Com a tampa do caldeirão praticamente fechada, faltando apenas alguns equipamentos e parte da cobertura para colocar o teto retrátil em total funcionamento, o time principal do Atlético Paranaense fez sua primeira partida oficial na temporada, abrindo a sexta rodada do Campeonato Paranaense 2015, e decepcionou. Derrota por 1 a 0 para o Foz do Iguaçu, em plena Arena da Baixada.
Com o resultado, o Furacão, com sete pontos ganhos, caiu para a nona posição, na zona que leva ao Torneio do Descenso. Já o adversário alcançou os nove pontos ganhos, na quinta colocação, entrando na zona de classificação para a próxima fase da competição.
A equipe do oeste do Estado abriu o placar aos 28 minutos da etapa inicial, com Wesley, que aproveitou cobrança de escanteio e testou para balançar as redes. Depois do intervalo, o técnico Claudinei Oliveira apostou nas entradas de Nathan, Marcos Guilherme e Nikão, que não participaram da pré-temporada na Espanha, mas sem sucesso.
Na próxima rodada, o Atlético Paranaense encara o JMalucelli, dia 7 de março, na Arena da Baixada. Já o Foz do Iguaçu recebe no dia seguinte, domingo, o Maringá, no Estádio ABC.
O jogo – A forte chuva que atingia Curitiba no começo de noite castigava apenas uma parte do campo, já que boa parte da cobertura estava fechada. Porém, era o suficiente para deixar o gramado escorregadio e levar a alguns erros. Isso facilitava o ferrolho montado pelo Foz, que tomou um chute a gol de Dellatorre, fraco, sem perigo para Edson Bastos, apenas aos 10 minutos.
A equipe do oeste paranaense tentou sua primeira pontada aos 17 minutos, com Alex Travassos, que cruzou para Natanael desviar para trás e ceder escanteio. Após a cobrança, Wesley testou pela linha de fundo. A torcida atleticana já se mostrava apreensiva com a falta de produção do time. Para piorar, aos 28 minutos, Wesley subiu no meio da defesa para desviar para as redes e abrir o placar. O gramado da Arena mostrava muitas falhas, que pioraram com a chuva. Aos 35 minutos, Cléo forçou o cruzamento e Dellatorre não conseguiu alcançar.
Para a segunda etapa, as equipe retornaram sem alterações, mas o Rubro-Negro prometia outra atitude. Aos quatro minutos, Bahia arriscou um chute de muito longe, pela linha de fundo. Aos poucos o Atlético tentava iniciar uma pressão, mas todos os lados do campo estavam fechados. O técnico Claudinei Oliveira apostou então nas entradas de Marcos Guilherme e Nathan.
A pressão do Furacão começou aos 17 minutos, em cobrança de escanteio de Bady para Nathan que desviou à direita do gol, com muito perigo. Entretanto, quem isolou a maior chance para balançar as redes foi Lucão, aos 22 minutos, livre, na marca do pênalti. Sem conseguir por querer, o Atlético quase marcou sem querer. Aos 25 minutos, Edigar Junio buscou o cruzamento e a bola bateu na rede, pelo lado de fora.
Mais Rubro-Negro no ataque, aos 32 minutos, Nathan cruzou na medida e Marcos Guilherme bateu para defesa de Edson Bastos. No rebote, Nikão desperdiçou com um chute totalmente torto. Apesar de muito superior em campo, o nervosismo tomava conta dos jogadores atleticanos, que não conseguiam se desvencilhar da marcação. Aos 43 minutos, Eduardo bateu cruzado, Weverton tocou para fora e cedeu escanteio para o Foz, que cozinhou o tempo até o apito final. Nas arquibancadas os gritos de ‘queremos jogador!’. Definitivamente não foi o reencontro esperado.