Lionel Messi chegou neste sábado à Argentina para se despedir de seu pai, Jorge, que morreu durante a madrugada e deixou o ídolo sem seu principal pilar emocional, que o acompanhou durante toda a carreira.
Em um avião particular vindo dos Estados Unidos, o astro argentino chegou à sua cidade natal, Rosário, acompanhado da companheira, Antonela Roccuzzo, e dos filhos, a maioria vestida de preto, constatou a AFP no local.
Our hearts are with our captain, Leo, and the entire Messi family. pic.twitter.com/nJ3umEpirU
— Inter Miami CF (@InterMiamiCF) August 8, 2026
Último adeus
Após pousar às 20h40 no horário local (23h40 GMT), segundo autoridades aeroportuárias, Messi entrou em uma caminhonete acompanhada por viaturas policiais.
Jorge Messi será enterrado em um cemitério em Pérez, cidade vizinha de Rosário, ao norte de Buenos Aires.
Do lado de fora do cemitério, havia viaturas policiais e alguns torcedores que se reuniram para prestar apoio ao ídolo.
"Você vê que não é fácil se despedir de um pai. E ainda mais quando você sabe o sacrifício que ele fez por ele. Ele saiu daqui, de Rosário, quando era pequeno, e lutou, lutou e lutou. Conseguiu chegar onde chegou", disse Roberto Celudero à AFP.
O pai de Messi morreu no sábado, às 2h no horário local (5h GMT), informou em comunicado o Sanatório Centro, que esclareceu que, "por respeito à privacidade da família, não serão fornecidos mais detalhes sobre as circunstâncias médicas do falecimento".
Jorge Messi foi uma figura fundamental durante toda a carreira do filho. Foi seu primeiro treinador nos "potreiros", como são conhecidos os terrenos baldios transformados em campos de futebol improvisados, e seu único companheiro nos difíceis primeiros anos em Barcelona, antes de se tornar seu empresário e negociar contratos milionários.
Também era a pessoa com quem Leo costumava analisar seu desempenho após cada partida. "Meu pai me ajudou muito. Ele é muito crítico comigo. Isso fez com que eu sempre quisesse me superar", afirmou o ídolo argentino em entrevista à DirecTV Sports, em 2022.
O mundo se solidariza com o camisa 10
A morte de Jorge Messi provocou uma onda de mensagens de condolências no mundo do futebol.
O Barcelona, clube onde Lionel construiu boa parte de sua lenda, lamentou a perda e agradeceu ao pai do craque por confiar ao clube "os primeiros passos e os anos de máximo esplendor" da carreira de seu filho.
A seleção argentina, com a qual Messi conquistou a Copa do Mundo de 2022, no Catar, e disputou as finais de 2014, no Brasil, e de 2026, na América do Norte, também se despediu do pai de seu capitão. "Muita força, Leo Messi e família. Estamos com vocês neste momento difícil", publicou a Albiceleste.
O Inter Miami, clube de Messi desde julho de 2023, fez um minuto de silêncio na noite deste sábado antes da partida contra o Monterrey, pela Leagues Cup. Os companheiros do argentino também disputaram o jogo usando uma faixa preta nos braços.
"Família Inter Miami, pedimos que se levantem e nos acompanhem em um minuto de silêncio em memória de Jorge Messi, pai do nosso capitão", foi ouvido nos alto-falantes do Nu Stadium, em Miami.
Amigo e companheiro de Messi no Inter Miami e na seleção argentina, Rodrigo de Paul abriu o placar aos 32 minutos e tirou sua camisa, de número 7, para mostrar outra, com o número 10 de Messi, que usava por baixo.
Companheiros de trajetória
Jorge Messi, nascido em 1958, era funcionário do setor metalúrgico e treinador das categorias infantis do clube de bairro Grandoli, em Rosário, onde comandou seu filho Lionel, então com quatro anos.
"Eu me lembro de Jorge como um homem muito simples, apenas mais um entre todos os pais que vinham assistir àquela categoria", disse à AFP Adrián Coria, que treinou Lionel Messi nas categorias de base do Newell's Old Boys, de Rosário.
Anos depois, Coria viajaria a Barcelona para integrar a comissão técnica do treinador Gerardo Martino. Ao chegar, encontrou Jorge e Lionel no aeroporto. "Os dois vieram, me abraçaram e me parabenizaram pelo lugar onde eu havia chegado (...) ele não tinha mudado em nada", contou.
A vida de Jorge Messi mudou completamente em 2000, quando se mudou para a Espanha para que Lionel, então com 13 anos, ingressasse no Barcelona e continuasse seu tratamento para deficiência do hormônio do crescimento.
Ele deixou seu trabalho e sua família na Argentina para enfrentar esse desafio ao lado de Lionel, o que fortaleceu ainda mais a união entre os dois.
Entre suas conquistas, Jorge conseguiu fechar o primeiro contrato de Lionel com o Barcelona e posteriormente acompanhou o filho como empresário no clube catalão, no Paris Saint-Germain e no Inter Miami.
*Conteúdo produzido pela AFP
Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp