COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Maradona não poupou críticas a Sampaoli (Foto: Juan Mabromata/AFP)

A Argentina estreou na Copa do Mundo da Rússia com um empate por 1 a 1 diante da modesta Islândia. O resultado não agradou nada o ídolo argentino Diego Armando Maradona, que não poupou críticas a Sampaoli, treinador da seleção. Em outras oportunidades, o ex-jogador já havia deixado claro que não gostava do estilo de jogo imposto pelo comandante e disse que se o time continuar jogando assim Sampaoli não deveria nem voltar para o país.

“Jogando desta maneira, Sampaoli não pode voltar para a Argentina. É uma vergonha não ter uma jogada preparada. Sabendo que os islandeses medem 1,90, batemos todos os escanteios para cabecear. Não fizemos uma jogada curta” declarou Maradona durante o programa que apresenta na emissora TeleSur.

O astro argentino ainda disse que a responsabilidade da má fase da seleção é exclusivamente do treinador, eximindo os jogadores de qualquer culpa. “Eu não culpo os jogadores, mas posso colocar a culpa no trabalho. Creio que não há, isso ficou claro. Pode ter 25 treinadores com você, mas tem que trabalhar porque vimos que a Islândia tinha mais trabalho do que a Argentina, e isso me dá muita pena”, declarou.

Por fim, o campeão do mundo em 1986 levantou a hipótese de que há um problema de relacionamento no plantel argentino. “Me parece que há uma raiva geral dentro da equipe porque seguramente uma pessoa escuta um, e outra a outra. A verdade, vendo Messi dentro do campo, estava muito quente como eu também”, finalizou.

Os comandados de Jorge Sampaoli voltam a campo no Mundial para encarar a Croácia, na quinta-feira, às 15h (de Brasília), na cidade de Nizhny Novgorod, em duelo fundamental para a classificação.

 



Quem acordou cedo para acompanhar a vitória da Sérvia sobre a Costa Rica por 1 a 0 não viu um grande jogo em âmbito técnico, mas um embate físico e tático que, ainda assim, ficou em segundo plano diante do golaço de Aleksandar Kolarov, que deu aos europeus a estreia com três pontos na Copa do Mundo. Após o triunfo, o lateral valorizou a atuação coletiva, mas reconheceu que o tento foi mais do que importante para o resultado final.

“A falta veio em um momento no qual a partida estava muito difícil e eu sabia que uma boa cobrança mudaria as coisas e a situação do jogo. Foi o que exatamente isso que eu fiz, confiei, executei bem e saímos com a vitória”, disse o autor do gol depois de receber o prêmio de melhor jogador da partida. Posteriormente, aproveitou para dedicar as conquistas ao diretor da seleção, Goran Bunjevcevic.

“Sabíamos que era preciso uma boa atuação e todos estavam dispostos a dar tudo de si. As faltas vinha treinando há algum tempo e ainda bem que na hora certa saiu de forma perfeita. Como capitão desse time, estou muito satisfeito e aproveito para dedicar a vitória e o gol ao diretor Goran Bunjevcevic, que está com problemas de saúde”, completou.

Com três pontos, a Sérvia larga na frente em uma disputa que conta, teoricamente, com Suíça e Costa Rica como forças secundárias do grupo diante do favoritismo do Brasil. Mesmo assim, o camisa 11 freou a empolgação e admitiu já estar pensando no confronto contra a outra seleção europeia do grupo, que medem forças na próxima sexta-feira, em Kaliningrado.

“Tenho certeza que enfrentar a Suíça vai ser muito difícil, mas não podemos querer jogar pelo empate. Queremos ganhar e vamos ver o que nos espera. Esse caráter imprevisível é o melhor do futebol. Agora é justo que a gente comemore uma vitória, mas só um pouquinho!”, brincou Kolarov.



Em sua estreia na Copa do Mundo da Rússia, a Costa Rica não lembrou nem de longe a seleção considerada grande sensação do Mundial do Brasil, em 2014, quando terminou entre as oito melhores. Quatro anos depois, o time, agora comandado por Óscar Ramirez, teve uma tarde ruim e sucumbiu a atuação consistente do time da Sérvia para sair de campo derrotada por 1 a 0.

Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador costa-riquenho teve a impressão de um jogo equilibrado, no qual uma fatalidade determinou o vencedor e o perdedor, algo que poderia acontecer de ambos os lados. Questionado sobre a postura de seus comandados, elogiou o cumprimento à risca da estratégia de jogo planejada anteriormente, utilizando a força dos jogadores de lado.

