Giullia Penalber foi derrotada pela chinesa Kexin Hong, nesta sexta-feira, e ficou sem medalha na luta livre dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Competindo na categoria até 57kgs, a brasileira perdeu ainda no primeiro round, pelo placar de 10 a 0.
Logo no começo do primeiro round, a chinesa prendeu as pernas de Giullia e marcou os primeiros pontos, com 4 a 0 de vantagem. Em seguida, Kexin Hong seguiu controlando a luta e conseguiu abrir 10 a 0 no placar, vencendo o duelo por superioridade técnica e ficando com a medalha de bronze.
"É uma atleta que eu tinha um histórico negativo. Eu sabia que ela era bastante agressiva. Eu tentei defender os ataques dela. Ela tem uma base muito baixa e isso me dificulta, é complicado para mim. Mas eu me sinto em constante melhora, apesar de não conquistar a tão sonhada medalha, eu acho que essa competição trouxe muito mais sentimentos positivos por conta da minha trajetória. Poucos meses atrás eu pensava que nem estaria mais no wrestling e agora eu conquistei o melhor resultado do wrestling brasileiro. Estou muito grata. Grata por tudo o que essa trajetória me trouxe, todos os ensinamentos. Sou estreante em Jogos Olímpicos e estou com 32 anos, estava a muito tempo perseguindo esse sonho. Estou triste por não trazer a medalha e ao mesmo tempo grata porque foi um trabalho muito árduo para estar aqui hoje", disse Giullia em entrevista ao SporTV.
Giullia Penalber não alcança o bronze, mas atinge a melhor marca do Brasil no wrestling na história!
Bem demais, Giullia!#JogosOlímpicos #TimeBrasil #Paris2024
— Time Brasil (@timebrasil) August 9, 2024
Apesar da derrota, a campanha de Giullia Penalber foi a melhor do Brasil na luta livre olímpica.
"Estou com uma mistura de sensações. Obviamente, a gente vêm para uma Olimpíada pensando em dar o nosso melhor e no caminhar eu fui acreditando que eu podia ir para a final. Quando eu não cheguei na final, fiquei acreditando que eu ia ser bronze. Então bate uma frustração agora. Mas é uma mistura, tem essa frustração, uma tristeza por não conquistar medalha e em compensação essa sensação de conseguir um feito histórico, de participar da história do wrestling brasileiro, de trazer o Brasil para o mapa. O mundo todo pôde ver. O Brasil tem um wrestling forte, a gente tem muito potencial. Isso era uma das grandes missões que eu tinha trazido e eu cumpri. Me sinto grata por esse lado", contou a lutadora.