Jornalista inglês acusa alemães de pagarem propina para sediar Copa

São Paulo, SP

07-09-2015 13:13:50

Jornalista que, há anos, dedica grande parte do seu trabalho aprofundando relações de bastidores no cenário futebolístico, o inglês Andrew Jennings, que desde o último ano atua como informante do FBI nos casos de corrupção, sugeriu, em sua coluna no Daily Mail do último domingo, que a Alemanha pagou quase R$ 1 milhão em propina para sediar o Mundial de 2006.

Com o lançamento de seu novo livro previsto para quinta-feira, Jennings não segurou a ansiedade e soltou um trecho inédito da obra O Jogo Sujo: Desvendando o escândalo na Fifa em sua coluna semanal, deixando escapar a suspeita de que a Alemanha teria pago US$ 250 mil (cerca de R$ 965 mil) para ter prioridades na escolha da sede da Copa do Mundo de 2006, na qual a Itália levantou o tetracampeonato.

Segundo as investigações do jornalista, os alemães pagaram em 2000, por meio de um homem chamado Fedor Radmann – que viria a se tornar vice-presidente do Comitê Organizador da Copa de 2006 -, um suborno ao neozelandês Charlie Dempsey para a Confederação da Oceania votar a favor da Alemanha na disputa com a África do Sul, que acabou levando o pleito e se tornando sede em 2010.

Além de relatar a compra do voto do dirigente da Confederação da Oceania, Jennings ainda citou a presença de Franz Beckenbauer, presidente de honra do Bayern de Munique, no esquema. Juntamente com o bilionário Leo Kirch e Radmann, o ex-jogador teria arquitetado uma forma para organizar amistosos da Alemanha com altos valores nos direitos de transmissão.

Com Blatter planejando a reeleição em 2002, fato que foi consumido, o cenário era propício. O presidente da Fifa precisava de apoio da Uefa para angariar votos, e a escolha da Alemanha como sede do Mundial poderia facilitar os caminhos. Portanto, após empate entre o país bávaro e a África do Sul na segunda rodada da votação, uma última rodada foi realizada e a Alemanha superou a África do Sul por 12 votos a 11.

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