Nelsinho Piquet acredita que Massa não terá sucesso em processo por título da Fórmula 1: "Acho que não vão mudar"

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(Foto: Rogerio Pallatta/SBT)

Pivô de um dos maiores escândalos da história da Fórmula 1, Nelsinho Piquet comentou sobre a briga de Felipe Massa pelo título da temporada de 2008. O piloto, em entrevista ao podcast Pod Pai Pod Filho, afirmou não acreditar que seu companheiro de equipe na Stock Car terá sucesso em seu processo contra a categoria.

Em 2008, quando corria pela Renault na Fórmula 1, Nelsinho bateu propositalmente para beneficiar seu companheiro de equipe Fernando Alonso, fato que prejudicou indiretamente Felipe Massa, então da Ferrari, na corrida de Singapura. No final daquele ano, o ferrarista foi vice-campeão, um ponto atrás de Lewis Hamilton.

Em 2023, Bernie Ecclestone, ex-chefe da categoria, revelou que sabia do caso ainda em 2008. Por isso, Felipe Massa foi à justiça com a intenção de ser reconhecido como campeão da Fórmula 1 daquele ano. Nelsinho, porém, acredita que isso não acontecerá.

“Ele tem o direito de fazer o que quiser. Acho que não vão mudar uma coisa de 15 anos atrás, muito menos um campeonato vencido pelo Hamilton. No máximo, o que acho que pode acontecer, é desclassificarem a Renault da corrida, que o Alonso ganhou. Aí o que acontece? O Hamilton acaba ganhando aquela corrida e ganha com uma margem maior ainda”, disse.

Sobre o período em que esteve na principal categoria do automobilismo, Nelsinho Piquet também admitiu que poderia ter seguido outra trajetória e não poupou palavras ao criticar o empresário Flavio Briatore.

“Para mim, foi uma passagem só. Ainda tive a sorte de fazer um pódio.  Além de não ter um empresário que estava ali olhando só os meus interesses, era uma agência que tinha vários pilotos. Eu era só mais um na conta. Ainda estava correndo contra o Alonso, que estava no auge da carreira. Se ele está dando esse trabalho hoje, imagina há 15 anos atrás, com 27 ou 28 anos. Ele estava na fase Max Verstappen de hoje em dia. Para mim, mentalmente, era muito difícil. E eu não tinha o suporte de ter alguém que eu confiasse”, analisou.

“Além da situação complicada, o Flávio não era uma pessoa normal de conversar. É um cara que não sabe nem falar, é um mamute que chega para você latindo. Metade das coisas você não entende, parece que ele tem alguma coisa na garganta. Ele não entende nada de automobilismo, é um administrador... Só que ele tinha visão, um pouco de pegar as pessoas certas”, completou o piloto.

Filho do tricampeão mundial de F1, Nelson Piquet, Nelsinho também é cunhado de Max Verstappen, que também ganhou o título da categoria pela terceira vez nesta temporada. Sobre o holandês, o atual piloto de Stock Car comentou a respeito do seu jeito simples e seus hobbies..

“Ele é muito simples, não gosta de atenção. Por exemplo, se fica uma semana aqui, prefere comer em casa a ter que sair e lidar com as pessoas. Prefere ficar vendo TV, abrir o Ipad... Ele gosta bastante de futebol e da equipe online de corrida dele”, afirmou.

Além de seguir acelerando, Nelsinho Piquet também vive uma vida de empreendedor fora das pistas, principalmente depois que voltou a morar no Brasil, administrando alguns negócios dos quais é dono ou sócio, como um restaurante, uma marca de cachaça, uma casa que aluga nos Lençóis Maranhenses e até uma pista de Kart em Wellington, nos Estados Unidos.

“Quando estava vivendo na Europa, a vida era 100% dedicada à corrida, mas, como qualquer esportista, não vamos viver disso pelo resto da vida. Temos que começar a experimentar fazer outras coisas. Como não fiz nenhuma faculdade, não tenho especialização, estou tentando fazer algumas coisas que aprendi com a vida e as oportunidades vão surgindo”, finalizou na entrevista que vai ao ar às 19h (de Brasília), desta segunda-feira.

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