O Água Santa irá disputar no próximo domingo, pela primeira vez em sua história, a grande final do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras. Franco favorito, o Verdão precisará lidar com um problema entre as duas partidas das decisões: um compromisso desgastante da Libertadores, na temida altitude de La Paz.
A equipe alviverde conheceu sua tabela no torneio continental nesta última terça-feira, e enfrentará o Bolívar no dia 5 de abril, às 21h30 (de Brasília), na Bolívia, a quatro dias do segundo confronto da final estadual. Porém, o preparador físico do Netuno, Caio Gilli, não vê uma vantagem do time de Diadema neste quesito.
"É difícil falar sobre o que vem de lá. O elenco deles é muito competente. A gente sabe que é uma viagem desgastante, o pior cenário do futebol é jogar três jogos em sete dias. Não acho que seja uma vantagem para o Água Santa, temos que enxergar o fato como ele é, e entender que lá tem um elenco que pode variar as peças para chegar à final com todo mundo na melhor condição", avaliou o profissional em entrevista coletiva.
Caio também comentou o longo período disponível para preparar seus jogadores da melhor forma possível, de olho na final. O Água Santa atuou pela última vez no dia 20 de março, na classificação sobre o Red Bull Bragantino, pela semifinal. De lá para cá, o preparador trabalha para controlar a carga dos atletas e deixá-los sem problemas para a decisão.
"Sempre quando temos períodos maiores é importante a gente entender que não é hora de construir nada, principalmente no quesito físico. É focar na recuperação para o que vem na sequência e tentar ajudar o que for possível. Então, eu tive muito cuidado nesse aspecto de não ter cargas excessivas em relação ao trabalho desenvolvido e priorizar ao máximo o tempo ofertado por conta dessas datas espaçadas", explicou.
"Quando temos períodos abertos, é importante entender que o organismo precisa recuperar e tentar equalizar os atletas que não são tão usados com o aumento de cargas, para igualar o potencial atlético. Esse período foi muito bem trabalhado para recuperar quem estava em sequência e melhorar a qualidade dos jogadores que não jogam tanto. Eu não entendo que o preparo físico só basta o meu trabalho, é um componente de organização do treino. Muitas capacidades físicas eu não faço, tento encaixar no treino do Thiago (Carpini), justamente para otimizar sessões", concluiu.
Disputando o mata-mata do Paulistão pela primeira vez em sua história, o Água Santa faz, de longe, sua melhor campanha na competição. O time possui a terceira melhor pontuação do torneio, em terceiro lugar na classificação geral, com 25 pontos ganhos. Ao todo, foram sete vitórias, quatro empates e três derrotas em 14 jogos.
Água Santa e Palmeiras fazem a primeira partida da final do Paulistão no próximo domingo, às 16h (de Brasília), na Arena Barueri. Já o encontro de volta será no Allianz Parque, no dia 9, no mesmo horário. O clube de Diadema buscará fazer história e impedir o segundo título consecutivo do Verdão.