A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou que vai investigar o resultado do Grande Prêmio de Mônaco e vai revisar as penalidades polêmicas dadas durante a prova, em audiência marcada para o próximo sábado.
A Federação acatou o pedido da Mercedes e irá analisar as penalidades sofridas por George Russell durante a corrida, durante a reunião que ocorrerá antes do GP da Áustria. Em documento divulgado nesta quarta-feira, a FIA confirmou o pedido da equipe alemã. A revisão das penalidades do piloto britânico acontecerão depois da Alpine conseguir reverter o resultado de Pierre Gasly.
A audiência do próximo dia 20 será realizada em duas etapas. De acordo com o regulamento, a Mercedes terá que apresentar um "novo elemento significativo e relevante" que não estava disponível no momento da corrida. Se esse critério for cumprido, a audiência passará para a análise do mérito da contestação.
“Se a passagem pelos boxes não tivesse acontecido no final, equivaleria a 20 segundos de tempo de corrida”, disse Toto Wolff, chefe da Mercedes.
“O que 20 segundos de tempo de corrida significariam para o resultado dele? Acreditamos que temos, realisticamente, uma chance de reverter o resultado? Acho que não, mas definitivamente temos que tentar se virmos que existe uma mínima chance de fazê-lo e trazê-lo de volta à posição que ocupava antes.”
No caso de Gasly, a Alpine conseguiu contestar as duas penalidades por excesso de velocidade no pit lane que o francês recebeu, assim como diversos pilotos durante a prova de Mônaco. A equipe francesa provou que a distância utilizada pelo sistema de cronometragem oficial em um dos setores de cronometragem dos boxes estava incorreta. Após a anulação das penalidades, Gasly subiu para à terceira posição.
A decisão teve impacto nos bastidores e levou a questionamentos imediatos quanto às outras punições dadas aos outros pilotos, em circunstâncias semelhantes. Esse seria o caso de Russell, que também foi penalizado por excesso de velocidade nos boxes. O piloto até tentou cumprir a punição durante a corrida, mas acabou recebendo uma penalização adicional.
Embora a FIA ainda não tenha confirmado oficialmente que a punição aplicada a Russell foi indevida, o reconhecimento da FOM (Formula One Management) de que o sistema de cronometragem apresentava falhas indica que o piloto da Mercedes pode, de fato, ter sido penalizado injustamente por suposto excesso de velocidade no pit lane.
Os erros sucessivos de Russell o tiraram da zona de pontuação, complicando sua disputa no campeonato de pilotos contra o prodígio italiano Kimi Antonelli, também membro da Mercedes.
Outras duas equipes se mostraram descontentes com a anulação das punições de Pierre Gasly: a McLaren e a Red Bull, que tiveram seus pilotos, Oscar Piastri e Isack Hadjar, respectivamente, também punidos.
Piastri, ao contrário da maioria dos pilotos, conseguiu cumprir as penalidades durante a corrida. O piloto terminou a prova na quarta posição, mas o reestabelecimento do tempo original de Gasly fez com que o australiano descesse uma posição na classificação final, o que não agradou a McLaren.
Hadjar alcançou a terceira colocação após as penalidades de Gasly, mas logo perdeu a posição depois da revisão das sanções do francês. Acredita-se que a manifestação da Red Bull contra a anulação das punições tenha acontecido justamente em uma tentativa de recuperar o pódio conquistado pelo franco-argelino.
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