COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Goleiro e destaque da Inglaterra na última Copa do Mundo, Jordan Pickford renovou o contrato com o Everton, nesta quarta-feira. O novo vínculo vai até junho de 2024. Assim, o jogador ainda tem pelo menos mais cinco temporadas completas pelo clube de Liverpool.

Após a assinatura do contrato, o atleta comemorou o acerto. “A oportunidade de ser o goleiro da seleção inglesa veio quando estava atuando pelo Everton e apresentando boas atuações a cada semana. Quando cheguei, sabia que seria o passo certo na minha carreira”, afirmou o arqueiro à TV oficial do clube.

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Pickford defendeu o English Team no Mundial da Rússia. Sob o comando de Gareth Southgate foi fundamental para a equipe chegar à semifinal da competição, caindo para a Croácia na semifinal. Na parida contra a Suécia, nas quartas de final, foi eleito o cara da partida.

Com 24 anos, o jogador chegou aos Toffees depois de se destacar no Sunderland. Pelo Everton, fez 52 jogos oficiais e é um dos nomes do time, ao lado do brasileiro Richarlison.

 



Há exatos 20 anos, a Croácia se sagrava terceira colocada da Copa do Mundo de 1998, na França, ao vencer a Holanda pela medalha de bronze. Mal sabiam os jogadores da seleção quadriculada que em 2018 o feito no principal torneio de futebol do planeta seria ainda maior. Surpreendendo a todos, Luka Modric e companhia chegaram à grande decisão do Mundial na Rússia e, mesmo perdendo o título para a França, marcaram seus respectivos nomes na história do esporte croata.

Mas, para entrar em campo no dia 13 de julho, no estádio Luzhniki, em Moscou, a seleção teve de tomar algumas decisões ousadas antes do início do Mundial. As escolhas foram feitas, boa parte delas sob o veredicto de Davor Suker, presidente da Federação Croata de Futebol, que optou por demitir o antigo treinador, Ante Cacic, antes do confronto direto com a Ucrânia, válido pela última rodada das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo e que decidiria quem iria para a repescagem.

“Há que ter sorte, prudência e qualidade, porque não é fácil mudar o treinador nos últimos jogos. Não foi fácil, foi uma das piores noites da minha vida, mas isso é futebol. Poderíamos ter escolhido mal, mas escolhemos bem. Prolongamos o contrato dele [Zlatko Dalic], aumentamos o salário dele, então creio que estão todos muito felizes”, afirmou Davor Suker.

De todos os 23 jogadores que participaram da campanha croata na Copa do Mundo de 2018, apenas um atua em seu país de origem. Trata-se de Dominik Livakovic, terceiro goleiro da seleção comandada por Zlatko Dalic na Rússia. Atualmente, o guarda redes defende o Dinamo Zagreb, principal clube da Croácia e famoso por ser o principal exportador de talentos para as grandes ligas da Europa.

“Depois de cada jogo, todos ficavam juntos. Acho que é por isso que conseguimos criar uma ótima atmosfera, um ótimo ambiente, para chegarmos tão longe no Mundial”, recordou o promissor goleiro de 23 anos.

Natural de Zadar, o goleiro foi vizinho de Sime Vrsaljko, outro campeão do mundo, jogou onde Luka Modric deu seus primeiros passos no futebol e hoje tem o privilégio de contar com a ajuda e conselhos de Subasic, titular na meta da seleção croata durante o Mundial e que é mais um atleta revelado na cidade do litoral croata.

Após o vice-campeonato, resultado considerado uma vitória para a maioria dos croatas, a seleção desembarcou em Zagreb com uma recepção apoteótica. Apesar da pouca experiência no futebol profissional, Livakovic estava ali no meio, participando do momento mais glorioso do futebol de seu país e, como ele mesmo aparentou, dificilmente esquecerá aquele fatídico 16 de julho de 2018.

“Me lembro especialmente quando aterrissamos em Zagreb. Fomos para o ônibus aberto e levamos oito horas para chegar até a praça principal da cidade, percurso que geralmente leva 30 minutos. Fiquei muito orgulhoso, porque as pessoas estavam chorando, deixamos todas elas felizes, tornamos a vida delas um pouco melhor”, comentou.

