Antes de clássico, presidentes de Atlético-PR e Coritiba pedem paz

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Com o clássico entre Coritiba e Atlético-PR marcado para o próximo domingo, as duas equipes inovaram suas preparações e os presidentes apareceram juntos em um evento nesta quinta-feira pela paz entre as torcidas e pelo desenvolvimento de ambas as equipes em cenário nacional e mundial.

Rogério Bacellar, presidente do Coxa, e Mario Celso Petraglia, presidente do Furacão, foram os primeiros a falar na coletiva conjunta, que foi realizada no Couto Pereira, estádio que sediará o jogo do próximo domingo, às 18h30. Os mandatários destacaram que os rivais precisam um do outro para crescer, assim como Atlético-MG e Cruzeiro fizeram nos últimos anos.

"Nosso futebol não é mais local ou estadual. É nacional ou internacional. Não podemos continuar com a rivalidade impedindo o nosso crescimento a nível nacional e internacional. Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem sido de Minas. Os gaúchos sendo fortes e por que não nós? Porque somos um pouco mais autofágicos em função da nossa visão pequena. Não é crítica. Eu me incluo também. Atlético não pode ser uma ilha. Coritiba não pode ser uma ilha. Temos de estar ligados para fazer o futebol que queremos", afirmou Petraglia.

Bacellar chegou a lembrar do passado, quando os times emprestavam jogadores um para o outro, para ressaltar que as últimas gestões dos clubes têm errado no comportamento. Além disso, ele ressaltou que essa rixa entre as direções só gera mais confusões dentro e fora de campo.

Petraglia, à esquerda, e Bacellar, à direita, pediram paz nos estádios e fortalecimento no futebol

Petraglia, à esquerda, e Bacellar, à direita, pediram paz nos estádios e fortalecimento no futebol - Credito: Divulgação/Atlético-PR

"No tempo do Roberto Gomes Pedrosa, um dos dois só jogava e outro emprestava jogador. Era normal essa integração fora de campo. Nos últimos anos, as diretorias não se entenderam por uma maneira de gerir equivocadamente e criaram um ambiente hostil fora de campo que só traz briga e agressões", disse o presidente do Alviverde.

Recentemente, os dois clubes chegaram a ser punidos por causa de brigas de torcida. Em 2009, após uma briga generalizada com a polícia e depredação do Couto Pereira depois da partida contra o Fluminense na última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano. Em 2013, também na rodada final do Brasileirão, torcedores do Furacão entraram em conflito com os do Vasco e os times acabaram punidos. Deste modo, Petraglia garantiu que tem tentando dialogar com as organizadas do Atlético-PR para que a paz reine nos estádios de futebol.

"Se há dois clubes que pagaram pelos atos das suas torcidas organizadas, foram Coritiba e Atlético. O Atlético tem tentado administrar isso de uma forma objetivo. Temos tido diálogo com a nossa principal torcida e vedamos as outras de entrar no estádio como torcida organizada, mas não temos tido resultado. Estamos iniciando o trabalho com o apoio da mídia de conscientização. Se vamos conseguir paz absoluta, saberemos no futuro. Temos por obrigação fazer algumas coisas. Essa é a primeira", revelou o presidente do Rubro-Negro.

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