Árbitro somali excluído da Copa do Mundo vai apitar final da Supercopa da Uefa
O árbitro somali Omar Artan, que ficou fora da Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada, foi convidado pela Uefa para apitar a Supercopa da Uefa entre PSG e Aston Villa nesta quarta-feira (12).
O Departamento de Estado dos EUA alegou que Artan tinha ligações com pessoas suspeitas de terrorismo, acusação que ele nega. O caso gerou grande repercussão na Somália, onde o árbitro foi recebido como herói ao retornar.
Como forma de reconhecimento, a Uefa escolheu Artan para comandar a decisão da Supercopa. Aos 34 anos, ele será o primeiro árbitro somali a apitar uma partida na Europa e considera a oportunidade um marco em sua carreira.
Além de reforçar a cooperação entre Uefa e Confederação Africana de Futebol (CAF), a nomeação também é vista como um gesto político em meio às recentes divergências entre Uefa e Fifa, liderada por Gianni Infantino.