A campanha memorável, no entanto, também traz suas consequências. Agora, Livakovic e seus companheiros terão a grande responsabilidade de se manterem no topo pelos próximos anos. Em 2020, haverá Eurocopa, mas o jovem goleiro prefere deixar a pressão de lado.

“Não quero pensar nisso. As pessoas agora esperam grandes coisas, mas não será trágico se tivermos alguns resultados ruins com a seleção croata após a Copa do Mundo”, disse o arqueiro do Dinamo Zagreb, como se estivesse prevendo a goleada por 6 a 0 sofrida para a Espanha na Liga das Nações. “Muitos jogadores experientes continuarão na seleção croata, como Rakitic e Luka Modric. Eles darão tudo para vencerem a Eurocopa”.

Presidente croata quer aproveitar o bom momento da seleção para alavancar questões sociais (Foto: Marcelo Baseggio/Gazeta Press)

Surfando na onda da Copa

Assim como em 1998 a Croácia conseguiu um ótimo jeito de promover o então recente país, que tinha saído da guerra havia poucos anos, em 2018 a presidente Kolinda Grabar-Kitarovic almeja aproveitar o sucesso da seleção na Copa do Mundo para que o povo não perca a onda de otimismo que tomou conta de todo o território croata após o vice-campeonato na Rússia.

“O que espero agora, e é o que estou tentando fazer juntamente com o primeiro-ministro, é usar esse momento, que é tão significante. O otimismo, o sentimento de unidade, vai ajudar a lidarmos com os problemas econômicos e a melhorar todos os modos de vida para os cidadãos croatas, dar um impulso para o desenvolvimento de todo o país”, disse a presidente Kolinda.

A governante também aproveitou para fazer um apelo ao povo croata. Ciente dos números alarmantes em relação ao êxodo de habitantes para outros países não só da Europa, mas do mundo, Kolinda Grabar-Kitarovic quer que as pessoas nascidas no país balcânico tenham um maior senso de patriotismo e sigam por lá para contribuir na transformação de uma sociedade que tem de lidar com uma série de problemas, entre eles a falta de emprego.

“Quero que os jovens estudem em outros lugares, trabalhem em outros lugares, mas que voltem para a Croácia. Quero isso para meus próprios filhos e para todo o mundo na Croácia. Que possam aprender novas línguas, vivam novas experiências, mas que voltem para a Croácia e faça o país crescer, um país onde os croatas mereçam estar”, concluiu.



França e Bélgica empataram no ranking da Fifa do mês de setembro. Desde a criação, há 25 anos, um empate não acontecia na liderança (Foto: Christophe Simon/AFP)

A Fifa anunciou na manhã desta quinta-feira o ranking mensal de seleções considerando o mês de setembro e um empate histórico aconteceu: França e Bélgica chegaram ao topo com empate de 1729 pontos, algo que não acontece desde a criação da contagem, em 1993. A França, campeã da Copa do Mundo da Rússia, viu a Bélgica também chegar à primeira colocação, tendo avançado uma posição em relação ao ranking do mês anterior. Já o Brasil permanece em terceiro lugar com 1663 pontos.

O top 5 é completado por Croácia (1.634) e Uruguai (1.632), em quarto e quinto lugares respectivamente. Depois, o ranking segue com Inglaterra (1612), Portugal (1606), Suíça (1597) e Dinamarca (1581). Os dinamarqueses, aliás, foram os únicos que mudaram de posição entre os dez primeiros: na última lista, empatavam na nona colocação com a Espanha, mas em setembro caiu uma posição.

A Argentina permaneceu no 11º lugar e a Alemanha subiu três posições e agora ocupa a 12ª colocação, empatada com o Chile, campeão das últimas duas Copa América. Com a ascensão dos alemães, a Suécia perdeu duas posições (15º) e a Itália voltou ao top 20, trocando de posição com o Peru, agora em 21º.

