O Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, realizado entre 11 e 13 de novembro, superou expectativas e recordes, de acordo com levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento atraiu um público de mais de 230 mil pessoas no autódromo
A competição, que marcou o aniversário de 50 anos de GPs no Brasil, registrou impacto econômico de R$ 1,37 bilhão para a capital paulista. O cálculo foi realizado juntamente com informações da Secretaria Municipal de Turismo, através do Observatório do Turismo, da São Paulo Turismo (SPturis).
Para o prefeito Ricardo Nunes, o Grande Prêmio de F1 foi um sucesso em todos os sentidos.
“Tivemos uma excelente organização e muita emoção. Muito orgulho pelos excelentes resultados traduzidos em números que são um verdadeiro presente para a nossa cidade!”, comemorou.
O impacto econômico aponta um crescimento real de 29,8% em relação a 2021, que foi de R$ 960 milhões. Tamanha movimentação gerou R$ 206,4 milhões em impostos, em um aumento real de 30,4% na comparação com o evento anterior.
A atividade realizada pelo GP, gera “ondas” que movimentam outros setores, o chamado efeito-dominó. Os impactos diretos são os gastos efetivamente realizados pela organização do evento, pelos patrocinadores e pelo público. Os impactos indiretos correspondem à movimentação gerada na cadeia produtiva da realização da Fórmula 1.
O Grande Prêmio de São Paulo está confirmado no calendário Mundial de Fórmula 1 de 2023. O evento está marcado para acontecer nos dias 3, 4 e 5 de novembro no Autódromo de Interlagos.
Perfil do público
Do público que foi ao autódromo para assistir o GP São Paulo, 70,2% eram de fora da capital. Desses, 45,5% vieram de fora do estado e 4,6%, de fora do país.
Em 2021, o número de pessoas que vieram de fora da capital foi de 64,4%, com 39,9% de fora do estado e 3,1% de fora do país. A presença feminina em Interlagos aumentou em 75,8%: passou de 20,7% para 36,4% este ano.
O público mais jovem também compareceu mais ao circuito este ano. O público de 18 a 24 anos passou de 14,3% em 2021 para 21,3% em 2022. Na faixa de 25 a 29 anos o crescimento foi de 18,8% para 22,8% este ano.
Já entre 30 a 39 anos, a porcentagem no circuito caiu de 32,5% para 28,3%. Na faixa dos 50 aos 59 baixou de 9,1% para 8,3%, enquanto a porcentagem de pessoas com mais de 60 anos diminuiu de 5,4% para 4,1%.