Pauta preferidas das entrevistas desta quarta-feira de Fórmula 1, o ótimo desempenho da Mercedes não incomoda o engenheiro Rob Smedley, da Williams. Pelo menos, é o que diz o próprio inglês, que garante que não vai “choramingar” por isso.
“Eu não vou sentar aqui e choramingar e lamentar porque são mais rápidos que nós. Eu já estive em situações em que a minha equipe era dominante, como a Ferrari em 2000 (com Michael Schumacher e Rubens Barrichello), e agora estou em um time dominado por outra equipe. Eu acho que se você trabalhar duro e fizer tudo o que estiver ao seu alcance, as recompensas virão”, declarou o engenheiro.
Enquanto a Red Bull pede por mudanças no regulamento para que o desempenho das equipes seja mais equilibrado nas próximas temporadas, Smedley acredita que as conquistas recentes da Mercedes representam bem a Fórmula 1, e deveriam ser mais exaltadas do que criticadas.
“Eu não acho que isso seja ruim para o esporte, de jeito nenhum. Eu acho que a Fórmula 1 se trata de níveis de excelência, e nesse momento eles são a referência nesse quesito por tudo o que têm conquistado. É realmente incrível, e eu tiro o meu chapéu para dizer que estão fazendo um trabalho fantástico”, garantiu o britânico, que continuou.
“Eles trabalharam duro e fizeram tudo certo, então vamos tirar os chapéus para eles. É bom para o esporte, porque isso mostra o esforço que todos estão fazendo, e o deles é realmente muito maior. O esporte mede os níveis de excelência técnica e operacional, e eles têm sido muito bons nisso”, elogiou, aproveitando para lembrar que o “balanço de força” ainda vai favorecer outras equipes no futuro, uma vez que a F1 é um esporte cíclico. Ainda assim, o engenheiro fez questão de afirmar que a Williams não esperará inerte até que isso aconteça.
“O balanço vai e volta, não é? Os times que estão atrás eventualmente trabalharão melhor e de forma mais eficiente, e os times que estão na frente costumam cair quando pessoas saem, ou quando a organização sobre mudanças severas. É aí que você vê as grandes mudanças, e com grandes alterações no regulamento eles podem dar um passo para trás repentino. Mas não acho que nós da Williams deveríamos esperar até que eles larguem a bola, vamos nos esforçar para superá-los o quanto antes”, concluiu o engenheiro.
