França atropela Itália e vai enfrentar a Polônia na final olímpica do vôlei masculino

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Foto: Natalia Koleskinova/AFP

A França, atual campeã olímpica do vôlei masculino, vai defender o título na final de sábado, às 8h (de Brasília), contra a Polônia, após ambas as seleções terem vencido seus respectivos duelos das semifinais dos Jogos de Paris nesta quarta-feira. Empurrados por sua torcida na Arena Paris Sul, os anfitriões atropelaram a Itália por 3 sets a 0 (parciais de 25-20, 25-21 e 25-21), em apenas 1h20 de partida.

O destaque da noite foi Trévor Clévenot, autor de 17 pontos, se revezando com Earvin Ngapeth que deu o tom no primeiro set e marcou sete dos seus 13 pontos. De forma geral, todo o ataque francês brilhou com suas escolhas e se destacou em suas execuções.

"Fomos muito lúcidos e muito agressivos ao mesmo tempo. Quando estamos assim, somos difíceis de ser batidos. Recuperamos muitas bolas na defesa. Isso os irritou um pouco. Quando jogamos esse tipo de vôlei que é realmente completo e agradável de ver, nos divertimos na quadra e esta noite funcionou bem", comentou Clévenot, após a partida.

Agora, os franceses vão tentar um bicampeonato olímpico que só soviéticos (1964 e 1968) e americanos (1984-1988) conseguiram, numa época em que o vôlei não contava com tantas seleções de tão alto nível.


Polônia na final após 48 anos

Mais cedo, numa partida bem mais acirrada, a Polônia se classificou para a final ao derrotar os Estados Unidos por 3 sets a 2 (parciais de 25-23, 25-27, 14-25, 25-23 e 15-13). Liderados pelo ponteiro cubano naturalizado polonês Wilfredo Leon (26 pontos), a Polônia, que ficou à beira da eliminação no quarto set, chegou a sua segunda final olímpica, após conquistar o ouro em Montreal-1976.

Quando Leon sumiu no jogo, no terceiro set, com apenas dois pontos, sem bloqueios e nem aces, os poloneses foram superados (25-14) pela seleção americana, que reagiu com destaque para seus dois experientes atacantes, Matthew Anderson (24 pontos no total) e Aaron Russell (20). E os Estados Unidos ainda conseguiram virar para 2 a 1 e ficaram perto da vitória.

Mas a Polônia tinha seu outro herói do dia, Tomasz Fornal, que graças a suas duas cortadas, empatou o set (20-20) e virou para 25-23, deixando tudo igual no placar: 2 sets a 2: "Não tínhamos mais nada a perder", resumiu Fornal, com 13 pontos no total, em entrevista à AFP.

De volta ao jogo, os poloneses ficaram em vantagem no tie-break e tiveram quatro match points (14-10). Os americanos salvaram três, antes de Leon garantir a vitória. A Polônia, campeã mundial em 2014 e 2018 e europeia em 2023, finalmente volta a uma final olímpica, meio século depois da primeira.

Itália e Estados Unidos vão decidir a medalha de bronze na sexta-feira às 11h. No dia seguinte, às 8h, franceses e poloneses vão lutar pelo ouro.

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