COI reafirma sua 'total confiança' na Agência Mundial Antidoping

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(Foto: Philip FONG/AFP)

Nesta quinta-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reafirmou sua "total confiança" na Agência Mundial Antidoping (AMA), criticada nos últimos meses pela forma como conduziu o caso sobre nadadores chineses.

Há dois dias foi publicado o relatório provisório da investigação independente sobre o caso dos 23 nadadores chineses flagrados em exame antidoping em 2021 e não foram suspensos, o que colocou a AMA em uma situação comprometedora após a imprensa ter revelado o ocorrido.

"O COI pede a todas as partes envolvidas que respeitem a autoridade suprema da AMA na luta contra o doping", acrescentou o comitê em comunicado. Nos Estados Unidos, a USADA (Agência Antidoping dos EUA) continua acusando a AMA de tentar abafar o escândalo e uma investigação federal foi aberta no país.


"Esse respeito constitui a base sobre a qual a AMA foi fundada pelos governos e o movimento olímpico (em 1999, depois do caso Festina no ciclismo)", ressaltou o COI.

De acordo com Eric Cottier, procurador suíço que foi designado em abril para examinar a condução do caso por parte da AMA, a organização "não favoreceu" a China, país que decidiu não punir os nadadores que testaram positivo para trimetazidina, uma substância proibida desde 2014. O país asiático concluiu na ocasião que o teste positivo se devia a uma contaminação alimentar.

O relatório de Eric Cottier considerou que a conduta da AMA de "não recorrer" contra a decisão da China de não punir os atletas foi "razoável", diante da fraca possibilidade de um recurso ser acatado, dada a falta de elementos que pudessem desmentir a tese de contaminação.

Vários desses nadadores ganharam medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021 e 11 deles estão classificados para os Jogos de Paris.

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