Confira os 20 primeiros colocados no mês de setembro no ranking da Fifa:

1º França – 1.729 pontos
1º Bélgica – 1.729
3º Brasil – 1.663
4º Croácia – 1.634
5º Uruguai – 1.632
6º Inglaterra – 1.612
7º Portugal – 1.606
8º Suíça – 1.598
9º Espanha – 1.597
10º Dinamarca – 1.581
11º Argentina – 1.575
12º Chile – 1.568
12ºº Alemanha – 1.568
14º Colômbia – 1.567
15º Suécia – 1.550
15º México – 1.550
17º Holanda – 1.540
18º Polônia – 1.537
19º País de Gales – 1.536
20º Itália – 1.526



Ela ficou famosa durante a Copa do Mundo por seu comportamento enérgico nas arquibancadas russas durante os jogos da seleção croata e também por dispensar protocolos geralmente aderidos por chefes de Estado em grandes eventos. Aos 50 anos, a presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, crê que a maneira como políticos se expressam precisa mudar, e aposta em sua autenticidade para seguir promovendo seu país, que ficou tão em evidência no último verão europeu ao decidir o Mundial de futebol de 2018 com a França.

Completamente apaixonada por esportes, Kolinda Grabar-Kitarovic fez questão de ir à maioria dos jogos de mata-mata da Copa do Mundo para acompanhar a Croácia. Para se deslocar até a Rússia, pagou as passagens do próprio bolso por não considerar certo o fato de o governo bancar viagens que não envolvam qualquer compromisso de Estado. Foi usado dinheiro dos contribuintes croatas apenas quando a presidente esteve em Moscou e Sochi, onde encontrou o presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro, Dmitri Medvedev.

Por essas e outras, a Gazeta Esportiva foi atrás da história dessa mulher que se tornou um verdadeiro personagem da Copa do Mundo de 2018. Concedendo sua primeira entrevista a um veículo de comunicação brasileiro, Kolinda Grabar-Kitarovic admitiu que jamais esperava que sua imagem repercutisse tanto ao redor do planeta.

“Honestamente, não esperava que isso aconteceria, porque não é nada diferente para mim. Sou fanática por esportes, onde quer que eu vá estarei torcendo para os times croatas, sempre visto a camisa da seleção. Poderia estar na arquibancada, com os torcedores, em um jogo de futebol, tênis, handball, polo aquático ou qualquer outro esporte”, disse a presidente da Croácia.

“O fato de que posso me expressar, que não devo me importar com protocolos, limites, que às vezes vêm com esse cargo, honestamente, vem mudando ao redor do mundo. O modo como as pessoas enxergam os políticos, presidentes, primeiros-ministros, tem mudado”, acrescentou.

Nós todos precisamos ser mais humanos em termos de expressar nossas emoções, nem sempre sermos muito restritos com protocolos ou com o modo que nós nos comportamos”

Dos jogos da fase mata-mata do Mundial, Kolinda só não esteve presente na semifinal, contra a Inglaterra, porque teve de participar da cúpula da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em Bruxelas, na Bélgica. No evento, a chefe de Estado, contudo, não se desconectou da Copa do Mundo, aproveitando para presentear o presidente norte-americano, Donald Trump, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, com camisas da seleção croata.

“Na verdade, eu estive no vestiário da seleção e disse aos jogadores que não iria a nenhum jogo da fase de grupos, porque esperava que eles ao menos passassem da primeira fase. Meu marido foi ao jogo contra a Argentina, em que eu, infelizmente, não fui. Mas, prometi ao técnico, o Sr. [Zlatko] Dalic, e a alguns jogadores que estaria lá e faria qualquer coisa que estivesse em meu poder para estar lá. Decidi viajar porque sabia que a Croácia iria jogar mais partidas. Primeiro de tudo, não queria que o Estado pagasse minhas viagens, e segundo, pensei que se o Estado pagasse pela viagem, teria que estar no contexto de reuniões importantes, o que aconteceu com o primeiro-ministro e o presidente da Rússia, em Sochi e Moscou”, afirmou.

Mas não foi apenas sobre a Copa do Mundo que a presidente abriu o jogo. Além de comentar sobre sua paixão por esportes, Kolinda Grabar-Kitarovic falou sobre sua longa jornada até a presidência da Croácia, os reflexos da boa campanha da seleção croata no Mundial para o povo, a importância da mulher ocupando cargos importantes na sociedade e muito mais.

