COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
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Empate por 1 a 1 eliminou Taiti (vermelho) e classificou Nova Caledônia para próxima fase (Foto: Phototek/Divulgação)

Sensação da Copa das Confederações de 2013, o Taiti não estará na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Neste domingo, a seleção empatou com a Nova Caledônia por 1 a 1 em casa e ficou de fora da Copa das Nações da Oceania, que equivale às Eliminatórias do continente para o Mundial.

O time visitante saiu na frente contra o Taiti aos 35 minutos do segundo tempo, com um gol de Bertrand Kai. Os mandantes empataram o placar já nos acréscimos, com Teaonui Tehau, mas já era tarde demais.

Com o resultado, a equipe neocaledônia passa de fase pelo saldo de gols e enfrenta a Nova Zelândia na próxima fase. A liderança do Grupo A ficou com Papua Nova Guiné, que ainda neste domingo goleou a Samoa por 8 a 0 e pegará Ilhas Salomão na terceira etapa das Eliminatórias.



Foto: Divulgação/PhototekNZ
Vitória por 1 a 0 leva seleção à próxima fase das Eliminatórias da Oceania (Foto: Divulgação/PhototekNZ)

Na manhã deste sábado, a Nova Zelândia sofreu para vencer as Ilhas Salomão por 1 a 0, em jogo disputado em Port Moresby, na Papua Nova Guiné. Com o resultado, os All Whites passam pela segunda fase das Eliminatórias da Oceania para a Copa do Mundo de 2018 com 100% de aproveitamento no Grupo B.

Após pressionar o adversário durante toda a partida, o time da Nova Zelândia conquistou o gol da vitória apenas aos 35 minutos do segundo tempo, quando Ridenton cruzou para o zagueiro Luke Adams tocar de cabeça para o fundo das redes.

A vitória leva os neozelandeses à terceira fase das Eliminatórias, quando os quatro melhores times da segunda fase se enfrentam e a melhor seleção se classifica para a repescagem contra o quinto colocado das Eliminatórias Sul-Americanas. Apesar da derrota, o time de Ilhas Salomão também passou de fase com a segunda posição.

Nova Zelândia e Ilhas Salomão conhecerão seus adversários da próxima fase neste domingo, quando serão decididos os classificados do Grupo A. Nova Caledônia, Taiti e Papua Nova Guiné ainda brigam por uma vaga.



Sindicato de atletas denuncia crueldade em obras; AI também já apontou problemas (Foto:Reprodução/Twitter)
Sindicato de atletas denuncia crueldade em obras; AI também já apontou problemas (Foto:Reprodução/Twitter)

As obras dos estádios que sediarão a Copa do Catar, em 2022, foram novamente criticadas por conta dos maus tratos aos trabalhadores locais. Nesta terça-feira, o sindicato mundial de atletas profissionais (FifPro) divulgou um vídeo para cobrar melhores condições.

De acordo com a contagem, atualmente, cerca de 5 mil trabalhadores cumprem funções nas obras do Catar. Porém, a projeção dá conta de que, até 2018, pelo menos 36 mil trabalhadores estejam dando andamento às obras.

“As condições de trabalho no Catar são cruéis. Eles [trabalhadores estrangeiros] trabalham como escravos. O futebol não pode aceitar isso”, afirmou Tom Hogli, jogador norueguês. “Podemos evitar uma situação assim no Catar se a Fifa respeitar as normas”, cobrou Mads Oland, diretor do sindicato de atletas da Dinamarca.

Em janeiro, a Anistia Internacional (AI) produziu um relatório sobre as condições subumanas dos estrangeiros no Catar. Entre os apontamentos, ficou registrado que todos são submetidos a jornadas de trabalho extra sem nenhum respaldo médico ou legal.

Uma das diretoras da Anistia Internacional, a alemã Regina Spottl, registrou que exercem atividades braçais por até 16 horas seguidas, durante seis dias por semana. No entanto, os responsáveis pela organização do torneio refutaram qualquer desrespeito à legislação trabalhista do país.

“O trabalho tem sido feito. Leis estão sendo alteradas e há mais fiscalização do governo. Progressos têm sido feitos com relação às acomodações, o resultado vem sendo entregue. Sempre defendemos que a Copa é um catalisador para uma mudança positiva”, reforçou Hassan al-Thawadi, secretário-geral do comitê que organiza o torneio.



Low convocou alemães para Euro e deu espaço às novidades (Foto:John Macdougall/AFP)
Low convocou alemães para Euro e deu espaço às novidades (Foto:John Macdougall/AFP)

Tendo conquistado seu último título europeu em 1996, com Jurgen Klinsmann – hoje técnico dos Estados Unidos – ainda como jogador, a seleção da Alemanha divulgou, nesta terça-feira, a pré-lista com 27 atletas inscritos para a Eurocopa da França, que acontecerá a partir de 10 de junho.

