O piloto britânico Lewis Hamilton disse nesta quarta-feira que a Fórmula 1 vive "um momento crucial" em sua história, após série de polêmicas fora das pistas que estão marcando o início da temporada.
Depois do "caso Horner", que estremeceu a Red Bull, é o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, quem está encrencado.
Segundo a BBC, que cita um denunciante, Sulayem teria pedido às suas equipes que encontrassem alguma maneira de não homologar o Circuito Urbano de Las Vegas, que recebeu seu primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1 em 2023.
Além disso, segundo essa mesma fonte, o dirigente teria pedido a comissários que anulassem uma penalização imposta ao espanhol Fernando Alonso, da Aston Martin, no GP da Arábia Saudita de 2023.
"Tudo isso não parece bom vendo de fora e também de dentro", declarou Hamilton.
It’s been a crazy few days which have been filled with a whole range of emotions.
But as you all now know, after an incredible 11 years at Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team, the time has come for me to start a new chapter in my life and I will be joining Scuderia Ferrari in 2025.
— Lewis Hamilton (@LewisHamilton) February 3, 2024
"Acho que estamos em um momento muito importante para que este esporte mostre seus valores e para que cada um de nós sejamos responsáveis pelos nossos atos", acrescentou o heptacampeão mundial.
"É um momento crucial sobre como nos mostramos para o mundo e sobre como isso é tratado. E não tem sido muito bem até agora. A transparência é realmente essencial", concluiu o britânico.
Antes da polêmica com o presidente da FIA, a Fórmula 1 estava envolta no escândalo em que o chefe da Red Bull, Christian Horner, foi acusado de "comportamento inapropriado" por uma funcionária da equipe.
A escuderia, atual campeã do mundo, iniciou uma investigação interna e, na semana passada, inocentou Horner, embora várias equipes tenham denunciado falta de transparência no caso.
Jos Verstappen, pai do atual tricampeão e astro da Red Bull, Max Verstappen, afirmou no fim de semana que a equipe iria "explodir" se Horner continuasse no cargo.