O piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, venceu neste domingo o Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1, chegando à frente do holandês Max Verstappen, da Red Bull, após 71 voltas no circuito de Spielberg.
Leclerc, que sofreu com problemas no acelerador de seu carro, cruzou a linha de chegada com pouco mais de um segundo de vantagem sobre Verstappen, que mantém a liderança do campeonato mundial de pilotos após 11 corridas.
O britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, completou o pódio chegando em terceiro, após o abandono do espanhol Carlos Sainz, que saiu da corrida a 14 voltas do final.
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Sainz, que vinha em terceiro, estava ultrapassando Verstappen quando o motor de sua Ferrari superaqueceu e acabou pegando fogo. Depois de parar em uma área de escape, ele teve dificuldades para sair do carro em chamas. Felizmente, o espanhol não sofreu ferimentos.
"Foi uma corrida muito boa, com um bom ritmo. Tive um problema no acelerador e fiquei com uns 20% ou 30% de abertura, mas consegui administrar isso até o final", disse o piloto monegasco.
Leclerc esteve fora do pódio nas cinco corridas anteriores e estava se distanciando de Verstappen na classificação do campeonato. "Já era hora" de conseguir uma nova vitória, a terceira na temporada, reconheceu.
"Sofremos com os pneus", disse, por sua vez, o holandês. "Mas de toda forma, é um segundo lugar", acrescentou.
"É uma pena para os torcedores, já que não pude dar a eles uma vitória", lamentou o piloto da Red Bull, que contou com o apoio de milhares de fãs que viajaram da Holanda para assistir à corrida.
Seu companheiro de equipe, o mexicano Sergio Pérez, abandonou a prova após rodar na pista devido a um contato com a Mercedes do britânico George Russell, que terminou em quarto, à frente da Alpine do francês Esteban Ocon.
Esta foi a primeira vez na temporada que a Ferrari conseguiu duas vitórias consecutivas, após Sainz vencer na semana passada o GP da Grã-Bretanha.
No campeonato de construtores, a escuderia italiana está agora 56 pontos atrás da líder Red Bull.
"São duas vitórias seguidas e era importante voltar ao topo depois de algumas corridas em que tínhamos mostrado o nosso potencial, mas sem vencer", afirmou o chefe da Ferrari, Mattia Binotto.