COI reintroduz testes genéticos de feminilidade para Jogos Olímpicos de 2028

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Pedro Barros se apresenta no skate park dos Jogos Olímpicos - Foto: ANA PATRICIA DE AGUIAR ALMEIDA/Gazeta Press

O Comitê Olímpico Internacional (COI) condicionou nesta quinta-feira (26) a participação nas provas femininas dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 à realização de testes cromossômicos, já utilizados entre 1968 e 1996 no movimento olímpico.

A admissão nas competições femininas "está agora reservada a pessoas do sexo biológico feminino", que não sejam portadoras do gene SRY, explicou o COI em comunicado, após reunião de seu comitê executivo.

A entidade revoga assim as regras estabelecidas em 2021, que permitiam a cada federação definir sua própria política, e passa a excluir tanto atletas transgênero quanto grande parte das atletas intersexo, que apresentam variações genéticas naturais e foram consideradas meninas desde o nascimento.

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Nova política entra em vigor em 2028

Essa nova política, a primeira grande medida da presidente zimbabuense Kirsty Coventry desde sua eleição há um ano à frente do COI, será aplicada a partir dos Jogos de 2028 e "não é retroativa".

Dessa forma, não fica em risco a medalha de ouro conquistada nos Jogos de Paris pela boxeadora argelina Imane Khelif, que reconheceu ser portadora do gene SRY, embora tenha nascido como menina e tenha defendido sua identidade feminina diante de questionamentos.

A responsabilidade pela realização dos testes caberá às federações internacionais e às instituições esportivas nacionais. Os exames serão feitos por meio de saliva, raspado bucal ou amostra de sangue e deverão ser realizados "uma única vez na vida do atleta", informou o COI.

Aplicação da regra em outras modalidades

A medida já está em vigor desde o ano passado em três modalidades: atletismo, boxe e esqui, embora sua aplicação enfrente dificuldades práticas e legais.

O COI já havia adotado testes cromossômicos de verificação de sexo entre 1968 e os Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, antes de abandoná-los em 1999 sob pressão da comunidade científica, que questionava sua validade, e de sua própria comissão de atletas.


*Conteúdo produzido pela AFP

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