A paixão de Kolinda pelos esportes

Minha paixão começou desde que eu nasci. É engraçado, porque meu pai esperava ter um menino, na época era o sonho de todo homem croata, mas ele foi maravilhoso comigo. Quando eu nasci, ele pensou: ’Ok, tenho uma menina, vou fazer o melhor que posso’.  Ele participou sem perceber de muitos movimentos para emancipar as mulheres, porque ele me ensinou tiro ao alvo, ele é um caçador, mas eu jamais atiraria em animais, absolutamente reprovo isso. Ele me ensinou a atirar quando era muito pequena, com cinco ou seis anos, com armas de luz. Até hoje sou uma atiradora relativamente boa. Para mim, essa atividade contrasta com minhas atitudes em Moscou, onde deixei todas as minhas emoções aflorarem. No tiro ao alvo tenho completo controle de mim, do meu corpo, da minha mente, porque o que costumo fazer é carregar o rifle e não fico com nada que possa fazer o rifle atirar sozinho. Você tem que controlar a posição do seu corpo, o alvo… um dos meus olhos, infelizmente, está falhando, porque tenho astigmatismo. O modo como você respira, para sua respiração e atira entre as duas batidas de coração… você acha o perfeito momento em que você tem o perfeito controle de você mesmo. Isso me ajuda a focar em outras diferentes áreas, como no trabalho, nos estudos.

De diplomata à presidente

Os reflexos da campanha da seleção croata na Copa do Mundo para o país

Acho que deu um grande impulso à energia e ao otimismo no país, algo que realmente precisávamos. Por isso que sou muito grata ao time, ao Sr. Dalic [técnico da Croácia] e todos os seus colegas, e ao Mr. [Davor] Suker, presidente da Federação Croata de Futebol. O modo como eles promoveram a Croácia não se pode pagar com nenhum dinheiro. Não apenas em relação ao modo como eles jogaram, tecnicamente eles foram muito bons e mostraram essas capacidades técnicas com Modric, que é uma pessoa que eu conheço há anos, assim como sua família, os respeito profundamente. Mas outros jogadores também foram importantes, como o goleiro Subasic. Eles foram maravilhosos.

Razão da comemoração emotiva em campo junto com os jogadores

Realmente senti que merecíamos levar o título para a Croácia, mas pensei: ‘Ok, vejo você na próxima. Os nossos heróis voltarão para a Croácia’. Também a razão que eu decidi abraçar todos os jogadores, incluindo os juízes, foi porque queria mostrar que não somos um país grande geograficamente ou demograficamente, mas temos um grande coração, sabemos como vencer e sabemos como aceitar a derrota e parabenizar os vencedores, seguir em frente e estar feliz com os vencedores e com o que alcançamos, porque alcançamos algo maravilhoso.

O banho de chuva após o apito final

Um dos momentos mais emocionantes para mim, quando eu realmente fui abaixo, foi quando a chuva começou a cair. Não estava ligando para a chuva, como meu cabelo iria ficar, minha maquiagem, aparência. Estava pensando na minha nação, naqueles caras na minha frente. Quando vi Modric sendo premiado como melhor jogador da Copa do Mundo, olhei nos olhos dele e percebi que ele trocaria facilmente aquele troféu pelo time, para a nação. Foi o momento em que eu realmente fui abaixo, pensando ‘esse cara é tão bom, um dos melhores jogadores do mundo, e ele não liga. Ele preferiria que a Croácia vencesse o jogo do que ganhar o troféu de melhor jogador do torneio’.

Empoderamento feminino

Um apelo pelo fim do êxodo de croatas e o crescimento do país

Quero que os jovens estudem em outros lugares, trabalhem em outros lugares, mas que voltem para a Croácia. Quero isso para meus próprios filhos e para todo mundo na Croácia. Que possam aprender novas línguas, vivam novas experiências, mas que voltem para a Croácia e faça o país crescer, um país onde os croatas mereçam estar. Turismo é muito importante na Croácia, ano passado esse setor correspondeu a 20¨do nosso PIB. Para mim, turismo deveria ser um aditivo para a nossa economia. O que eu apoio é, na verdade, promover indústria, emprego, e turismo vem como a cereja do bolo, porque turismo depende do clima, de mecanismos de procura para promover os melhores destinos de viagem.

