Aos 18 anos, Alice Padilha leva o Brasil de volta ao esqui alpino olímpico

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Foto: Gabriel Heusi/COB

Aos 18 anos, Alice Padilha está prestes a viver o momento mais aguardado da carreira. A carioca será a responsável por recolocar o Brasil no esqui alpino feminino dos Jogos Olímpicos de Inverno após 12 anos, estreando no slalom nesta quarta-feira, às 6h (de Brasília), em Cortina d’Ampezzo.

A vaga, segundo ela, teve sabor de conquista antecipada. “Quando eu soube que tinha conseguido, foi uma emoção enorme. Reabrir essa vaga depois de tanto tempo já é, pra mim, como uma medalha”, disse a atleta.

Ciclo intenso

Depois dos Jogos Olímpicos da Juventude de Gangwon 2024, Alice embarcou em um período de treinos e competições internacionais quase ininterrupto. Ela descreve o processo como “longo e muito exigente”, e lembra que o principal objetivo era baixar a pontuação internacional até alcançar o índice no slalom.

“A parte mais difícil foi manter a consistência. Eu precisava treinar muito, competir sempre, mudar de país… era tudo muito puxado”, comentou.

Família como base

Morar na Áustria desde cedo exigiu decisões difíceis, mas segundo Alice, nada teria acontecido sem o suporte familiar. “Minha família sempre acreditou no nosso sonho. Mudaram de país comigo para que eu pudesse continuar evoluindo no esporte”, destaca.

Ela também cita a importância do irmão gêmeo, Arthur, com quem treina desde criança. “Ele foi fundamental. Estivemos juntos em tudo, inclusive nos Jogos da Juventude.”

Ansiedade transformada em força

Integrante da seleção brasileira desde os 16 anos, Alice encara sua primeira participação olímpica tentando equilibrar sentimentos. Segundo ela, o frio na barriga existe, mas é bem-vindo.

“É um sonho muito grande e um momento único na minha vida. Tento transformar a ansiedade em motivação”, diz a esquiadora.

Com a estreia marcada para quarta-feira, Alice quer aproveitar cada detalhe da experiência. “Quero competir bem, aprender muito e representar o Brasil com orgulho”, afirma.

 

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