Campeão do mundo em 2014, o técnico Joachim Low ainda deve cortar quatro atletas até a relação final, que tem planos para ser divulgada até o fim do mês. Dos pré-listados, 13 atletas estiveram no Brasil durante a campanha que culminou no tetracampeonato mundial.

São eles o goleiro Manuel Neuer; os zagueiros Hummels, Mustafi e Boateng; os meias Khedira, Kroos, Ozil, Schweinsteiger, Gotze e Draxler; e os atacantes Podolski, Schurrle e Thomas Muller.

Novidade entre os que não foram para o Mundial estão o meia Marco Reus – cortado da viagem ao Brasil por conta de lesão meses antes – e o atacante Mario Gomez, que voltou a ser relacionado recentemente. Jovens como Bellarabi, do Leverkusen, e Kimmich, do Bayern de Munique, foram as apostas.

Alguns destaques da Alemanha no Mundial, e que ficaram de fora, foram o lateral Phillip Lahm, do Bayern de Munique, e o atacante Miroslav Klose, maior artilheiro de todos os mundiais com 15 gols marcados.

Confira a pré-lista completa dos alemães:

Goleiros: Neuer (Bayern de Munique); Leno (Bayer Leverkusen) e Ter Stegen (Barcelona)

Defensores: Mustafi (Valencia); Hector (Colonia); Howedes (Schalke 04); Hummels (Bayern de Munique); Cam (Liverpool); Rudiger (Roma); Boateng (Bayern de Munique); Rudy (Hoffenheim)

Meio-campistas: Khedira (Juventus); Schweinsteiger (Manchester United); Ozil (Arsenal); Reus (Borussia Dortmund); Draxler (Wolfsburg); Gotze (Bayern de Munique); Sané (Schalke 04); Weigl (Borussia Dortmund); Kimmich (Borussia Dortmund)

Atacantes: Schurrle (Wolfsburg); Brandt (Bayer Leverkusen); Bellarabi (Bayer Leverkusen); Podolski (Galatasaray); Mario Gomez (Fiorentina)



Sorokin, chefe da organização do Mundial, é otimista em respeitar prazo (Foto: Alfredo Estrella/AFP)
Sorokin, chefe da organização do Mundial, é otimista em respeitar prazo (Foto: Alfredo Estrella/AFP)

Na Cidade do México para participar do 66º Congresso da Fifa, nesta sexta-feira, o chefe do Comitê Organizador do Mundial da Rússia, Alexei Sorokin, demonstrou otimismo com o fim das obras em 2017, cerca de seis meses antes do início do torneio.

Apesar de estar enfrentando alguns problemas em termos logísticos e estruturais em dois dos estádios, a sede de Lujniki, por exemplo, que receberá a abertura e a final do Mundial, já tem 85% das obras concluídas.

“Ainda temos muita infraestrutura para construir, é verdade, mas não estamos atrasados. No que diz respeito à infraestrutura esportiva, os dois maiores estádios, de São Petersburgo e Lujniki, já estão quase prontos, e os outros sete serão entregues até dezembro de 2017”, comentou em coletiva na última quarta.

Sorokin ainda registrou que em duas sedes, Kaliningrado e Samara, problemas estruturais tem atrapalhado os trabalhos nos canteiros de obra.

“Em Samara duas vigas arrebentaram, mas isso aconteceu há dois dias e as obras já devem ter sido retomadas. Também existem discussões com relação ao custo, mas os contratos têm que ser respeitados. Em Kaliningrado existe um problema com o solo, o excesso de água. Mas a construção não está parada”, explicou.

Colin Smith, diretor de competições da Fifa, garantiu que a entidade máxima do futebol segue de longe todas as iniciativas russas na construção da infraestrutura do Mundial. “Não temos nenhuma informação sugerindo atrasos. No momento, estamos otimistas”, comentou.

No último Mundial, disputado no Brasil, o atraso nas preparações irritou a Fifa. À época, o secretário-geral Jérôme Valcke – hoje suspenso do futebol por 12 anos – reclamou com a organização do torneio, admitindo que o País precisava de um “chute no traseiro” para estimular as obras.



Preparação da arbitragem para os mundiais de 2018 e 2019 promete ser inovadora (Foto:Reprodução/Twitter)
Preparação da arbitragem para os mundiais de 2018 e 2019 promete ser inovadora (Foto:Reprodução/Twitter)

Preocupada em preparar bem as comissões de arbitragem para os próximos mundiais, tanto no futebol feminino quanto no masculino, a Fifa deverá investir na capacitação dos árbitros quanto aos aspectos táticos e estratégicos do jogo. Em comunicado expedido nesta quarta, a entidade máxima do futebol afirma que já tem um planejamento em curso.

