As equipes de Fórmula 1 que contam com motores da Renault devem ter mais potência em seus carros no Grande Prêmio da China da categoria, neste fim de semana. A fornecedora de propulsores adotou postura mais conservadora na regulagem de seus equipamentos nas primeiras corridas do ano temendo problemas de confiabilidade.
O circuito de Xangai tem a maior reta do Mundial de Fórmula 1, com 1.1 quilômetro. Assim, a velocidade máxima dos carros é um fator de grande importância para a prova deste fim de semana, a terceira do calendário. Austrália e Malásia abrigaram as duas primeiras corridas do ano.
“O desempenho teve uma melhora na Malásia, apesar de termos guardado um pouco pela confiabilidade. Agora estamos ficando mais confiantes nesta área, podemos ser mais agressivos e devemos ter melhores resultados nas retas, com uma velocidade máxima maior”, explicou o diretor de operações da Renault, Remi Taffin.
A montadora francesa fornece motores para apenas duas equipes da Fórmula 1, a Toro Rosso e a Red Bull. O time de capital austríaco, de grande sucesso recente na categoria, fez reclamações públicas sobre o desempenho dos propulsores franceses, o que fez a Renault cogitar até deixar a F1.
“Nós ficamos em sétimo, oitavo, nono e décimo na Malásia, e com as melhoras que tivemos esperamos subir. A Toro Rosso mostrou que tem um bom carro e com pilotos confiantes, enquanto a Red Bull deve superar os problemas da Malásia. Com as melhoras, esperamos brigar com a Williams”, disse Taffin.