O fato de fabricantes de bebidas alcóolicas anunciarem seus produtos em carros de corrida preocupa a Aliança Europeia de Políticas para o Álcool. Conhecida como Eurocare, a organização tem pressionado a administração da Fórmula 1 desde 2014 para que a publicidade de tais marcas seja banida da categoria mais famosa do automobilismo mundial. Para o presidente da FIA, no entanto, a proibição não é viável e também não é o melhor caminho.
“Você não pode banir o álcool, isso não é possível. Mas você pode educar as pessoas para que não bebam e depois dirijam. Estamos trabalhando muito próximos nisso porque sabemos que é um assunto essencial a ser considerado”, ponderou o executivo.
Ainda há grandes parcerias entre marcas de bebida e equipes na Fórmula 1, como o acordo entre Williams e Martini, McLaren e Johnnie Walker e a Force India com a Smirnoff e a Kingfisher. Para Jean Todt, o limite à exposição desses produtos deve ser estudado e estipulado por cada um dos países que compõem o calendário da categoria.
“A publicidade de bebidas alcóolicas não está ligada à FIA, e sim a cada país (onde ocorrem as corridas) por sua conta. Eu sou completamente contra – e faço campanha contra – beber e dirigir, mas cada país precisa fazer seu trabalho neste sentido”, disse presidente da FIA.
A função das nações na proibição já foi evidenciada no caso do tabaco. Grandes marcas de cigarro eram patrocinadoras históricas da F-1, mas, banidos gradativamente de países onde há Grandes Prêmios, como a Grã-Bretanha, os anúncios de tais produtos desapareceram dos carros nesta década.