“Eu penso que foi um jogo bastante equilibrado, com um placar que demonstra isso. Nós deveríamos ter capitalizado nossas oportunidades da maneira como eles fizeram, mas não foi assim. Tivemos nosso plano de jogo e nossas estratégias desempenhadas como era esperado, tentando atacar pelos lados. Fizemos de tudo para não fazer nada de diferente, mas sofremos uma fatalidade, um gol de falta. O que podemos fazer?”, questionou Ramirez.

Apesar da derrota e logo de início uma situação desconfortável no grupo, o treinador não se deixou abalar e manteve firme a confiança de que seu time pode avançar para as oitavas de final. Ao mesmo tempo, ponderou que os próximos adversários, Brasil e Suíça, são de extrema dificuldade.

“Nós vamos jogar contra duas grandes seleções nas próximas duas rodadas, a segunda e a sexta de acordo com o ranking da Fifa (Brasil e Suíça). Vai ser difícil, muito, mas eu disse ao meus jogadores apenas para que acreditem, porque não tem nada acabado”, disse Óscar Ramirez.

Na próxima sexta-feira, a Costa Rica viaja até São Petersburgo, onde mede forças com a Seleção Brasileira, a partir das 9h (de Brasília). Já dia 27, em Nizhny Novgorod, o adversário da vez é a Suíça, às 15h (de Brasília).



A vitória por 1 a 0 sobre a Costa Rica foi um primeiro passo importante para as aspirações da Sérvia na Copa do Mundo. A equipe europeia saiu na frente no grupo E, mas ainda terá pela frente Suíça e Brasil, que se enfrentam na tarde deste sábado.

Após a vitória, o técnico Mladen Krstajic, que comanda a seleção há menos de um ano, desde a demissão de Slavoljub Muslin, elogiou a atitude da equipe na partida. “Meus jogadores tiveram a atitude certa: união”, exaltou o comandante. “Tínhamos de ser uma unidade compacta tanto na defesa quanto no ataque e isso é o mais importante”.

Mladen Krstajic quer a Sérvia com os pés no chão contra Suíça e Brasil (Foto: Emmanuel Dunand)

O treinador também disse que a Sérvia não pode olhar para trás se quiser a classificação para as oitavas de final. “Não ligo para o que já aconteceu”, disse. “Temos que ter os pés no chão e continuar jogando como um time”.

Líder do grupo E até o momento, a Sérvia terá pela frente outros dois desafios na fase de grupos. Na próxima sexta-feira, às 15 horas (de Brasília), o time de Kolarov e Matic enfrenta a Suíça. Já na quarta-feira seguinte (27), o adversário da vez é o Brasil.

Veja também

Decisivo na defesa e na bola parada, Kolarov é o “cara do jogo”

Números mostram equilíbrio em vitória da Sérvia sobre a Costa Rica




Costa Rica e Sérvia não protagonizaram na Cosmos Arena, em Samara, um jogo vistoso aos olhos dos apreciadores do futebol, mas fizeram um duelo interessante em nível tático, com propostas de jogo que, muitas vezes, se chocaram, mas em outros pareceram se complementar. Nesse cenário, quem se superou para ser o “cara do jogo” foi o lateral Kolarov, autor do gol da vitória da seleção europeia, em linda cobrança de falta.

No primeiro tempo equilibrado, mas no qual a Costa Rica pareceu mais estável dentro de seu estilo, Kolarov teve uma atuação defensiva interessante, contendo a transição adversária, que era acelerada desde a reposição do goleiro Keylor Navas até a chegada nos jogadores de lado, sempre incisivos em busca da movimentação dos atacantes ou de Bryan Ruiz, cabeça pensante do meio-campo.

Ofensivamente, entretanto, o jogador da Roma vinha tendo uma atuação discreta. Salvo um chute cruzado nos minutos iniciais, o lateral-esquerdo se prontificou a equilibrar a primeira linha e deixá-la balanceada no momento defensivo, avançando muito pouco ao ataque. Esta missão coube a Ivanovic, que atuou pelo lado direito sérvio.

Parecia mesmo que a atuação atrás do meio-campo seria o grande destaque da partida do lateral, não fosse a falta sofrida por Mitrovic na intermediária direita. Especialista no quesito, Kolarov cobrou com extrema perfeição e, assim que a bola passou pela barreira, Navas nada pôde fazer para evitar as redes estufadas. Ao sair para comemorar, o camisa 11 não só abriu o placar, como garantiu a vitória da Sérvia.



