A Ferrari abriu oficialmente as portas para sua nova era na Fórmula 1 ao apresentar, nesta sexta-feira, o SF-26. O design do bólido roubou a cena ao resgatar um toque "vintage": a volta do branco na tampa do motor e no cockpit, além do acabamento em pintura brilhante — abandonado há sete temporadas —, remete diretamente ao icônico carro de Niki Lauda de 1975.
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Fato inusitado
Apesar do brilho estético, o "shakedown" em Fiorano começou com suspense. Logo na primeira volta, o monoposto pilotado por Hamilton parou no meio da reta principal. Embora o silêncio do motor tenha gerado rumores imediatos sobre falta de confiabilidade, a Scuderia e a imprensa italiana informaram que a parada estava programada para testes de sistema. A prontidão dos mecânicos para recolher o carro reforçou a tese de que o incidente fazia parte do protocolo inicial de desenvolvimento.
Palavra dos pilotos
No aspecto técnico, o SF-26 apresenta um bico elevado e pontões com entradas de ar semicirculares generosas. Lewis Hamilton descreveu o novo projeto como o maior desafio de sua carreira: "A temporada 2026 representa a maior mudança de normativa que já experimentei. O piloto terá um papel central na gestão de energia e na compreensão desses novos sistemas", afirmou o heptacampeão, destacando o fascínio de ajudar a definir a direção técnica do time desde o primeiro dia.
Charles Leclerc também enfatizou a complexidade do novo regulamento, pontuando que a adaptação exigirá instinto e precisão absoluta. "Sabemos o quão complexo pode ser esse desafio, mas estamos motivados", declarou o monegasco.
Com uma estética que conecta o passado glorioso às ambições futuras, a Ferrari aposta em um carro básico, mas promissor, para tentar desbancar a hegemonia da Red Bull em 2026.