Autuori relata racismo e 'comemora' sofrimento atleticano

Do correspondente Luiz Felipe Fagundes - Curitiba,PR

23-02-2017 00:38:22

A classificação do Atlético Paranaense para a fase de grupos da Libertadores da América 2017 teve confusão na saída do gramado após a vitória do Furacão por 1 a 0 sobre o Deportivo Capiatá, no Estádio Erico Galeano Segovia, no Paraguai. O técnico Paulo Autuori bateu boca com torcedores ao defender seus jogadores de xingamentos racistas e, antes de falar sobre o jogo, lamentou ainda viver isso no futebol do continente.

“A América do Sul às vezes parece uma República das Bananas. Tudo pode acontecer. Na Europa tem punições claras sobre racismo. O Nikão na saída foi chamado de macaco e ninguém faz nada. Jogaram garrafas. As bolas sumiram no início do jogo, depois do gol do atlético, aparecerem”, reclamou o treinador. “República das Bananas. E incluo meu país. Aqui a gente é permissivo com tudo. E tem que ir levando, empurrando com a barriga”, emendou.

Sobre a classificação, o comandante rubro-negro destacou que o sofrimento nessa fase era esperado por conta do caráter decisivo e, desta vez, o time soube neutralizar a principal jogada paraguaia. “Era importante passar, tinha que ter sofrimento, e tínhamos que aprender com isso, aprender com essas eliminatórias que passamos. Foram quatro jogos decisivos. Agora teremos tempo para trabalhar e a outra fase será com equipes que praticam jogos diferentes e não serão jogos decisivos. Sabíamos que eles jogariam com a bola lançada na área e não vi o Weverton precisar fazer sequer uma defesa”, analisou.

Autuori agora projeta alguns dias de recuperação do elenco para o inicio de uma nova fase, agora já calejado pela experiência dessa fase preliminar. “O time soube sofrer. Importantíssima essa fase e as lições que poderemos tirar daí. Agora temos um lastro físico, competitivo, que tem a ver com essas eliminatórias. Vamos trabalhar esse período que tem e entrar nessa fase de grupos que é totalmente diferente. Quem conhece, sabe que ela permite tudo”, concluiu.

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