Na manhã deste domingo, a Sérvia saiu na frente no grupo E da Copa do Mundo, que também tem Brasil e Suíça, com vitória por 1 a 0 sobre a Costa Rica. A partida teve chances para as duas equipes e foi decidida na bola parada: uma falta cobrada com maestria por Kolarov que venceu Keylor Navas. Os números da partida comprovam o equilíbrio visto em campo.

As equipes se equivaleram com a bola no pé. A posse de bola foi dividida igualmente, com 50% para cada lado, e o aproveitamento nos passes, 83%, foi o mesmo para as duas seleções. Quanto aos passes, a diferença é pequena: a Costa Rica trocou mais passes (355 passes certos) e priorizou toques curtos, enquanto a Sérvia apostou em bolas mais longas e trocou menos passes (322 passes certos).

Melhor em campo, Kolarov foi o fator que desequilibrou a partida contra a Costa Rica (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

No ataque, as seleções também tiveram desempenho semelhante. A Costa Rica finalizou três vezes na direção do gol de Stojkovic, três vezes para fora e teve quatro chutes bloqueados pela defesa. Já a Sérvia chutou três bolas na direção do gol de Keylor Navas, outras cinco para fora e teve dois chutes travados.

Na defesa, mais equilíbrio. A defesa costarriquenha roubou 38 bolas, bloqueou dois chutes e cometeu 18 faltas, enquanto a defesa sérvia, que se mostrou um triunfo da equipe, recuperou 42 bolas, travou quatro chutes e cometeu 15 faltas.

E foi justamente por causa de uma destas 18 faltas que a Costa Rica, apesar de equilibrar o jogo, saiu de campo com derrota. O lateral esquerdo Kolarov, que, junto com Ivanovic pela direita, foi importante na defesa, decidiu a partida com cobrança de falta indefensável para Keylor Navas. O gol decisivo e a performance defensiva fizeram de Kolarov o cara do jogo.



O primeiro jogo da Copa do Mundo deste domingo não foi grandioso em qualidade técnica, mas foi um duelo tático interessante de duas seleções que chegam como francos-atiradores na Rússia e um golaço que definiu a partida. Em Samara, na Cosmo Arena, a Sérvia contou com uma cobrança de falta excepcional de Kolarov para vencer a Costa Rica por 1 a 0, pelo grupo E.

O primeiro tempo foi equilibrado, mas de momentos bastantes distintos. Depois de um início empolgante, as propostas passaram a ser menos agressivas e o cenário se tornou da Sérvia com posse da bola, mas pouca efetividade, enquanto a Costa Rica apostava nas transições rápidas para tentar surpreender. Se Milinkovic-Savic perdeu a melhor chance do jogo, do outro lado Ureña, Calvo e Giancarlo González levaram perigo, mas ninguém balançou a rede.

Os 45 minutos finais fizeram com que a partida se encaminhasse para outra dinâmica, principalmente pelo gol logo no início. Aos 10, Mitrovic acabou calçado por Guzmán perto da área e na cobrança de falta brilhou a estrela de Kolarov. O lateral bateu com perfeição e Keylor Navas nada pôde fazer. No decorrer da partida, virou um verdadeiro ataque contra a defesa, mas os costa-riquenhos pouco assustaram o goleiro Stojkovic.

Na próxima rodada, a Costa Rica terá a missão de se recuperar contra um adversário que se desenha indigesto. Na próxima sexta-feira, em São Petersburgo, o duelo é contra a Seleção Brasileira. Já a Sérvia tenta garantir mais um triunfo a fim da classificação contra a Suíça, também na sexta, em Kaliningrado.

O JOGO

Um começo empolgante e nada mais

O duelo de costas-riquenhos e sérvios começou de forma até surpreendente, com muita intensidade e dois times muito a fim de propor o jogo para abrir o marcador em Samara. Logo no primeiro minuto, os europeus chegaram com perigo, mas a conclusão do lance teve um cabeceio de Mitrovic que ficou pelo caminho. A resposta sérvia veio pela bola parada, um escanteio, que Gonzáles testou nas mãos de Stojkovic.