Desde a semana de seminários dirigidos aos árbitros, realizada em Miami, no fim de abril, a Fifa vem pesquisando e consultando estudiosos para saber a melhor forma de implementar o programa. Jean-Paul Brigger, encarregado do departamento de desenvolvimento técnico, mergulhou em projetos para descobrir o mote da iniciativa.

O objetivo principal é entender melhor o jogo, prevenir jogadas e, com isso, melhorar a colocação e a tomada de decisão por parte dos árbitros.

“Se você sabe que uma equipe pressiona os defensores contrários quando eles têm a posse da bola, isso já tem uma repercussão direta na sua colocação como árbitro. Com uma maior possibilidade de tomar uma decisão, o árbitro teria que permanecer mais perto da jogada”, comentou.

A nota da Fifa esbanja otimismo com relação a uma melhora no nível da arbitragem a partir da implantação do programa. No entanto, o chefe do departamento de arbitragem, Massimo Bussaca, sabe que os erros sempre estarão presentes, em se tratando de seres humanos com diferentes percepções.

“Os erros sempre vão estar aí, mas o que importa é lutarmos para melhorarmos o nível. Um árbitro que, em dez ocasiões importantes, comete um erro, pode ser um árbitro dos melhores. Agora, aquele que comete dois ou três erros não é chamado como tal”, falou.



Entidade afirma que irá supervisionar e garantir condições justas para trabalhadores de obras dos estádios (Foto: Divulgação)
Entidade afirma que irá supervisionar e garantir condições justas para trabalhadores de obras dos estádios (Foto: Divulgação)

Ao final de sua visita de dois dias ao Catar, o presidente da Fifa, Gianni Infantino anunciou nesta sexta-feira a criação de um órgão de supervisão com membros independentes para monitorar as condições de trabalho e garantir jornadas de bem-estar decente nas obras dos estádios para a Copa de 2022.

“Ao longo das últimas semanas tenho acompanhado de muito perto as discussões sobre a Fifa e os Direitos Humanos, particularmente em torno da Copa do Mundo da Fifa de 2022 no Catar. Eu vi as medidas tomadas pelo Comitê Supremo e estou confiante de que estamos no caminho certo”, comentou Infantino.

A entidade planeja, com a fiscalização, criar uma referência em termos de condições sustentáveis e justas de trabalho para que no futuro, todos os trabalhadores do Catar usufruam de melhores direitos, independentemente de seu setor. Assim, o combate as denúncias de trabalho escravo e situações exploradoras nas jornadas de trabalho no país poderá ser eficaz não só para a Copa, mas para as demais atividades assalariadas.

Infantino reiterou que, como um órgão esportivo global, a principal responsabilidade da Fifa é organizar os eventos relacionados a futebol. No entanto, questões trabalhistas, especialmente no setor da construção são um desafio global, e, portanto, exige colaboração de todos para que avanços sejam alcançados. “Levamos nossa responsabilidade a sério e estamos empenhados em fazer a nossa parte”, concluiu o presidente.



Infantino espera testar tecnologia, assim como no Brasil, no Mundial da Rússia (Foto: Natalia Kolesnikova/AFP)
Infantino espera testar tecnologia, assim como no Brasil, no Mundial da Rússia (Foto: Natalia Kolesnikova/AFP)

Em sua primeira visita à Rússia, próxima sede da Copa do Mundo, desde que foi eleito presidente da Fifa, em fevereiro passado, Gianni Infantino teceu elogios à preparação do país para sediar o evento. Em tempo, enxerga de forma promissora a introdução de tecnologias para ajudar o desenrolar do jogo.

Depois de a International Board – órgão do futebol mundial que delibera com relação às decisões envolvendo a arbitragem – aprovar, no início de março, um período de testes de dois anos para verificar a eficácia dos vídeos na avaliação dos árbitros, o presidente da Fifa se mostrou esperançoso que o recurso seja usado no Mundial.

Com o período de testes expirando, teoricamente, em março de 2018, há tempo hábil para que a implantação da tecnologia aconteça até a Copa. O Mundial disputado no Brasil, em 2014, já trouxe a inovação do tira-teima – que a partir de um sensor podia acusar ou não se a bola havia entrado no gol.

“Os testes vão começar e levarão dois anos. Isso significa que saberemos até março de 2018 se funciona ou não. Espero mesmo que a Copa na Rússia será a primeira na qual o auxílio do vídeo será usado para contribuir para uma arbitragem melhor. Isso pode ser uma nova mensagem forte para o futebol”, comentou.