Um recado aos brasileiros que planejam ir à Croácia

O que posso dizer ao povo brasileiro é que a Croácia é muito bonita em todos os aspectos. O formato da Croácia é como uma ferradura. Mas minha filha disse para mim: ‘Não, mãe. A Croácia não é uma ferradura, é uma águia de asas abertas’. Temos a parte continental, as montanhas e a costa. São muito diferentes em arquitetura, paisagem, culinária, mas em um território tão pequeno há uma concentração de beleza, cultura, culinária, pessoas hospitaleiras. Podemos até entender um pouco de português pela similaridade que há com o italiano, muitos croatas falam italiano. Então, por favor, venham para a Croácia. Não apenas para as grandes cidades, como Zagreb, Split e Dubrovnik, mas até em lugares pequenos na Croácia, cada cidade, cada pedra, faz parte de uma história de centenas, milhares de anos que você pode aproveitar. Você encontrará paisagens lindas, nadar em mares quentes e muito seguros, sem tubarões, sem perigos. Você pode velejar, você pode ir a alugares que poderá ficar completamente sozinho e aproveitar a natureza. Ou você pode visitar os vários monumentos históricos, eventos culturais e explorar nossa culinária, visitar os parques naturais onde há uma série de lagos e cachoeiras. Na parte continental da Croácia você pode aproveitar as festividades, em Istria há as melhores trufas do mundo, muita música e Carnaval. É algo que compartilhamos com o Brasil. Em Rijeka, minha cidade natal, temos diferentes eventos, mas no último fim de semana do carnaval, é absolutamente maravilhoso.

 



Espanha e Portugal estudam uma candidatura conjunta para a Copa do Mundo de 2030 (Foto: Odd Andersen/AFP)

Depois de vencer sua primeira Copa do Mundo em 2010, a Espanha busca agora voltar a sediar um Mundial de seleções, repetindo o que aconteceu em 1982. E o desejo é tanto que a federação local já levantou dois cenários possíveis para vencer a concorrência, sendo um deles, inclusive, repetir o que fizeram Estados Unidos, Canadá e México, que entraram de forma conjunta para vencer a disputa da competição em 2026.

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De acordo com a rede de rádio espanhola Cadena Ser, Pedro Sánchez, primeiro ministro da Espanha, e o presidente da federação local, Luis Rubiales, se reuniram com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir e se colocar à disposição para sediar a Copa do Mundo de 2030, apontando duas possibilidades a fim de sair na frente da disputa.

O primeiro cenário foi de uma candidatura solo, exatamente como aconteceu de forma vitoriosa outrora para o país, que sediou o Mundial de 1982. A outra possibilidade, porém, é se unir a Portugal e Marrocos para, juntos, promoverem uma candidatura conjunta, repetindo o que irá acontecer em 2026. Esta, porém, seria a primeira envolvendo países de dois continentes diferentes.

A proposta de formar uma aliança é considerada a possibilidade mais plausível, já que a eventual concorrência será diante de mais um conjunto de países. Em outubro de 2017, Argentina, Paraguai e Uruguai oficializaram sua candidatura para sediar o Mundial de 2030, tendo como trunfo para a comemoração do centenário da primeira Copa justamente no país onde tudo começou, no Uruguai, em 1930.



Cheryshev marcou 4 gols na Copa da Rússia (Foto: AFP)

Nome importante na ótima campanha da Rússia na Copa do Mundo, o meia Cheryshev está sendo investigado pelas autoridades da Espanha por um suposto caso de doping. A suspeita veio em decorrência de uma declaração de seu paí à revista russa Sport Weekend.

Ao veículo, Dmitri Chreyshev, ex-jogador e atual treinador do Nizhny Novgorod, revelou que seu filho havia aplicado uma injeção com “hormônio de crescimento” meses antes do Mundial. No entanto, a Federação Russa de Futebol argumentou que os procedimentos eram legais.

