Centenas protestam em Milão antes dos Jogos Olímpicos de Inverno

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Foto: WANG ZHAO / AFP

Centenas de pessoas protestaram em Milão na sexta-feira, antes dos Jogos Olímpicos de Inverno, enquanto a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recebia líderes mundiais, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

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Houve indignação na Itália devido à presença de alguns agentes da agência de imigração dos EUA, o ICE, como parte da segurança da delegação americana. As operações do ICE em várias cidades dos EUA desencadearam protestos em larga escala, e os recentes assassinatos de dois manifestantes causaram revolta.

Centenas de estudantes do ensino médio e universitários de Milão se reuniram em frente à Universidade Politécnica de Milão para protestar contra o ICE. "Tudo isso é inaceitável para nós", disse Leonardo Schiavi, um manifestante, à AFP, referindo-se à visita de Vance e à presença de agentes do ICE. Giacomo Calvi disse que estava protestando contra a "polícia anti-imigração americana, que pratica todo tipo de violência nos Estados Unidos".

O governo italiano afirmou que os agentes do ICE não terão nenhuma função operacional em seu território. Os agentes serão da unidade de Investigações de Segurança Interna do ICE, uma divisão diferente daquela acusada de violência nos Estados Unidos.

Inflação na Itália

Houve outra manifestação com centenas de participantes perto do estádio San Siro, em Milão, onde a cerimônia de abertura acontece nesta sexta-feira, em protesto contra o aumento dos preços dos imóveis. "Estas Olimpíadas são um saco. Só servem para gentrificar", gritavam centenas de manifestantes.

Em seu encontro com Vance na sexta-feira, a primeira-ministra Giorgia Meloni, uma das líderes europeias mais próximas do presidente Donald Trump, disse que esporte e religião são "valores que unem a Itália e os EUA, a Europa e os EUA, a civilização ocidental".

Vance elogiou Meloni pela organização das Olimpíadas pela Itália e também saudou a "união em torno de valores compartilhados". Meloni e Vance -- um católico fervoroso que se converteu em 2019 -- se encontraram pela última vez em Roma após a eleição, no ano passado, do Papa Leão XIV, o primeiro pontífice americano.

* Com conteúdo da AFP

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