Após visita ao Estádio Loujniki, que está sendo remodelado para sediar a final do torneio, Infantino parabenizou o prefeito de Moscou, e as autoridades russas como um todo, pelo ritmo das obras. “Estou parabenizando a Rússia, mas isso não quer dizer que ela possa relaxar. O diabo está nos detalhes”, declarou.

Passada a reunião com o ministro dos Esportes, Vitaly Mutko, Infantino deve se encontrar, nesta quarta, com o presidente Vladimir Putin – então apoiador de Blatter – para participar de uma reunião do conselho da Federação Russa.

Na sequência, o presidente da Fifa embarcará ao Catar para conferir as instalações que devem receber o Mundial de 2022.



Mandatário não poupou críticas à Copa no Catar e se safou sem punições (Foto: John Thys/AFP)
Mandatário não poupou críticas à Copa no Catar e se safou sem punições (Foto: John Thys/AFP)

Foi definido nesta terça-feira, através de julgamento em corte em Dusseldorf, na Aleamanha, que o ex-presidente da federação local, Theo Zwazinger, não receberá sanção alguma por ter afirmado que o Catar é “um câncer para o mundo do futebol” em janeiro deste ano.

O dirigente disparou a afirmação em meio aos rumores de que o Catar utiliza trabalho escravo nas obras para sediar a Copa do Mundo de 2022, questionando a legalidade da realização do principal evento futebolístico do planeta no país.

A Justiça alemã, no entanto, não entendeu que os comentários tinham o intuito de difamar o Catar como país, mas sim questionar os métodos usados para que a Copa seja realizada.

“As declarações não têm relação com uma difamação pública da Associação de Futebol Catar, mais sim sobre a legalidade e as verificações acerca da atribuição da Copa de 2022 no Catar, que estavam em pauta”, diz um comunicado.

Zwazinger, em sua defesa, afirmou não ter se referido ao povo do Catar em seu comentário. O dirigente, entretanto, é parte envolvida em investigação que levanta suspeitas de atividades irregulares para a realização da Copa de 2006 na Alemanha.



O Rei do Futebol combate a corrupção com otimismo (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O Rei do Futebol combate a corrupção com otimismo (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Grande defensor da realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 – inclusive no período em que os protestos contra o torneio se avolumaram –, Pelé também é favorável à disputa das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Para ele, a população precisa esquecer o que possa ter dado errado dois anos atrás e apoiar os Jogos.

“Passado é passado”, disse Pelé, espontaneamente, ao se pronunciar em um evento da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) realizado no Clube Esperia, na quinta-feira. “Tenho escutado duas ou três perguntas querendo comparar Olimpíada com Mundial, mas nós, brasileiros, devemos passar uma borracha no passado. Vamos fazer uma boa Olimpíada para que o mundo veja o Brasil como ele é. Bola para a frente.”

Na época da Copa do Mundo, Pelé afirmava que o povo deveria fazer qualquer manifestação somente após o evento, para não prejudicar o esporte e a imagem do País. Um ano mais tarde, eclodiu-se uma crise política na Fifa, com os banimentos do presidente Joseph Blatter e do secretário Jérôme Valcke, e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que teve o mandatário José Maria Marin preso no exterior. Estádios como o de Itaquera ainda se tornaram alvos de investigações na Operação Lava Jato por suporto pagamento de propinas, e algumas obras de mobilidade urbana não saíram do papel.

“A corrupção surpreende todo o mundo, não só a mim. É bem difícil para um brasileiro que faz parte do futebol sair pelo mundo ouvindo um monte de coisas em todos os lugares. Até no Japão e na Índia, onde o futebol não é o grande esporte, eles me perguntam: ‘O que aconteceu com o Brasil?’. E isso logo depois daquela derrota para a Alemanha na Copa do Mundo. É triste”, lastimou Pelé.

O ex-jogador ainda repetiu que ajudou a construir o legado do futebol nacional a partir da conquista do Mundial de 1958, na Suécia. “Eu tinha 17 anos, e ninguém sabia onde era o Brasil. Perguntavam se era junto com Argentina, Uruguai, e eu respondia que não tinha nada a ver com isso. Eles não conheciam o Brasil. Passamos a ser o país mais conhecido do mundo por causa do futebol”, disse.

Para Pelé, tamanho reconhecimento está ameaçado, independentemente do sucesso da organização das Olimpíadas e da Seleção Brasileira. “A administração de hoje acaba atrapalhando todo um trabalho maravilhoso que fizemos. Mas, se Deus quiser, a gente corrige isso”, confiou.