Diante desse cenário, Margarita Pakhnotskaya, vice-diretora geral da agência anti-doping da Rússia, conversou com Cheryshev e seu pai para esclarecer o assunto. Posteriormente, foi enviado um relatório à Agência Espanhola de Proteção à Saúde (Aepsad) e à Agência Mundial Anti-Dopiong (Wada). Porém, nesta sexta-feira, uma porta-voz de Pakhnotskaya confirmou que está “investigando o caso junto com as autoridades espanholas”.

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Segundo o jornal inglês The Telegraph, o procedimento usado pelo jogador só poder ser considerado doping caso seja sem acompanhamento médico, resultando em uma punição que pode chegar a quatro anos de afastamento do esporte.

 



Alemanha busca se restruturar após eliminação precoce no Mundial (Foto: Christof Stache/AFP)

A Liga das Nações da Uefa começa nesta quinta-feira em grande estilo, com os choque das duas últimas campeãs mundiais. A França, atual campeã, visita a Alemanha, que ganhou a edição de 2014, na Allianz Arena, em Munique, na Alemanha, às 15h45 (de Brasília). O torneio foi criado pela Uefa no sentido de dar atividade e melhorar a qualidade dos jogos de seus membros em datas reservadas pela Fifa para amistosos. Mas há quem diga que é o começo de uma luta da entidade com a Fifa para promover um torneio de mais interesse do que a Copa do Mundo.

As equipes são divididas em quatro ligas, conforme as suas colocações no Ranking de seleções da Uefa. Assim, a Liga A conta com as grandes forças do continente e a Liga D, por exemplo, com as equipes mais fracas. Esta primeira fase será disputada até novembro, com as seleções se enfrentando dentro de seus respectivos grupos pertencente as suas ligas. Os ganhadores de cada grupo disputariam as semifinais e finais.

A Liga das Nações da Uefa não substitui as Eliminatórias para a Eurocopa, porém, as seleções mais bem qualificadas no Ranking da Uefa, que não se qualificaram para o torneio e participaram da Liga das Nações da Uefa, vão poder disputar um playoff para garantir mais quatro vagas na Eurocopa.

A primeira rodada que começa nesta quinta-feira se estende até sábado. O duelo entre as duas últimas campeãs mundiais é a principal atração. O técnico da França, Didier Deschamps, manteve o elenco que conquistou a Copa do Mundo em julho, derrotando a Croácia por 4 a 2 na decisão.

França é a atual campeã da Copa (Foto:Frank Fife/AFP)

Na Alemanha, convocada por Joachim Löw, a principal ausência é a do volante Sami Khedira, que parece não fazer mais parte dos planos. O meia Mesut Özil e o atacante Mario Gomez, que renunciaram à seleção alemã, também não integram o plantel. O treinador foi criticado por mudar pouco em relação ao plantel que fracassou na Copa do Mundo, sendo eliminado ainda na fase de grupos com direito a uma derrota de 2 a 0 para a Coréia do Sul.

“Aos poucos vamos construindo um grupo forte para a disputa da próxima Eurocopa. Do mesmo modo que tudo não estava certo quando ganhamos a Copa do Mundo em dois mil e quatorze, nem tudo está errado agora que saímos na primeira fase na Rússia. É importante sempre encontrar um equilíbrio para que as coisas possam seguir em evolução. Isso em qualquer ramo e no futebol não é diferente”, disse o treinador da Alemanha.

Na estreia de Ryan Giggs como técnico, País de Gales recebe a Irlanda em clássico britânico em Cardiff, capital galesa. O duelo é válido pela Liga C.

