Se havia algum clima amistoso entre a torcida do Atlético Paranaense e o técnico Cristóvão Borges, ele acabou no empate em 1 a 1 diante do Foz do Iguaçu, em plena Arena da Baixada, em jogo atrasado da sexta rodada do Campeonato Paranaense. Com vaias, gritos de ‘burro’ e a exigência da conquista do Estadual, o comandante rubro-negro se viu diante da maior cobrança que já enfrentou desde sua chegada ao clube.
“A torcida quer que o time jogue bem e ganhe. Não aconteceu nenhuma coisa nem outra. Jogamos mal o primeiro tempo. E a cobrança vem quando não vem o resultado. O time tem potencial para muito mais do que isso. Foi muito pouco perto daquilo que o time pode apresentar”, avaliou o treinador, que justificou ainda a sápida de Nikão, ainda no primeiro tempo, para a entrada de André Lima. “Foi uma opção tática. Nosso time esteve aceitando muito a marcação, sem movimentação”, completou.
O técnico ainda justificou as diferentes formações do time durante a temporada, lembrando o desgaste, mas defendendo o que já foi consolidado até o momento. “É começo de temporada e tivemos jogos seguidos, com viagem, e às vezes o jogador se sobrecarrega. Criamos a base. A base nós já temos. E quando necessário a gente procura mudar para dar ritmo a outros jogadores. Nem sempre as coisas acontecem como a gente imagina”, explicou.
Cristóvão, entretanto, se diz tranquilo com o clima de pressão e acredita que com a volta das vitórias, a começar pelo final de semana, diante do Londrina, a situação volte a normalidade. “Pressão é sempre. Se ganha não tem pressão. Essa é a situação natural. Temos que ganhar, jogar melhor, para não ter pressão”, concluiu.