Nas últimas duas temporadas, o amplo domínio da Mercedes na Fórmula 1 é inquestionável. Lewis Hamilton sagrou-se campeão em ambas oportunidades, tendo Nico Rosberg, seu companheiro de equipe, como vice colocado. Embora há quem considere tal monopólio como algo maléfico ao esporte, tanto o tricampeão mundial quanto a chefe da Sauber não veem isso como um problema.
Hamilton crê que o desempenho dos carros da Mercedes se manterá forte, e confia que a equipe estará bem na temporada de 2016.
“Há pelo menos mais um ano com esta força que temos. Claro que há uma ligeira desconfiança porque o carro pode mudar. Pode decair. Mas nós temos uma base muito, muito mais forte nesta equipe e este não vai ser o caso. Estou muito confiante de que não vai ser o caso”, revelou ao Autosport.
O piloto, inclusive, admitiu que algumas falhas e quedas de desempenho são suscetíveis a acontecerem. Porém, se prepara ao máximo para evitá-las.
“Eu não acho que você está sempre se apresentando no nível máximo. Você tem quedas. Mas não estando a 100%, a coisa boa é que existem melhorias que podem ser feitas para o próximo ano. Eu gostaria de pensar que a cada ano você cresce, não só como ser humano, mas como um esportista. As falhas que tive física e mentalmente, espero que eu possa corrigir. Eu espero ser mais forte”, disse.
Monisha Kaltenborn, chefe da equipe Sauber, não acredita que o amplo domínio de uma escuderia seja um problema na F1, e ainda citou como exemplo uma das dinastias mais famosas do mundo automobilístico.
"Para mim, na verdade, essa dominação nunca foi um ponto negativo em nossa categoria, porque todos nós já estivemos nessa situação. Se você voltar para os anos de Michael Schumacher, quantos anos a Ferrari dominou? E olhe para todas as coisas que foram ligadas a ela - pneus foram desenvolvidos por uma equipe, para um piloto basicamente, e você nunca teve esses tipos de discussões. Foi bom para o esporte. Se você olhar em termos de espectadores, patrocinadores, quaisquer outros acordos comerciais, isso não era um problema", declarou ao site Motorsport.
Apesar do monopólio, Monisha acredita que todas as outras equipes têm papel fundamental na composição da Fórmula 1.
"Você tem que respeitar todas as equipes, seja o número um, número dois ou número 10, porque todo mundo tem um papel a desempenhar e todo mundo contribui para o show da F1", finalizou.