Abaixo todos os confrontos programados para esta primeira rodada da Liga das Nações da Uefa, respeitando o horário de Brasília:

Quinta-feira
LIGA A
Grupo 1
15h45 Alemanha x França

LIGA B
Grupo 1
15h45 República Tcheca x Ucrânia
Grupo 4
15h45 País de Gales x Irlanda

LIGA C
Grupo 3
15h45 Eslovênia x Bulgária
15h45 Noruega x Chipre

LIGA D
Grupo 1
11h Cazaquistão x Geórgia
15h45 Letónia x Andorra

Grupo 4
13h Armênia x Liechtenstein
15h45 Gibraltar x Macedónia

Sexta-feira
LIGA A
Grupo 3
15h45 Itália x Polónia

LIGA B
Grupo 2
15h45 Turquia x Rússia

LIGA C
Grupo 1
15h45 Albânia x Israel

Grupo 4
15h45 Lituânia x Sérviai
15h45 Romênia x Montenegro

LIGA D
Grupo 3
15h45 Azerbaijão x Kosovo
15h45 Ilhas Faroé x Malta

Sábado
LIGA A
Grupo 2
13h Suíça x Islândia

Grupo 4
15h45 Inglaterra x Espanha

LIGA B
Grupo 3
10h Irlanda do Norte x Bósnia

LIGA C
Grupo 2
13h Finlândia x Hungria
15h45 Estônia x Grécia

LIGA D
Grupo 2
13h Bielo-Rússia x San Marino
15h45 Luxemburgo x Moldávia



Parreira foi o coordenador técnico do Brasil na última Copa (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Coordenador técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia e atualmente chefe do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, Carlos Alberto Parreira analisou o último Mundial de alguns craques. O ex-treinador estará presente em uma Conferência de Futebol, realizada pela entidade esportiva, que será realizada em Londres, Inglaterra, no dia 23 de setembro.

“Havia muita expectativa em torno de Lionel Messi e Neymar, mas infelizmente eles não podiam fazer tudo o que os fãs esperavam deles. Cristiano Ronaldo é um tipo diferente de talento e ele realmente se aplica em um sentido técnico. Mbappé mostrou que é um grande jogador, enquanto a Bélgica tinha Hazard, que era o jogador de destaque da competição, juntamente com Modric, da Croácia”, disse Parreira, para o site oficial da Fifa.

O comandante da conquista Mundial de 1994, pelo Brasil, também avaliou a importância de um grupo forte, mas destacou a necessidade de alguns craques no plantel.

“Você não pode vencer a Copa do Mundo apenas com talento, mas também não pode ganhar sem talento, desde que jogue pela equipe. Eles dizem que as equipes ganham troféus e que jogadores talentosos vencem partidas. Eles podem fazer o inesperado, o fora do comum”, afirmou o ex-técnico.

Por fim, Parreira comentou sobre as novas tendências do futebol mundial e explicou qual foi a principal chave do sucesso das seleções na Copa de 2018.

“A posse da bola não é mais uma obrigação. As equipes estavam mais preocupadas em jogar em espaços menores, em permanecer compactos e entrar na metade oponente o mais rápido possível, e ganharam como equipes, com talentos individuais jogando para suas equipes”, concluiu.



Deschamps é um dos concorrentes ao prêmio de melhor treinador (Foto: Frack Fife/AFP)

Apesar do título na Copa do Mundo da Rússia, a França não teve um representante entre os finalistas do prêmio de melhor do mundo. Os indicados ao título deste ano são: o português Cristiano Ronaldo, da Juventus, o egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, e o croata Luka Modric, do Real Madrid. Para Didier Deschamps, treinador da seleção francesa, a escolha foi equivocada.

“Acho que deveria ter uma francês. Não só por ter ganhado a Copa mas também pela temporada que fizeram. Estou decepcionado por eles. Ao menos deveriam estar entre os três finalistas”, opinou em entrevista coletiva concedida no Centro de Treinamento do time, em Clairefontaine.

Em contrapartida, o comandante francês está entre os finalistas a melhor técnico, junto do compatriota Zinedine Zidane, ex-Real Madrid, e do croata Zlatko Dalic, responsável por levar seu país ao inédito vice-campeonato mundial.

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Reunida pela primeira vez desde a conquista da Copa do Mundo, a França se prepara para enfrentar a Alemanha em partida amistosa nesta quinta-feira. Quatro dias depois, o time encara a Holanda, pela primeira rodada da Liga das Nações, torneio recém-criado pela Uefa.