Os Jogos Paralímpicos de Tóquio terão início nesta terça-feira. A cerimônia de abertura será realizada no Estádio Nacional do Japão, às 8 horas (de Brasília). Os medalhistas Petrúcio Ferreira, do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha, serão os porta-bandeiras do Brasil.
O evento terá transmissão ao vivo dos canais SporTV. Na TV aberta, a TV Brasil é a emissora oficial dos Jogos. A Agência Brasil, a Rádio Nacional e as redes sociais do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) e da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) também reforçam a cobertura do evento esportivo.
Jogadora de bocha Evelyn de Oliveira, uma das porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. (Foto: Matsui Mikihito/CPB)
A delegação brasileira será composta por 259 atletas, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 435 pessoas. Entre os participantes, são 163 homens e 96 mulheres. O basquete e o rúgbi em cadeira de rodas são os únicos esportes que não contarão com participação do Brasil. A modalidade com o maior número de atletas será o atletismo, com 65 representantes e 19 atletas-guia.
Recordes para se quebrar e atletas representantes
O Brasil já conquistou 87 ouros, restando 13 para chegar a marca de 100. Na história, são 301 medalhas conquistas: 112 de prata e 102 de bronze, além das 87 douradas. O país está na 19ª colocação do quadro de medalhas baseado na quantidade geral de pódios.
Maior referência da natação brasileira paralímpica, Daniel Dias (classe S5) é o atleta com mais pódios na história do Brasil, com 24 medalhas em apenas três edições dos Jogos, sendo 14 de ouro, sete de prata e três de bronze.
Os medalhistas de ouro de 2020, em provas individuais, receberão R$ 160 mil por medalha, enquanto a prata renderá R$ 64 mil cada e o bronze R$ 32 mil. O título em modalidades coletivas, por equipes, revezamentos e em pares (bocha) valerá um prêmio de R$ 80 mil por atleta. A prata será bonificada com R$ 32 mil e o bronze com R$ 16 mil. Os atletas-guia, calheiros, pilotos e timoneiro vão receber 20% da maior medalha conquistada por seu atleta e 10% a cada pódio.
Símbolo dos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020. (Foto: Charly Triballeau/AFP)
Como meta para esta edição, o CPB objetiva ficar no top 10 no quadro geral de medalhas. No Rio-2016, o Brasil conquistou 72 no total: 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, sendo o maior número conquistado pelo país em uma edição dos Jogos.
Dos representantes brasileiros convocados, 87 são estreantes em Paralimpíadas. Os Jogos de Tóquio também marcam a estreia de duas modalidades: o parabadminton o e parataekwondo.
Com deficiência, 68 atletas serão das chamadas "classes baixas", com deficiências visuais, física e intelectuais. São 42 homens e 26 mulheres que fazem parte deste grupo.
A deficiência física é a mais presente, com uma representação de 72,9% entre o total dos participantes. Logo em seguida, com 23,2%, está a deficiência visual, enquanto os atletas com deficiência intelectual são 3,9% do total.