Odair chega a um ano no Athletico, relembra desafios e projeta futuro

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Foto: Luis Miguel Ferreira/athletico.com.br

O técnico Odair Hellmann completa um ano de Athletico Paranaense nesta quinta-feira, tornando-se apenas o terceiro treinador na era Petraglia a conseguir esse feito.

À frente do Athletico, Papito, como é carinhosamente chamado, soma 55 jogos, 25 vitórias, 12 empates e 18 derrotas, além do acesso para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Com um ano de trabalho, Odair Hellmann se junta a Paulo Autuori (de 2016 a 2017) e Tiago Nunes (de 2018 a 2019) como os únicos treinadores a completarem 365 dias de trabalho no Furacão durante a gestão de Mario Celso Petraglia.

Hellmann relembrou momentos marcantes de sua passagem pelo clube, destacando períodos difíceis, o significado de vestir a camisa rubro-negra e a gratidão à torcida e aos jogadores pelo apoio.

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Piores momentos

Para o treinador, seus piores momentos sob o comando do Furacão aconteceram nas derrotas por 3 a 2 para o Volta Redonda e por 1 a 0 para o Cuiabá. Ambas as partidas foram válidas pela Série B de 2025.

“Foi um jogo que talvez a gente tenha feito um dos melhores primeiros tempos nossos. E, no segundo tempo, simplesmente a equipe perdeu todo o controle após a tomada do primeiro gol e perdeu um jogo imperdível. Só perde porque é futebol. Mas você senta depois do jogo e fala aí, inacreditável, o que aconteceu? E aí você tem que mergulhar dentro daquilo ali rapidamente, ver o que aconteceu, botar o dedo na ferida e seguir em frente”, disse Odair.

“E o jogo também com o Cuiabá em casa, porque é um jogo com um gol completamente fora do contexto, dentro de casa, que já tinha uma relação nervosa, um ambiente nervoso, que estava gerando um pouco de não confiança para o grupo de jogadores. Que quando eu cheguei estava muito maior e aos poucos a gente foi diminuindo isso, mas naquele jogo se reflete porque daí vem de uma sequência também de não bons resultados. Então, esses dois jogos para mim foram mais complicados de engolir , engolir os resultados, mas eu mantive o equilíbrio, mantive a minha postura e o acreditar porque também via sinais internos no dia a dia que a gente tinha capacidade para conseguir o objetivo”, concluiu o treinador.

Almas gêmeas?

Quando perguntado o que significa o Athletico Paranaense, Hellmann se comparou ao clube, dizendo que os dois são "vibrantes".

“O Athletico Paranaense é vibrante. É emoção, sangue, vibração. Eu sou assim por característica como pessoa. E aprendi durante a minha vida que você precisa comemorar as pequenas vitórias do dia a dia. Não é só no futebol. Isso eu trago para o futebol. Você precisa comemorar as pequenas vitórias, porque a vida não é só vitórias e nem todos os dias. O que tem que acontecer é que tu tem que ter na caminhada mais vitórias do que derrotas. E as vitórias têm que valer a pena as derrotas que você tem”, adicionou.

Gratidão

Por último, ele agradeceu o apoio da torcida e a confiança da diretoria e dos atletas em seu trabalho.

“Os jogadores são os mais importantes, são os protagonistas. Então agradecer ao grupo de jogadores, agradecer a direção do clube primeiro pela oportunidade, e pela confiança nos momentos de instabilidade. Agradecer ao meu grupo de trabalho, à minha comissão técnica e a todos os funcionários”, agradeceu.

“O torcedor estava sofrido, estava triste, mas ele nunca deixou de comparecer. Então agradecer ao torcedor, de coração”, completou.

Agora, Odair Hellmanm busca bater outros dois recordes com a camisa do Athletico Paranaense: ser o técnico mais longevo da era Petraglia e se tornar o primeiro comandante em 44 anos a completar uma temporada inteira pelo Furacão. 

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