder alugar a Arena, já que reformas estão previstas para o Alto da Glória.

Para evitar possíveis depredações no Couto, e selar a paz entre os torcedores, afastando ainda as críticas pelo aluguel, o presidente atleticano, Mario Celso Petraglia, usou as redes sociais para pedir união “Vamos deixar essa rivalidade dentro das 4 linhas. Precisamos nos fortalecer unidos para fazermos frente aos grandes dos estados RJ/SP/MG/RS. Precisamos acabar com esta rivalidade estúpida fora de campo entre os clubes da aldeia”, afirmou o cartola.

Porém, ao mesmo tempo em que combinava o local da partida diante do Grêmio, o mandatário rubro-negro recebia uma notícia preocupante, que poderia fechar a Baixada por mais tempo. O Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) do Paraná pediu a penhora do CT do Caju e do estádio caso a CAP S/A, que geriu as obras para a Copa do Mundo, não pague uma dívida de R$ 226,1 milhões em três dias.

Em nota oficial, o Furacão informou que está a par do processo e entrou em contato com a Fomento Paraná para negociar, empurrando para a Prefeitura a responsabilidade. “Imediatamente o clube entrou em contato com a Fomento para estabelecer negociações. O Clube e a CAP S/A reafirmam o compromisso na quitação das obrigações assumidas. Importante esclarecer que o pagamento das parcelas destes dois financiamentos se dá com os valores advindos da venda de potencial construtivo – o que é de responsabilidade do Município de Curitiba”.

A Prefeitura de Curitiba rapidamente respondeu, negando ser a responsável direta pela dívida, já que garante estar repassando regularmente à Fomento Paraná os recursos provenientes da venda de potencial construtivo, à medida em que são comercializados. “É importante lembrar que o convênio para reforma do estádio tem caráter tripartite. Assim, os recursos da venda de potencial construtivo correspondem às partes do Município e do governo do Estado no acordo: R$ 123,3 milhões, valor que equivale a dois terços do valor previsto em lei (R$ 184,6 milhões). Cabe ao Atlético honrar o valor correspondente ao terço restante”, diz a nota do município.

O problema sobre de quem e de quanto é a parcela de cada envolvido na reforma da Arena da Baixada começou antes mesmo do término das obras, passou pelo período de disputa da Copa do Mundo e promete se prolongar em uma nova novela. Neste momento de incerteza, nada melhor do que manter viva a parceria com o eteno rival, já que nunca se sabe quando será necessário usar o Couto Pereira novamente.

O presidente Mário Celso Petraglia pediu para que a rivalidade não ultrapasse as quatro linhas (Foto: divulgação/CAP)

O presidente Mário Celso Petraglia pediu para que a rivalidade não ultrapasse as quatro linhas (Foto: divulgação/CAP)

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