A primeira chance mais clara da partida foi da Costa Rica, aos 11 minutos, novamente com Gonzáles. O zagueiro subiu sozinho dentro da pequena área, mas o cabeceio ganhou altura e saiu raspando o travessão. Enquanto isso, a Sérvia já se comprometia a tocar a bola em busca de espaços, que pouco encontrava. As melhores jogadas saíam pelo lado direito, com Ivanovic e Savic, mas sem muita efetividade.

Chances esparsas e jogo de muito toque, mas pouco chute

Os números do jogo dizem muito a respeito da sequência da partida, a partir dos 15 minutos. Com mais de 60% de posse de bola, a Sérvia encontrava dificuldades para infiltrar com passes e um dos melhores do time nesse quesito, Matic, teve primeiro tempo apagado. Uma das alternativas passou a ser a ligação pelo alto e dessa forma, por pouco, Milinkovic-Savic não abriu o placar. Ele recebeu ótima bola de Kolarov, saiu na cara de Navas, que fechou bem o ângulo, contou com o chute fraco e fez a defesa.

Final esperançoso da Costa Rica

Duas chances da Costa Rica na reta final deixaram o jogo mais emocionante a atrativo. Aos 38, Ureña aproveitou a falha na saída de Tosic, recuperou, limpou a marcação e testou de longe, mas para fora. Três minutos depois, foi Calvo quem arriscou e, apesar de passar rente a trave, também saiu pela linha de fundo.

Segundo tempo com a Sérvia melhor e na frente do placar

O segundo tempo começou com a Sérvia fazendo o que pouco fez nos 45 minutos iniciais: finalizando. Aos quatro minutos, Mitrovic perdeu uma chance claríssima de gol. Na tabela com Milinkovic-Savic, o atacante recebeu na cara de Navas, que se agigantou e fez grande defesa para manter a igualdade no placar.

Entretanto, o 0 a 0 não durou muito. Na verdade, mais seis minutos, quando Guzmán derrubou Mitrovic. Na cobrança, da intermediária direita, Kolarov fez uma pintura: colocou a bola no ângulo de Navas, que depois que a bola passou pela barreira pouco pôde fazer.

Costa Rica, na tentativa do gol, povoando o ataque

Atrás no placar, a Costa Rica mudou a postura e tentou povoar o campo ofensivo da Sérvia. A alternativa encontrada, porém, não se refletiu a correta: jogar bola na área. Mais altos, os europeus se sobressaíram, correram poucos riscos e, além disso, chegaram com perigo em alguns contra-ataques. Destaque para a atuação de Milinkovic-Savic, que controlou muito bem e dominou o meio-campo.

Na reta final, já nos acréscimos, uma confusão tomou conta do jogo. A fim de acelerar a partida, um membro da comissão técnica da Costa Rica tentou pegar a bola que havia saído pela lateral, mas teve de conter a empolgação de Matic. Os dois se estranharam, mas tudo foi contornado pelo árbitro de Senegal.

No último lance, apesar do impedimento, Bolaños perdeu uma chance incrível para a Costa Rica na cara do goleiro. Resultado final: 1 a 0 para Sérvia.

FICHA TÉCNICA
COSTA RICA X SÉRVIA

Local: Cosmos Arena, em Samara (Rússia)
Data: 17 de março de 2018 (Domingo)
Horário: 9 horas (de Brasília)
Árbitro: Malang Diedhiou (Senegal)
Assistentes: Djibril Camara (Senegal) e El Hadji Samba (Senegal)

GOL:
Sérvia: Kolarov, aos 11 minutos 2T

CARTÕES AMARELOS
Costa Rica: Francisco Calvo, Guzmán
Sérvia: Ivanovic, Aleksandar Prijovic

COSTA RICA: Keylor Navas; Giancarlo González, Oscar Duarte e Johnny Acosta; Cristian Gamboa, David Guzmán (Daniel Colindres), Celso Borges, Francisco Calvo; Bryan Ruiz, Johan Venegas (Christian Bolaños) e Marcos Ureña (Joel Campbell)
Técnico: Oscar Ramirez

SÉRVIA: Vladimir Stojkovic; Branislav Ivanovic, Nikola Milenkovic, Dusko Tosic e Aleksandar Kolarov; Nemanja Matic, Luka Milivojevic, Sergej Milinkovic-Savic, Dusan Tadic (Antonio Rukavina) e Adem Ljajic (Filip Kostic); Aleksandar Mitrovic (Aleksandar Prijovic)
Técnico: Mladen Krstajic